terça-feira, 19 de setembro de 2006

Desculpem

Peço desculpa pela minha ausência.
Encetei há dias uma das fase criativas mais importantes da minha curta "carreira".
Farei os possíveis para vos vir falar sempre que o tempo me deixar.
E a cabeça.
Para já, desdobro-me em muitos, para que tudo corra bem.
Até breve.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Vila Real

Esta sexta, dia 15 de Setembro, "Antes Eles Que Nós" em Vila Real de Trás-os-Montes.
Longe.
E lindo.
Apareçam-nos.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Digressão "Antes Eles Que Nós"


Começa este Sábado, no Centro De Artes e Espectáculos da Figueira da Foz.
Durante Setembro e Outubro iremos andar pelo país com a peça às costas.
E com todo o prazer.
Apareçam.

Home Video #1

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Foi assim

O Bruninho esteve sem internet este tempo todo?
Esteve sim senhor.
Vieram cá uns senhores espectaculares do mundo da internet ajudar o Bruninho?
Vieram sim senhor.
Hoje em dia o Bruninho já tem internet porque vieram cá uns senhores espectaculares do mundo da internet?
Já sim senhor.
Disseram ao Bruninho que afinal era só o cabo "##jdiowehjo2sadjilasj" e que já está tudo "tratadinho"?
Epá, disseram.
Será que o Bruninho fez amor com algum dos senhores da internet enquanto ajustavam o sinal do Biography Channel?
Fez sim senhor. Com o alto, que tinha um alicate de pontas muito giro.
Isso faz do Bruninho uma pessoa extremamente sensível?

É possível.

sábado, 26 de agosto de 2006

O primeiro ano

Estava praticamente a desligar o computador, e os olhos, mas lembrei-me:
O blog Corpo Dormente escreve hoje um ano de idade.
Depositei pela primeira vez palavras aqui num dia que se estendeu dois metros para uma paciência de metro e meio.
Gritei pela ponta dos dedos uma inscrição no Blogger, para sussurrar um texto.
E assim, começou.
Sem que os olhos se apercebam, escrevo hoje, e sempre, para esvaziar palavras que me magoam a parte de cima da cabeça com as pontas afiadas.
Palavras que dormem mal, adormeço-as aqui.
Restos de letras mal acabadas que achei desperdício apagar num cinzeiro.
Dou-vos, com tudo o que sei.
Entenda-se:
Sempre apaguei pretensões do que quer que seja.
Não pretendo por o ego em bicos de pés.
Só escrever.
E saber-vos a ler.

Muito obrigado a todos os que aqui embalam os olhos, e o peito.
Espero ter letras que cheguem para mais um ano.
Por agora entrem, e sentem-se à vontade.

Audi Q7




Simplesmente lindo.

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Ei-lo


Com o coração a correr cada dia mais depressa.

O meu sobrinho.

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Merche Romero, a triste história

"Merche mandou tirar bidé da casa nova", é esta a notícia que abala país e meio.
A bomba é lançada pelo "jornal" 24 Horas, e o choque, é imediato.
Ainda o país não se encostou com o terror dos fogos já está a acordar com outra bomba.
A pior de todas.
O 24 Horas, sempre pioneiro em informações essenciais a quem não precisa delas, conseguiu que uma fonte lhe sussurasse isso ao ouvido.
A questão é: que tipo de fonte sabe de movimentações de bidés de famosos?
Resposta: Uma fonte que está destacada só para saber de movimentações suspeitas de bidés de famosos.
A malta dos bidés é uma malta que não brinca.
Já os bidés da alta roda são de uma maldade como poucos conhecem.
Ninguém dá por eles, mas o que é certo é que quando menos se espera, vai um bidé para o meio da Almirante Reis e faz-se explodir.
Não brincam, têm a escola toda.
E nem vou falar de piaçabas, senão não saíamos daqui
O bidé de Merche, que estava certamente para aprontar das dele, não foi excepção.
Pedro Tadeu, director deste nome maior da informação, concluíu então, num rasgo de génio, que esta notícia deveria ser tema de capa da edição de hoje do "jornal".
Espertíssimo.
Deu assim, antes que fosse tarde, uma notícia que pode ajudar a encontrar o paradeiro do mesmo e devolvê-lo às autoridades locais.
Estamos a falar de um bidé que já deve ter aconchegado vezes sem conta o rabinho de Merche e Ronaldo, ainda que em alturas diferentes.

Pedro Tadeu, sentado na sua secretária cor de rosa, terá pensado: "então mas isto anda tudo maluco? então vai-me tirar um bidé tão fino e nem uma conferência de imprensa? Ela já vai ver o que é bom para não ter a mania que faz coisas alternativas na casa-de-banho dela."
Foi reposta a verdade.
Qualquer outro jornal deixaria esta informação passar ao lado.
Este não.
Este não dorme.
Este achou que, de entre tudo o que se passou no dia 16 de Agosto de 2006 em Portugal, o bidé de Merche Romero foi o mais alarmante.
E gritou isso ao mundo.

A frase da semana

"As minhas fãs são porreiras e não guincham" - José Cid, num momento de pura sensibilidade.

Mas...!?

Acordo, e... chuva.
Daqueles dias em que fechamos e abrimos o espanto várias vezes, para termos a certeza que não dormimos duas estações a mais.
Mas não.
Continua a ser Agosto, continua a ser uma vaga de calor como se vestiram poucas em Portugal, mas... com chuva e frio.
Ainda haverá estações?
Ou existiram até nós as adormecermos com sprays e "deito aqui que o caixote está longe"?
O egoísmo de plantar lixo pelo chão vai ao ponto de matarem os filhos, ou com sorte, os netos.
O papel não se vai arrastar sozinho até ao lixo.
E quem é que se vai arrastar quando o mundo estiver demasiado fraco para nos guardar na barriga?
Os "outros".
Eu já não sou do tempo das estações guardadas nos sítios certos.
Para mim o verão já não é sinónimo de calor, nem o Inverno de frio.
Pode lá ter uns dias baralhados ao acaso, mas nada mais.
Os ossos de quem sofre quando muda o tempo, já não sabem quando doer.
Dou por mim a levar roupa de verão e camisolas de inverno, porque ele vai, concerteza, "fazer das dele".
Trocámos tudo, mas pouco nos importa.
Os ossos do mundo não aguentam sozinhos.

Será que matámos o tempo?
Acordem.

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Dois filmes

Aproveito para aconselhar dois filmes bem diferentes, mas igualmente bons, que vi ultimamente.


Transamerica é, quanto a mim, dos melhores papéis que uma actriz pode dar à luz.
Felicity Huffman, num papel esmagador na pele de um transexual, que dias antes de se submeter à operação definitiva ao sexo, reencontra o filho.
Não é um filme moralista.
É divertido e ligeiro.
Feito com pouco dinheiro, o que implica, regra geral, bom gosto.
A falta de orçamento tem a mais valia de não deixar adormecer a imaginação.
Já muito dinheiro sufoca a criatividade.
Felicity (para os amigos), pousou em casa vários prémios, menos o Óscar.
Porquê?
Por ser um tema controverso que faz comichão na testa de um país terceiro mundista:
Os Estados Unidos da América.
Nome comprido para pouco sumo.
Vejam. Vejam-na.


O segundo vi porque me alertaram para um actor que têm uma peça em cartaz há anos, em Berlim.
Alertaram-me também que era obrigatório ver.
A peça retratava Adolf Hitler, e o actor, começava em posição de cão raivoso até se ir levantando e se transformar num homem.
A pessoa em questão, viu a peça do princípio ao fim, sem perceber uma palavra, e no fim estilhaçou-se em lágrimas.
Já imaginaram a força de um actor que provoca isso?
Sublinho: Sem perceber uma palavra.
O nome desse actor é Bruno Ganz.
Suíço de 64 anos
Procurei então o filme mais recente que ele tinha iluminado.
Encontrei "A Queda".
A história das últimas horas de Hitler.
Confesso que guardo pouca ou nenhuma paciência para filmes sobre o tema, mas forcei-me a mim e mais dois olhos a ver.
O Hitler protagonizado por Bruno Ganz, é, de facto, genial.
A expressão da cara de Bruno acorda-nos o coração na boca entre-aberta
Todo o filme vale pelos momentos em que ele rasga o écran e nos grita o que é representar.
Fico sempre pirosamente emocionado quando assim é. A capacidade de causar um soco dessa dimensão num espectador, eleva-os para um patamar acima da média.
E eu, agradeço.
Vejam, nem que seja para não gostarem.

sábado, 12 de agosto de 2006

Servidos?

Heineken e fim de tarde.
A praia soube a pouco, mesmo depois de muito.
Leva-se o que sobra na pele.
Há qualquer coisa de muito bom no chegar a casa depois de um bom dia de praia.
A areia ainda tropeça do cabelo e o sal lambe o corpo todo.
E nós, gostamos.
Fez-se as compras à tarde, para à noite ser só chegar e cozinhar.
Amigos de sobra, comida mais que boa, e Lisboa à distância de um télémovel.
Bom.
A televisão a falar sozinha na sala, e a cozinha a encher-se de facas e legumes prontos a irem desta para muito melhor.
Esquece-se o relógio do pulso.
Fica só o nosso, a dar as horas que pedirmos.
Põe-se a mesa com tudo, e parte do peito.
Estoiram cheiros bons de tachos cheios de muito.
Sorteiam-se banhos e toalhas.
Dá-se graças a nós por amigos que chegam onde poucos chegam.
Cá.
"Tá na mesa!".
Servidos?

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Só para não estar calado

Parece que está um calor que não se pode.
Mas também parece que as praias estão cheias desde as matrículas dos carros, até alto mar.
Hum.
Feitas as contas, vou então ler.
É um livrinho pequenino, tem 590 páginas.
Se tudo correr bem, quando acabar o livro já o Marques Mendes têm idade para tirar a carta.
É fofinho. Tão pequenino e já fala.

domingo, 23 de julho de 2006

Peito em carne viva

Feitas as contas, de ontem para hoje fiz uns 1000 kms.
São muitos, mesmo contados com paciência. Mas foram bons, muito bons.
Ontem, por volta das 19h, saí de Lisboa com a alegria com que se sai de Lisboa.
Estendem-se dois braços de alcatrão, só para nós.
Vê-se tudo a ficar para trás e a cabeça vai adormecendo o lado agitado.
As árvores, em conjuntos de muitas, empurram-nos o olhar para outros carros. Vistos bem, vão todos de suspensão a lamber o chão, atestados de tudo o que havia lá em casa, porque "nunca se sabe".
O português não vai de férias, vai de casa.
Cães a contarem traços brancos de estrada, fraldas a quebrar a luz nas janelas, rolos de papel higiénico na montra do vidro de trás, porque todos sabemos que tirando Lisboa, poucas cidades aderiram a essa moda recente.
Tudo. E ainda cinco pessoas.
Invertem-se os factores. Temos um conjunto de malas que, por acaso, dá boleia a cinco pessoas.
E seguimos, de olhos em pontos mortos.
Depois de muitas promessas às paredes fracas do estômago, às 21h30 estava sentado, na Mealhada, de Leitão às portas da boca.
Deixei-o entrar. Com honras de estado e tudo o mais que tinha disponível.
Saladinha temperada pelas mãos de quem sabe.
Uma mesa cheia de companhia mais que boa, que só assim se come bem. Come-se com tudo.
Dormir. De mãos dadas, para não te perder.
Acordar. De mãos dadas.
Cantanhede-Carvalhais-São Pedro do Sul.
Tudo visto de peito em carne viva.
Lindo. De nos apetecer rasgar os olhos para ver mais.
Amo-te-nos cada vez mais, sabias?
O meu relógio grita duas da manhã.
Cheguei há hora e meia, mas ainda não cheguei.
Vou ficar lá mais um dia, mas vou dormir aqui.
Dás-me a mão?

sexta-feira, 21 de julho de 2006

"Politics"

Mais uma vez de Ricky Gervais. Desta vez, é um pequeno video do inicío de um dos seus espectáculos de Stand Up Comedy, o "Politics".
Genial.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Tá quase!

Faltam, exactamente, 4 dias para ir de férias.
E não há coisa mais bonita, quanto a mim, de se partilhar num blog.
Ou há?

quarta-feira, 19 de julho de 2006

O humor, como ele deve ser.

Era para este lado que devia evoluir o humor em Portugal. Ainda tenho essa esperança.
A série chama-se "Extras" do mais que talentoso Ricky Gervais (criador da série The Office). Uma série sobre figurantes de série e filmes, com vários "cameos" de actores conhecidos do grande publico. Neste em particular é Ben Stiller.
Fica aqui provado que o humor, quando bem feito, não tem limites.
Só o bom gosto.
Que se abram as mentalidades e se suba um degrau na inteligência de fazer rir.
A comédia não é uma arte menor como se tenta mostrar em Portugal.
Não se deixem enganar. É muito mais do que isso, assim nos deixem fazer.
É uma arte que muito me orgulha. Não cá.
Nada. Tirando honrosas excepções, que se contam pelos dedos de uma meia mão.
Sou exigente como espectador porque não gosto de me sentir estúpido.
Espero o mesmo desta nova geração também. Quem manda no que acontece na televisão é o público.
Mais ninguém.
Exijam.

Reparem na inteligência que Ben Stiller tem de gozar com ele próprio.
Isso sim, é humor inteligente.

domingo, 16 de julho de 2006

Isso

Ora...nem é tanto o calor.
É...
Exacto.
Ficamos então assim combinados.

sábado, 15 de julho de 2006

11h15 - Dentista

Hoje, 11h15, dentista.
Consultório bonito.
Motivo: Parti parte significativa de um dente, e antes que nosso senhor o levasse por completo, fui pedir ajuda aos justiceiros da boquinha.
Cadeira muito bonita, broca do "mai" lindo que há, e um instrumento do qual sou fã e não poderia deixar passar em branco: o aspirador de saliva.
Aparelhómetro de altíssimo nível, que permite compor melodias do mais belo que já foi ouvido quando se passeia por lá com a língua.
Equipam-me de babete e cabecinha encostada num almofada de medo.
Começa.
Abro a boca para além de muito. Se me pedissem para comer o mundo abriria pouco mais.
A primeira aproximação é feita com um espelhinho, meio apaneleirado, confesso. Uma espécie de retrovisor desse grande mundo que é o automóvel dentário.
Não estava nada de bom, e teria de aplicar um belo chumbinho, só para ver se eu me acalmava.
Começa, a sério.
Damos as boas-vindas a uma seringa, que vista assim, a medo, parece ter 3 andares.
Uma coisa enorme, de agulha em riste, que nos arromba as trancas da boca, entra porta a dentro da gengiva, e adormece-a.
E com ela, a calma.
O barulho de uma broca a trabalhar sobre o olhar atento do céu da boca ensurdece a parte fraca dos nervos.
Ensurdece-nos por dentro.
Atestaram-me o chão da língua com metal, barulhos e mãos que nos violam o sabor.
Cedida então a nossa boca, cumprimentamos as lâmpadas todas.
Vemos dois pares de olhos debruçados em "isto não está nada bom" e máscaras de demasiado à vontade.
Pensamos nas coisas todas que temos para fazer e que nunca vamos fazer.
Pensamos na nossa casa.
Pensamos em coisas para pensar.
Bochechamos restos mais que mortais num copo de água, e deixamos os músculos descansar.
Relembre-se aqui que bochechar água com meia boca adormecida é dos processos mais deprimentes a que se pode assistir. Fazemos tudo com um ar doutoral, mas os esguichos de água que escorrem queixo abaixo (também ele adormecido) dão-nos um toque de pateta alegre.
Anestesiado, mas alegre.
Fazemos promessas de terminar com as cáries do mundo inteiro. Que agora tudo vai ser diferente e esta dentição vai ser do mais bem cimentado que se viu por estas bandas.
Saímos. Pagamos meio PIB do Cazaquistão e saímos consultório fora.
Hoje como só com o lado esquerdo, e trinco a bochecha do lado direito que parece ter dois metros de largo.
Segunda feira volto lá. Parece que dava jeito ao Cazaquistão eu rebentar com outra cárie.