quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Ponto final de Janeiro

Termina este sábado, dia 27 de Janeiro, a primeira temporada do meu espectáculo a solo no São Luiz.
Das experiências que mais me enriqueceram a nível profissional, e que (cliché dos clichés) só fazia sentido com o público incansável que foi, noite após noite, aturar-me à sala do Jardim de Inverno.
Parto agora para tournée pelo país.
As datas estão ainda a ser negociadas, teatros a serem contactados, e assim que souber mais informações deixo-as aqui.
No blog.
Recebi também o generoso convite da direcção do Teatro São Luiz para, um vez esgotada esta primeira temporada, voltar em Maio e Junho.
E assim será.
Voltarei a Lisboa a partir de 17 de Maio, e os bilhetes já estão à venda no próprio teatro.
Informações? Cá estão:
Bilheteira
Todos os dias, das 13h00 às 20h00.
Rua António Maria Cardoso 38
Tel. 21 325 7650

Lá vos espero.
Obrigado, a todos.
Vêmo-nos pelo país.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

E é!

Pela primeira vez em alguns meses, janto em casa e descanso.
Ora vou à televisão ver o que não tá a dar, ora venho ao computador, ora vou buscar Doritos à cozinha.
E é tão bom.
Já diz Sérgio Godinho: a vida é feita de pequenos nadas.
E é!

"Assim Não"

Um ponto de vista.
E um video do professor Marcelo Rebelo de Sousa a defendê-lo.
Aqui.

sábado, 13 de janeiro de 2007

"Sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura"

Está feito.
Quatro meses de trabalho e muita dor de cabeça.
Quando me propus a fazer este espectáculo a solo, nunca imaginaria que iria exigir tanto trabalho, tantas noites em branco e acima de tudo, tanto desgaste do sistema nervoso.
Quis-me envolver em tudo. Luzes, promoção, tournée, tudo.
Achei que se era um espectáculo meu, era um espectáculo meu.
Anteontem estreei.
Percebi a violência do texto, o quanto era forte.
E gostei.
A minha primeira obra completa, foi partilhada com o Sérgio Godinho, que me acompanhou em palco e ajudou a fechar o espectáculo.
Não se pode pedir muito mais.
Depois de Janeiro andarei em tournée pelo país.
Até já.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Dr. House


O que me acalma, minutos antes de dormir.
E dias antes da estréia.
Provavelmente a melhor série que vi nos últimos anos.
Hugh Laurie, brilhante.

E agora, vou só ali fazer luzes ao São Luiz, porque parece que estreio na quinta feira.
Ai.

sábado, 23 de dezembro de 2006

A "minha" banda, em Portugal.

Frio.
O suficiente para parar um rim.
Mas ainda assim, a força de aquecer os dedos para uma novidade que me aquecerá de certeza o os ouvidos do peito.
Das minhas bandas preferidas, que já pensei seguir até aos Estados Unidos.
Chamam-se Dave Matthews Band, e estarão no dia 25 de Maio no Pavilhão Atlântico.
Lá estarei, com toda a certeza.
Aqui fica "Everyday", para quem não conhece, e para quem quer continuar a conhecer.
E... um santo e feliz Natal.
Estava a brincar.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

A Solo

Noites mal dormidas e muitos, muitos nervos.
Ausência de escrita no blog, também.
Cansaço, demasiado.
E orgulho na equipa que aceitou apoiar este projecto.
Quer corra bem ou corra mal, estreará no dia 11 de Janeiro.
Tudo isto se deve a:



























E a bonita frase:
Bilhetes já à venda no Teatro Municipal São Luiz, e Locais Habituais.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Extremamente corajoso

Para quem diz que eu não sou corajoso, cá vai a prova derradeira:
Vou, neste momento, para um Centro Comercial.
Hum?
Quem é o menino agora, quem é?
Os fraquinhos compram tudo com antecedência, os fortalhaços não, mostram do que são feitos nestes dias.
Nos Centros Comerciais.
Gosto da parte em que começamos a ficar tontos por causa das luzes e da música.
Mas gosto ainda mais das pessoas que se esquecem que estão numa escada rolante e caiem na saída.
Se Deus for assim tão grande como dizem vai-me presentear com um desses momentos.
Aqui vou eu, em:
3,
2,
1.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Papinha

Posso afirmar, com alguma segurança, que tenho o cérebro numa espécie de papa.
A verdade é que o Natal, faz-se acompanhar de muita correria profissional.
Não me queixo, só a cabeça.
Tento não deixar de parte as compras que tanta alegria me dão.
O Colombo, quando visitado à hora certa, pode ser maravilhoso.
19h é uma delas.
É o culminar da hora de trabalho de quase todo o Portugal com algumas pessoas que chegam mais cedo para "comerem qualquer coisita" por lá.
Constantes refrescares de memória com "é ele é", e músicas que anestesiam a parte fraca do cérebro.
Hoje, dois eventos de Stand Up e uma noite de escrita pela frente.
Vou falando com vocês até desfalecer.
Que nosso senhor me acompanhe. (ele é um acompanhante espectacular)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

1 mês depois

Hoje fui buscar um computador Mac que estava para arranjar há já um mês.
Chego, e sento-me.
Sento-o à minha frente.
Escritório morno à força de aquecimento.
"Power".
Ecrã azul do desktop.
E a mensagem: "Please turn off your computer immediately and then restart".
Assim sim, vale a pena.

Sono, algum. Não, muito.

Há três horas seguidas a escrever. Já não consigo ver a barra do Word a piscar.
O músculo da criatividade já se foi deitar, mas insisto em acordá-lo.
Fecho a agenda que tem linhas a menos para as linhas a mais de amanhã.
Quero dormir.
Mas antes: Um episódio da "Cidade dos Homens".
E depois sim, dormir.
Até... já.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Ai Jasus.

De repente, às 00h43 lembro-me:
Dia 27/11/06 - "Espectáculo de Stand Up para a Tabaqueira".
E eu debruçado sobre toda uma caixa do "Sete Palmos de Terra".
Arrumo-a no armário.
E estudo.
Sono.

P.s.- Li nas revistas todas "cor-de-nada" uma noticia interessantíssima:
"Sabemos de fonte segura que Bruno Nogueira não vai a Marrocos".
Gostava de pedir a todas essas publicações de fontes o dinheiro que gastei no meu hotel de Marraquexe.
Obrigado e parabéns pelo intensivo trabalho de pesquisa forense.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Pequena dor.

Há uma música, que tem necessariamente de ser ouvida.
Para bem do peito.
E de quem lá vive.

Chama-se "Pequena Dor", de Rui Veloso.

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Capitulo 2

Anúncio da campanha do Millennium BCP que fica pela internet.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Quero ter frio.

As noites andam a acordar cedo demais.
Antecede-se uma hora no relógio, mas duas no escritório da cabeça.
Hoje em dia (mais hoje), faz-me falta obedecer a mais umas horas de luz.
Duas, para ser mais preciso.
O calor aperta-me o corpo em dias que eram feitos de malhas do fundo do armário e lareiras a estalar.
Quero ter frio.
Só um bocadinho, daquele que nos obriga a camisolas demasiado gordas.
Quero ter robes depois do banho e meias quentes em vez de chinelos.
A chuva só se devia fazer acompanhar de temperaturas rentes ao chão.
A mais não é obrigada.
Apetece-me fumegar da boca e perceber que se calhar devia ter trazido "qualquer coisa quentinha", como a minha mãe martelou pelo telefone.
Quero ser sufocado por um cachecol.
Queimar a barriga da lingua com chá de inverno, que só assim se chama pelo frio.
E não.
Escrevo-vos de t-shirt e chinelos.
O fumo que me sai da boca faz-se acompanhar de demasiado alcatrão.
Prefiro comer um troço da Marginal e ter o outro fumo.
Amanhã sigo para o norte.
Metereologia?
"Temperatura prevista para amanhã no norte do país: 24 graus."
Já nem digo nada.
Só quero ter frio.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Fim do meu dia

Sofá.
Manta.
Pão com manteiga e geleia.
Entrevista a António Lobo Antunes na RTP1.
Telemóvel desligado.
E mundo e meio a gritar fins-do-dia do lado de fora da porta.

Há coisas melhores? Claro que há.
Mas por hoje, não.

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Sim, músculos


Ontem, 18h, ginásio.
Mentalizei-me de uma coisa: é muito difícil desenvolver músculos que já se foram embora.
E então decidi começar a criar uns de raiz.
Todos os atletas do ginásio de olhos postos nos exercícios.
Treinos ritmados e que vistos assim, ao longe, faziam todo o sentido do mundo.
Sorrisos, suores, mas no fundo, o sentido de missão mais que cumprida.
E depois entro eu.
Meio descoordenado, ou muito.
Ainda sem perceber bem o que é que os braços e as pernas fazem sozinhos, quanto mais com máquinas.
E com a paciência de um amigo que me ajuda a empurrar pesos que não me incomodavam nada se ficassem parados.
Previ uma hora de treino.
Fiz 20 mn.
Dor, muita. Daquela que inclusivamente dói.
E sempre a frase da praxe: "epá! se já te dói hoje, amanhã nem te vais conseguir mexer! eh eh eh"
Eu: "eh eh eh".
Hoje escrevo este post com o queixo.
Comecei a escrever às 09h30. São 13h11.
Uma palhinha e tá servido o almoço.
Descobri que tenho músculos, mas contentava-me só com metade deles.
Bom apetite.

(É assustadora a parecença da imagem de cima comigo. Assustadora)

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Assim, sim.

Acordo de corpo dorido.
Chama-se gripe.
De noite virei-me para todos os lados que havia na cama, e ainda para alguns que acrescentei.
Não dormi.
Estômago? Também dói.
Trabalhinho? O dia todo.
Assim sim, vale a pena.
Ben-U-Ron e um beijo na testa, que grita 39 graus.
Boa tarde.

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Há tempo?

Saudades de vos escrever!

Como estão os meus bons amigos?
Espero que bem.
Ando de ponta em ponta do país, a tropeçar em cansaço.
A peça "Antes Eles Que Nós" vai-me levando pela mão de cidade em cidade.
Há sede de espectáculos pelo país.
Lisboa está demasiado abraçada a ela própria.
Queria também que soubessem que não somos nós que decidimos onde vamos fazer a peça, mas sim a produção.
Perguntam-me: Porque não vêm cá?
Respondo: Porque não mandamos nada. Ou menos.
Próxima semana: Macedo De Cavaleiros.
Pelo que sei fica um bocadinho depois do "muito longe".
A partir de onde é que se conta o longe?
Norte de Portugal, onde me sinto em casa.
Onde me sinto.
Voltarei para vos escrever com mais calma.
Este post serve apenas para me lembrar que ainda me lembro de vocês.
Até.

sábado, 30 de setembro de 2006

11h35 de uma manhã

Carlos Castro, na RTP1, canal do Estado, pago para dizer mal do que vê nas revistas.
É assim que acordo o espanto, na Praça da Alegria.
Pago por nós.
O ordenado de quem diz mal de mim, é pago por... mim.
Tento fazer contas de cabeça, muito rentes ao chão, para perceber o que atrai um produtor, por muito dinheiro e tempo que tenha, a tricotar dinheiro em Mayas, Carlos Castros e Cláudios Ramos das traseiras da qualidade da nossa televisão.
E não consigo descobrir.
Do Cláudio Ramos dispenso comentários. Tenho-os guardados nas águas furtadas do insulto.
Considera-se o melhor naquilo que faz (palavras da própria).
E quando achamos isso, tudo o que dissermos cairá,inevitavelmente, em saco roto.
Mesmo muito roto.
A Maya desdobra-se em profissões para ninguém perceber que não tem nenhuma.
Nem o Y estilizado do nome.
Relações Públicas de discotecas, taróloga de chamadas de desperdício acrescentado e Comadre.
Tudo isto lhe confere o tempo de antena que devia estar na ponta da língua de quem interessa ao público que gosta de usar ocasionalmente o cérebro.
Ao menos façam festinhas na barriga da inteligência.
Se uma figura pública repetir uma roupa em duas festas distintas, se calhar é porque quer repetir essa roupa em duas festas distintas.
Se uma figura pública pinta o cabelo se calhar é porque quer pintar o cabelo.
Se uma figura pública faz xixi na sanita, se calhar é porque quer fazer xixi na sanita.
Tenho uma prima minha surda, que adora ouvir a Maya.
E nem para ela isto faz sentido.