sábado, 27 de janeiro de 2007

O estalar


Comprei uma máquina fotográfica nova.
Fui fotografar por Lisboa.
Apercebi-me a meio da caminhada, que tinha a cabeça quase a estalar.
Chama-se frio.
Mas frio na cabeça, está na prateleira do ridículo.
Frio no nariz está noutra ainda por montar.
Tirei umas dez fotos, e retirei-me.
Dessas dez, apareceu esta.
Que eu gosto, só porque sim.
Agora vou enfiar a cabeça num balde de água quente, e sentir aquele estalar tão bonito que se sente quando se mete um cubo de gelo no chá.
Ah, e apareceu-me uma coisa nova e bem divertida: o estalar do esterno.
O meu esterno, agora, de tempos a tempos, estala.
Com a mesma intensidade de quem estala um dedo, só que, digamos, no esterno.
Muito divertido e nos dias bons dá um estalo que é uma pintarola.
Ai, o corpo humano é mesmo divertido.
É isso, vou estalar a cabeça e o esterno ao mesmo tempo.
Boa noite.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Atestar de espírito

Chego aos estúdios da Valentim de Carvalho, de onde é transmitido o programa "Essência", da Sic Mulher.
Antes passo pelo estúdio do Curto-Circuito, para rever bons amigos, e acima de tudo para recordar a capacidade que tem de trabalhar sem meios nenhuns, mas sempre, sempre com profissionalismo.
Equipas com quatro vezes mais orçamento e o dobro de técnicos muitas vezes não fazem metade.
Depeço-me deles, mas o Xavier (DJ do Curto-Circuito) acompanha-me agora de volta para o estúdio do "Essência", onde seria entrevistado dentro de 15 minutos.
Maquilhagem.
Sento-me numas cadeiras à espera da altura para entrar.
Estava muito cansado nesse dia e confesso que sem espírito nenhum para conversar.
Precisava de "acordar".
Entra Jorge Palma. Seria o convidado que entraria depois de mim.
Senta-se.
Não olha para ninguém, só desfoca o chão.
Olha para mim, e dispara:
"Então tu é que és o designer?"
Eu, sem saber ao certo o que dizer:
"Acho que não..."
Ele, voltando a olhar para o chão.
"Hum... tá bom, tá bom".
(silêncio, muito desconfortável)
Enchi-me do espírito que precisava para entrar.
"Entras em 5 minutos Bruno".
Vamos a isso!

Agenda

Hoje:
Espectáculo à meia noite.
Termina por volta da uma e meia.
Saída do Teatro rumo a Gaia.
Dormir.

Amanhã:
Regresso de Gaia às 14h.
Reunião às 18h.
Espectáculo à meia noite.
Dormir.

Questão é:
Tenho sono e ainda são só 19h30 do dia de "Hoje".
Pensem nisso.
Bom fim de tarde.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Ponto final de Janeiro

Termina este sábado, dia 27 de Janeiro, a primeira temporada do meu espectáculo a solo no São Luiz.
Das experiências que mais me enriqueceram a nível profissional, e que (cliché dos clichés) só fazia sentido com o público incansável que foi, noite após noite, aturar-me à sala do Jardim de Inverno.
Parto agora para tournée pelo país.
As datas estão ainda a ser negociadas, teatros a serem contactados, e assim que souber mais informações deixo-as aqui.
No blog.
Recebi também o generoso convite da direcção do Teatro São Luiz para, um vez esgotada esta primeira temporada, voltar em Maio e Junho.
E assim será.
Voltarei a Lisboa a partir de 17 de Maio, e os bilhetes já estão à venda no próprio teatro.
Informações? Cá estão:
Bilheteira
Todos os dias, das 13h00 às 20h00.
Rua António Maria Cardoso 38
Tel. 21 325 7650

Lá vos espero.
Obrigado, a todos.
Vêmo-nos pelo país.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

E é!

Pela primeira vez em alguns meses, janto em casa e descanso.
Ora vou à televisão ver o que não tá a dar, ora venho ao computador, ora vou buscar Doritos à cozinha.
E é tão bom.
Já diz Sérgio Godinho: a vida é feita de pequenos nadas.
E é!

"Assim Não"

Um ponto de vista.
E um video do professor Marcelo Rebelo de Sousa a defendê-lo.
Aqui.

sábado, 13 de janeiro de 2007

"Sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura"

Está feito.
Quatro meses de trabalho e muita dor de cabeça.
Quando me propus a fazer este espectáculo a solo, nunca imaginaria que iria exigir tanto trabalho, tantas noites em branco e acima de tudo, tanto desgaste do sistema nervoso.
Quis-me envolver em tudo. Luzes, promoção, tournée, tudo.
Achei que se era um espectáculo meu, era um espectáculo meu.
Anteontem estreei.
Percebi a violência do texto, o quanto era forte.
E gostei.
A minha primeira obra completa, foi partilhada com o Sérgio Godinho, que me acompanhou em palco e ajudou a fechar o espectáculo.
Não se pode pedir muito mais.
Depois de Janeiro andarei em tournée pelo país.
Até já.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Dr. House


O que me acalma, minutos antes de dormir.
E dias antes da estréia.
Provavelmente a melhor série que vi nos últimos anos.
Hugh Laurie, brilhante.

E agora, vou só ali fazer luzes ao São Luiz, porque parece que estreio na quinta feira.
Ai.

sábado, 23 de dezembro de 2006

A "minha" banda, em Portugal.

Frio.
O suficiente para parar um rim.
Mas ainda assim, a força de aquecer os dedos para uma novidade que me aquecerá de certeza o os ouvidos do peito.
Das minhas bandas preferidas, que já pensei seguir até aos Estados Unidos.
Chamam-se Dave Matthews Band, e estarão no dia 25 de Maio no Pavilhão Atlântico.
Lá estarei, com toda a certeza.
Aqui fica "Everyday", para quem não conhece, e para quem quer continuar a conhecer.
E... um santo e feliz Natal.
Estava a brincar.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

A Solo

Noites mal dormidas e muitos, muitos nervos.
Ausência de escrita no blog, também.
Cansaço, demasiado.
E orgulho na equipa que aceitou apoiar este projecto.
Quer corra bem ou corra mal, estreará no dia 11 de Janeiro.
Tudo isto se deve a:



























E a bonita frase:
Bilhetes já à venda no Teatro Municipal São Luiz, e Locais Habituais.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Extremamente corajoso

Para quem diz que eu não sou corajoso, cá vai a prova derradeira:
Vou, neste momento, para um Centro Comercial.
Hum?
Quem é o menino agora, quem é?
Os fraquinhos compram tudo com antecedência, os fortalhaços não, mostram do que são feitos nestes dias.
Nos Centros Comerciais.
Gosto da parte em que começamos a ficar tontos por causa das luzes e da música.
Mas gosto ainda mais das pessoas que se esquecem que estão numa escada rolante e caiem na saída.
Se Deus for assim tão grande como dizem vai-me presentear com um desses momentos.
Aqui vou eu, em:
3,
2,
1.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Papinha

Posso afirmar, com alguma segurança, que tenho o cérebro numa espécie de papa.
A verdade é que o Natal, faz-se acompanhar de muita correria profissional.
Não me queixo, só a cabeça.
Tento não deixar de parte as compras que tanta alegria me dão.
O Colombo, quando visitado à hora certa, pode ser maravilhoso.
19h é uma delas.
É o culminar da hora de trabalho de quase todo o Portugal com algumas pessoas que chegam mais cedo para "comerem qualquer coisita" por lá.
Constantes refrescares de memória com "é ele é", e músicas que anestesiam a parte fraca do cérebro.
Hoje, dois eventos de Stand Up e uma noite de escrita pela frente.
Vou falando com vocês até desfalecer.
Que nosso senhor me acompanhe. (ele é um acompanhante espectacular)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

1 mês depois

Hoje fui buscar um computador Mac que estava para arranjar há já um mês.
Chego, e sento-me.
Sento-o à minha frente.
Escritório morno à força de aquecimento.
"Power".
Ecrã azul do desktop.
E a mensagem: "Please turn off your computer immediately and then restart".
Assim sim, vale a pena.

Sono, algum. Não, muito.

Há três horas seguidas a escrever. Já não consigo ver a barra do Word a piscar.
O músculo da criatividade já se foi deitar, mas insisto em acordá-lo.
Fecho a agenda que tem linhas a menos para as linhas a mais de amanhã.
Quero dormir.
Mas antes: Um episódio da "Cidade dos Homens".
E depois sim, dormir.
Até... já.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Ai Jasus.

De repente, às 00h43 lembro-me:
Dia 27/11/06 - "Espectáculo de Stand Up para a Tabaqueira".
E eu debruçado sobre toda uma caixa do "Sete Palmos de Terra".
Arrumo-a no armário.
E estudo.
Sono.

P.s.- Li nas revistas todas "cor-de-nada" uma noticia interessantíssima:
"Sabemos de fonte segura que Bruno Nogueira não vai a Marrocos".
Gostava de pedir a todas essas publicações de fontes o dinheiro que gastei no meu hotel de Marraquexe.
Obrigado e parabéns pelo intensivo trabalho de pesquisa forense.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Pequena dor.

Há uma música, que tem necessariamente de ser ouvida.
Para bem do peito.
E de quem lá vive.

Chama-se "Pequena Dor", de Rui Veloso.

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Capitulo 2

Anúncio da campanha do Millennium BCP que fica pela internet.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Quero ter frio.

As noites andam a acordar cedo demais.
Antecede-se uma hora no relógio, mas duas no escritório da cabeça.
Hoje em dia (mais hoje), faz-me falta obedecer a mais umas horas de luz.
Duas, para ser mais preciso.
O calor aperta-me o corpo em dias que eram feitos de malhas do fundo do armário e lareiras a estalar.
Quero ter frio.
Só um bocadinho, daquele que nos obriga a camisolas demasiado gordas.
Quero ter robes depois do banho e meias quentes em vez de chinelos.
A chuva só se devia fazer acompanhar de temperaturas rentes ao chão.
A mais não é obrigada.
Apetece-me fumegar da boca e perceber que se calhar devia ter trazido "qualquer coisa quentinha", como a minha mãe martelou pelo telefone.
Quero ser sufocado por um cachecol.
Queimar a barriga da lingua com chá de inverno, que só assim se chama pelo frio.
E não.
Escrevo-vos de t-shirt e chinelos.
O fumo que me sai da boca faz-se acompanhar de demasiado alcatrão.
Prefiro comer um troço da Marginal e ter o outro fumo.
Amanhã sigo para o norte.
Metereologia?
"Temperatura prevista para amanhã no norte do país: 24 graus."
Já nem digo nada.
Só quero ter frio.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Fim do meu dia

Sofá.
Manta.
Pão com manteiga e geleia.
Entrevista a António Lobo Antunes na RTP1.
Telemóvel desligado.
E mundo e meio a gritar fins-do-dia do lado de fora da porta.

Há coisas melhores? Claro que há.
Mas por hoje, não.

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Sim, músculos


Ontem, 18h, ginásio.
Mentalizei-me de uma coisa: é muito difícil desenvolver músculos que já se foram embora.
E então decidi começar a criar uns de raiz.
Todos os atletas do ginásio de olhos postos nos exercícios.
Treinos ritmados e que vistos assim, ao longe, faziam todo o sentido do mundo.
Sorrisos, suores, mas no fundo, o sentido de missão mais que cumprida.
E depois entro eu.
Meio descoordenado, ou muito.
Ainda sem perceber bem o que é que os braços e as pernas fazem sozinhos, quanto mais com máquinas.
E com a paciência de um amigo que me ajuda a empurrar pesos que não me incomodavam nada se ficassem parados.
Previ uma hora de treino.
Fiz 20 mn.
Dor, muita. Daquela que inclusivamente dói.
E sempre a frase da praxe: "epá! se já te dói hoje, amanhã nem te vais conseguir mexer! eh eh eh"
Eu: "eh eh eh".
Hoje escrevo este post com o queixo.
Comecei a escrever às 09h30. São 13h11.
Uma palhinha e tá servido o almoço.
Descobri que tenho músculos, mas contentava-me só com metade deles.
Bom apetite.

(É assustadora a parecença da imagem de cima comigo. Assustadora)