segunda-feira, 10 de março de 2008

Citação

"O que me atrai nos brincos não é as mulheres terem-nos, é o momento em que os prendem na orelha, de queixo esticado e olhos vazios. A mesma expressão, aliás, ao procurarem as chaves na carteira. Parece que se ausentam. Depois voltam a estar ali ao rodarem a fechadura."

António Lobo Antunes.

quarta-feira, 5 de março de 2008

AT&T e Scorcese

Anúncio da AT&T, uma operadora de telemóveis americana.
Com a participação de Martin Scorcese.
Muito bom.

terça-feira, 4 de março de 2008

a falta de lei da vida

De tudo o que me faz pensar, há uma coisa que me atropela a cabeça.
A idade.
Não a minha, a deles.
Há qualquer coisa que rasga.
Choram-me as estatísticas que eu estarei cá quando os meus pais não estiverem.
Muito nublado, bem sei.
Mas real.
Posso tê-los agora, e abraçá-los com a carne que me deram, mas...e depois?
Vejo-lhes os anos na pele e a pele dá-me saudades.
Saudades do que não vou ter.
É a lei da vida, e todas as frases feitas que pregarem nas paredes.
Mas a saúde teima em ir à sua vida cedo demais.
Não a deles, a das estatísticas.
Hoje tenho-os ali.
Visto daqui, dos meus olhos, não envelheceram.
Foram emprestando um ou outro ano aos ossos.
Quero o meu pai a ficar envergonhado quando diz "gosto muito de ti filho" e a minha mãe com gotas de amor a marcar passo nos olhos quando diz "gosto muito de ti filho, nunca te esqueças disso"
Nunca te esqueças disso.
E depois, o que fica?
As memórias não são de carne, são de lágrimas.
E essas custam mais a abraçar.
Há qualquer coisa que rasga, eu bem disse.
Sei que estão na casa dos sessentas.
Mais precisão do que essa acelera-me o sangue.
"São novos".
E porque é que não ficam sempre assim?
Atrasem o relógio quarenta anos, vá lá.
Só desta vez, ninguém vai dizer nada à terra.
Apetece deixar cair uma pedra na roda dentada e parar tudo.
A assobiar, para não ter de prestar contas.
A palavra filho é patente deles.
Quando a dizem há uma manta que protege o coração até cima.
Depois da estatística fica só o coração e a manta enrolada aos pés.
Podemos sempre puxá-la, mas nunca mais vai tapar tudo.
E não, nunca me esqueço disso.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Sim, mais.

Depois de ver o Coliseu do Porto completamente cheio e com cerca de 3000 pessoas a aplaudir, faltam-me as palavras para agradecer à cidade nortenha que encaixa tão bem naquilo que de melhor temos.
É impressionante, e mesmo que não volte a acontecer, essas noites já ninguém me tira.
Mas a tournée segue.
E segue assim:

Sexta Feira: Guarda.
Sábado e Domingo: Estarreja.

Até lá!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

"Maria Rita"

Hoje, numa freguesia chamada Romeu, no concelho de Mirandela, fui a um restaurante como há muito tempo não ia.
Tinhamos espectáculo em Bragança e o Zé Pedro Gomes disse que havia um sítio óptimo para almoçar.
Acreditámos.
Também não sou gajo para saber de muitos restaurantes em Mirandela.
Chama-se "Maria Rita" e era uma antiga estalagem que mais do que um restaurante faz lembrar um antigo solar de família.
A lareira à entrada a receber-nos, e depois o prato principal, que me derrubou em três tempos:
Açorda de espargos bravos.
Carne de aves e de porco desfiada, com espargos bravos, coberto com pão, azeite, e levado ao forno.
Para terminar um leite creme queimado e um café.
Saí de lá a rebolar.
Se estiverem por perto, não deixem de ir.
Já há poucos espaços assim.
Acreditem.
Tudo isto se passou aqui:

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Tournée (sim, ainda)

Tantas coisas para vos dizer e no fundo tão poucas.
Ora, o que se vai passar é basicamente o seguinte:
Nesta sexta-feira estarei no programa do senhor Malato "Sexta À Noite" juntamente com todo o elenco dos Monty Pythons.
Depois parto para continuar a tournée, que nos próximos dias será assim:
No domingo dia 17 estaremos em Bragança.
Depois vamos para o Porto onde ficaremos de terça-feira dia 19 até sábado dia 23.
Onde?
No Coliseu do Porto. Aquela tasca pequenina de 3000 lugares.
Comprem com antecedência. Se quiserem ir, claro.
Senão fiquem sossegadinhos a ver o Quimbé no "Quando O Telefone Toca".

É bom voltar ao Porto.
As pessoas do norte sabem receber como ninguém.
Sabem receber sem pedir nada em troca.
E isso vale muito.
Até lá.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

"A Floresta" de Aleksandr Ostróvski


Márcia Breia estrondosa.
João Pedro Vaz muito bem.
António Fonseca uma grande surpresa, um papel bom de ver do princípio ao fim.
Três horas e meia.
Passam bem, mas é preciso gostar.
Teatro Cornucópia, até 17/02/2008.

Foi ou não foi um post virado ao intelectual?
Foi pois.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

31-01-1982

e vão 26.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Favaios-Alijó-Castedo

Já tinha visto o "Tal Canal".
Já tinha visto o "Herman Enciclopédia"
Vejo muita comédia ingelsa e alguma norte americana.
Mas isto é sem dúvida das melhores coisas que já vi:



quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Passo a passo

Acabar a peça.
Caminhar até ao camarim numa troca de "hoje não correu assim tão bem".
Tirar o microfone.
Cair na cadeira e deixar que os nervos percebam que podem ir para dentro.
Vestir a roupa.
Entrar no carro.
Sintonizar a Marginal.
Ir devagar, a descomprimir por hora.
Chegar a casa.
O cheiro de uma casa não se compra em lado nenhum.
Vai-se fazendo.
As casas que não tem cheiro não são casas.
São relógios à espera de ponteiros.
Deitar as chaves e a carteira em cima da mesa.
Agasalhar as costas da cadeira com o casaco.
E saber que por hoje o mundo pode acabar.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Air - "Playground Love"

A música de hoje.
Só porque sim.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Luiz Pacheco



"Tá morto".
Aquilo que queria que fosse o seu epitáfio.
Um escritor provocador que nos deixa aos 82 dois anos.
Fica a obra.
A destacar "A Comunidade".
Leiam, que só depois da morte se reconhece a vida.

” Quando a dor no peito me oprime, corre o ombro, o braço esquerdo, surge nas costas, tumifica a carótida e dá-lhe um calor que não gosto; quando a respiração se acelera em busca duma lufada que a renasça, o medo da morte afinal se escancara (medo-mor, tamanha injustiça, torpeza infinita), aperto a mão da Irene, a sua mão débil e branca. Quero acordá-la. E digo : «não me deixes morrer, não deixes…» Penso para comigo, repito para me convencer: «esta pequena mão, âncora de carne em vida, estas amarras suas veias artérias palpitantes, este peso dum corpo e este calor, não me deixarão partir ainda…» E aperto-lhe a mão com força, e acabo às vezes por adormecer assim, quase confiante, agarrado à sua vida. Ah, são as mulheres que nos prendem à terra, a velha terra-mãe, eu sei, eu sei ! São elas que nos salvam do silêncio implacável, do esquecimento definitivo, elas que nos transportam ao futuro, à imortalidade na espécie (nem teremos outra) pelo fruto bendito do seu ventre (eu sei, eu sei…) ”

Excerto de ” Comunidade “, de Luiz Pacheco.

Número cem

Eis uma data a assinalar.
Ontem, depois de três meses e meio em cena, "Os Melhores Sketches Dos Monty Python" comemoraram os 100 espectáculos.
É muito espectáculo.
Sempre de sala cheia, e sempre sala cheia.
Uma média de 65.000 espectadores.
A todos eles, um muito obrigado.
A peça termina em Lisboa no fim deste mês e depois começa uma vasta digressão.
A primeira data será já no dia 1 e 2 de fevereiro no CAE, Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz.
Lá vos esperamos.
E agora vou só ali experimentar uma coisa que trouxe de Amsterdão.
Acho que são oregãos.
Aquele oregão mais forte.
Um beijinho no mamilo do Dom Duarte e um abraço para todos e todas.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Amsterdão

Amsterdão: Uma cidade muito à frente no seu tempo.
Agora tenho de ir para o teatro, mas não tarda muito venho aqui falar de tudo com mais calma.
E já agora, um bom 2008.
Um simpático 2008, vá.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Fim do dia

Aconteça o que acontecer, não há nada que um abraço com a força de 3 anos não resolva.
"Bruno, hoje podemos dormir de olhos abertos?"
Podemos...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Pensamento e meio

Ontem, ao ver a RTP1, percebi que se a Vanessa Fernande se esforçar muito consegue síntonizar a Mega Fm no aparelho dos dentes.
Dá um jeitão no triatlo.
Isso e um carro.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Nokia N95


Ontem, vejo o meu pai com um telemóvel novo e arrisco perguntar:
"Tão giro este telemóvel, precisas dele para alguma coisa em especial?"
Resposta: "Preciso filho, para ver os mails".
Não estava preparado.
Confesso que até fiquei uns segundos suspenso na cara do meu pai a pensar se não teria entrado no carro de outro senhor por engano.
Um senhor extremamente parecido com o meu pai, mas ainda assim outro senhor.
Mas não, confirmava-se.
O meu pai adquiriu este bébé, o Nokia N95.
E verdade seja dita, é um telemóvel do caraças.

Ui.

E uma dor de costas que me apanha o pescoço?
Bem sei, o mesmo que os avós dizem.
Com a diferença que eu tenho 25 anos e o massagista me disse:
"em 20 anos de trabalho nunca vi umas costas neste estado".
Confesso que de certa forma fiquei orgulhoso.
Para ser igual às outras não valia a pena.
E agora um emplastro Leão e Reumon Gel.
Maravilha.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Mr Terry Jones


Ainda custa a acreditar, e é no fundo um bocado surreal, mas: O Sr Terry Jones esteve ontem a assistir ao nosso espectáculo no Casino Lisboa.
Terry Jones, o lendário membro dos Monty Python´s, que está em Portugal a propósito de uma peça que se chama "Evil Machines", um musical que envolve electrodomésticos e que promete ser do caraças.
Mas voltando ao assunto.
No fim, Terry Jones, não só subiu ao palco, como depois foi para o camarim connosco.
Surpreende pela simplicidade, tão perto de mim e ao mesmo tempo um dos homens que mudou para sempre o rumo da comédia mundial.
Ali, a dizer-nos "gostei muito, parabéns!"
Depois descemos do camarim, e ele paga-nos uma cerveja no Lounge do Casino.
Outro momento surreal, de tão simples.
Seguimos depois para um jantar que tinha sido organizado onde ficámos a noite toda à conversa.
Nada de especial, e daí a grandiosidade e o fascínio de tudo aquilo.
Apenas uma pessoa normal, que provavelmente nem se apercebe bem daquilo que significa para todos os que estavam sentados naquela mesa.
No fim, o convite para irmos assistir a um ensaio do seu musical.
E assim foi.
Em breve, mais fotos.
Que dia!

domingo, 25 de novembro de 2007

Meio pensamento


Será que fui só eu que reparei que o Paulo Gonzo tem a direcção desalinhada?
Era cinco minutos na Pneuvita e aquilo ficava uma categoria.
Teimosias.

sábado, 24 de novembro de 2007

Ementa

Ao almoço favas.
Ao jantar cozido à portuguesa.
Prevê-se um final assustador.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Gente Diferente




Por estes dias tenho visto um documentário que merece ser partilhado.
Já o tinha espreitado quando passou na RTP, mas apanhava sempre a meio.
Chama-se "Portugal, um retrato social" e é um excelente trabalho do sociólogo António Barreto, juntamente com a realizadora Joana Pontes.
Gira tudo em volta de um tema aparentemente simples: Quem somos, quantos somos, e como vivemos.
O antes e o agora de um país que parece ter evoluído em sentidos diferentes.
"Hoje em dia vive-se mais, mas nem por isso se vive melhor".
Todas as segundas com o jornal Público.
A não perder.

E agora mais um toro de lenha, para aquecer os olhos.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Adenda a um outro post

Depois de vários mails, aqui vai uma coisa que me esqueci de referir.
Quantos às minhas crónicas da TSF, de seu nome "Tubo De Ensaio", para quem não consegue ouvir na rádio pode sempre ir a www.tsf.pt e na secção de "Programas e Entrevistas" procurar "Tubo De Ensaio".
Lá estão todas as crónicas, não só a do próprio dia, como também as antigas.
Até lá.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Arte Lisboa

Ontem, na Feira de Arte de Lisboa percebi duas coisas.
Que há arte, e que há pessoas com dinheiro para comprar telas e tintas, e que tem demasiado tempo livre.
Enfim, artistas.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Tudo, num vídeo

O cheiro da casa da minha mãe.
E a minha mãe a cantarolar um música de outros tempos.
O copo de leite quente, com um bocadinho de mel.
Era deixado na mesa da sala de jantar.
Custava-me o mundo beber aquele copo de leite.
Tinha o tamanho de dois adultos.
"Filho, vá, prá cama".
Depois deitava-me, e ficava a ouvir os passos dos meus pais, de um lado para o outro.
Interruptores a ligar e desligar.
A roupa da cama era um escudo do tamanho do mundo.
A minha mãe a contar ao meu pai como tinha sido o filme do dia anterior.
O meu pai a dizer que sim.
Depois apagavam-se as luzes.
Veio-me tudo à memória, com este vídeo que me deitou durante uns bons anos.

Que saudades.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

PS3

Não aguentei.
É o grande problema da Fnac. Entramos para comprar um cd e saímos com uma Playstation3.
Mas caraças, é linda.
E claro que tive de largar mais uns 69 euros para trazer o Pro Evolution Soccer 2008.
Outra categoria.
E mais um comando, que a PS3 só traz um.
Digamos que ia gastar cerca de 20 euros e acabei com uma estalada de 495 euros.
Tá ela por ela.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Incorrigíveis #6

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Planos para hoje

Sushi.
Era só isso que eu hoje queria.
Uma cerveja fresca.
Um sofá.
Uma boa série (provavelmente a quarta série do "Sete Palmos de Terra")
Uma manta mais ao fim da noite.
E era só.
Nem é assim um pedido muito extravagante.
Mas não vai acontecer.
Enfim.
Vou comer uns filetes de pescada com arroz de grelos que também é bem bom!
Os japoneses adoram.
Isso e sashimi.
Passam-se.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

"Incorrigíveis" do Sapo

Todas as semanas um vídeo diferente.
O meu vídeo desta semana foi mais ou menos assim.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

"5 razões para não usar o preservativo"

O convite foi-me feito.
No guião lia-se: "5 razões para não usar o preservativo".
O objectivo era colocar-me enquanto doente terminal, numa cama de hospital.
Confesso que a príncipio tive medo de aceitar, por achar que seria pouco credível e que a maquilhagem poderia ficar falsa.
Depois li o argumento e fiquei rendido.
O resultado final é este.
Não podia ter gostado mais.
O argumento, realização e produção, cabem à "Monomito".
Aqui fica.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Directo de Pyongyang

Vai parecer tendencioso.
E se calhar até é.
Mas vai na volta e o blog é meu.
Adorei este sketch do Hora H, eu e mais os 5 padeiros que estão acordados à hora do programa.
Um grande trabalho da Maria Rueff (repararam no distanciamento que dei à coisa, usando o primeiro e último nome da actriz em questão?)
Um orgulho.
Aqui fica.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

"Tubo de ensaio", na rádio TSF


Começou hoje um projecto que para mim é uma estréia absoluta.
Chama-se "Tubo de Ensaio" e são crónicas diárias de três a quatro minutos na rádio TSF.
Os textos são meus e do João Quadros e podem ser ouvidos todos os dias às 9h20, 16h45 e 18h20.
Existe também um compacto semanal aos domingos às 12h45.
Está a ser uma bela experiência até porque não tenho de tomar banho todos os dias.
É no fundo a grande vantagem da rádio.
Assim de repente não estou a ver mais nenhuma.
Espero que gostem, todos os dias em 89.5 FM, Rádio TSF.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Ainda me custa a acreditar


E cá estou, ainda acordado.
Mas para comunicar uma bela notícia. Pelo menos para mim, e para quem é fã de Dave Matthews.
Dia 25 de Maio a Dave Matthews Band esteve em Portugal, mais precisamento no Pavilhão Atlântico para aquilo que foi dos melhores concertos que vi até hoje (sendo muito tendencioso)
Melhor que isso só a notícia que li agora: a banda vai editar em cd o concerto do Pavilhão Atlântico.
Já fiz a minha pré-reserva.
Agora sim, vou dormir em paz!

A dar voltas

Parece que me tem andado a doer um dente.
Parece que fui ao dentista.
Parece que a conta que paguei no fim era o preço equivalente a um Fiat Punto dos novos, mas sem extras.
Mas o que é certo é que ao menos paguei mas ainda me dói o dente.
Já estou um bocado farto da trivialidade de se ir a um dentista e de se sair de lá sem dores.
Homem que é valente vai ao dentista, leva com uma agulha na gengiva, uma broca ou outra, e sai de lá a babar-se mas com uma pose digna.
E assim foi.
Agora a dor está-me a apanhar também o ouvido. O que me parece uma coisa espectacular visto que eu fui lá para tratar um dente.
Enfim, modernidades.
Agora estou a antibiótico.
Mas daqueles que cada comprimido parece que é um biqueiro no estômago com botas de cimento.
E uma vez ou outra um Clonix, que também é coisa fraca.
Visto que é de oito em oito horas, também deve ser fácil de perceber que neste momento estou a encher alheiras de mirandela para ver se chega as quatro da manhã.
Outra coisa inteligente foi ter começado a tomar o antibiótico de maneira a que uma das doses tenha que ser tomada às quatro da manhã.
Mas entenda-se que no 9º ano escolhi letras, portanto não tive Matemática mas sim Métodos Quantitativos, o que explica parte do problema.
Amanhã tenho outra consulta de dentista mas vou-me queixar dos joanetes, só para os baralhar e ver se a coisa resulta.
E prá semana a ver se passo no otorrino para me queixar de uma pontada que tenho aqui na anca.
Merda, ainda são duas e um quarto.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Já está

Está feito.
Depois de muitos risos, nervos, gritos, suor, está feito.
Já está estreada, e agora seja o que o público quiser.
O público de estreia é sempre complicado. Em conversa com o Miguel Guilherme no jantar que sucedeu a peça, dizíamos que o público de estreia ri de coisas, e em alturas, totalmente diferentes do resto do público.
Talvez por nos conhecerem melhor, ou simplesmente porque acham graça a outras coisas que muitas vezes nos escapam.
Foi um "parto" complicado. Principalmente porque o resto dos actores já não tem de provar nada a ninguém.
Nós, os eternos "putos", temos sempre.
Todas as noites de peça vamos a exame.
No fim, quando o António (Feio) chamou ao palco todas as pessoas que ajudaram a criar este projecto é que percebemos (passo o cliché) que isto só é possível com a ajuda de muitas pessoas, que estão nos bastidores e que fazem com que tudo aconteça.
O ritmo a que trocamos de roupa, por exemplo, só é possível com a ajuda de uma assistente atrás do palco, caso contrário entraríamos no sketch a seguir em cuecas. (Sem exagero).
Por isso, aqui fica o meu muito obrigado a toda a equipa, e a todo o elenco.
E a vocês, que lá hão-de aparecer.
E agora, pela primeira vez em um mês e meio tenho um dia inteiro para "anhar".
Ah, essa doce arte de "anhar".

terça-feira, 18 de setembro de 2007

"Wolf At The Door"

A música que me acompanha hoje.
Juntamente com um grande videoclip.
Ai.


"Incorrigíveis"

A partir de amanhã, às 8h da manhã, passo a fazer parte de um novo projecto, para o qual fui convidado e aceitei de imediato:
os "Incorrigíveis", um projecto da PFTV (Produções Fictícias) e da Sapo.
Serão vídeos semanais sobre a actualidade, sempre em formato "caseiro".
Todas as terças feiras terei um vídeo novo aqui.
Juntamente comigo estará o Ricardo Araújo Pereira (às segundas), José Diogo Quintela (às quartas) e o Herman (às quintas).
Passem por lá.

(eu não disse que não conseguia dormir já? Eu avisei)

In the end, it all comes down to this

Amanhã, 22h, Auditório dos Oceanos, Casino Lisboa.
Estreia dos "Monty Python´s".
Não tou com grande imaginação para escrever.
Os nervos dão-me estalos na concentração.
Não me apetece comer.
Estou cansado mas não me apetece dormir.
Se me deitar vou dar todas as voltas que conseguir.
Vou até à cozinha. Abro o frigorifico, e fecho-o.
Tenho este velho hábito sempre que entro na cozinha.
Em cada dez vezes que o abro só duas é que foram para tirar coisas.
Como um cigarro.
Ligo a televisão.
Em 52 canais, não se aproveita um.
Ou se calhar eu é que não aproveito nenhum.
Tenho de ir dormir.
Será que não me estou a esquecer de nenhum texto para amanhã?
Será que já sei tudo?
Hoje sabia.
E amanhã...?

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Agenda

Amanhã:
Reunião às 9h30 da manhã (chamemos-lhe madrugada, vá)
Lançamento de um novo projecto (que em breve falarei aqui) ao meio dia.
Ensaio às 15h.
Ensaio de imprensa dos "Monty Python´s" às 20h.
Esgotamento nervoso às 23h.
Entrada no Hospital Santa Maria às 23h30.

E agora, banhinho (acabará por volta das 23h30)
Comer uma taça de Nestum (até à 00h)
Lavar os dentes (até à 00h10)
Caminha (até às 8h)

E no meio disto tudo acho que ainda vou fazer xixi.
Senão faço no Santa Maria amanhã.

sábado, 8 de setembro de 2007

"Always Look On The Bright Side Of Death"

Graham Chapman, membro dos Monty Python´s, morreu em 1989.
No seu funeral foi feito um discurso pelo John Cleese (membro dos Monty Python´s) que demonstra o que de melhor a comédia tem.
Provar que mesmo em situações mais delicadas o poder avassalador da comédia pode (e deve) ter a última palavra.
Este video que já conheço há um bom tempo, mostra esse mesmo momento.
E o quanto à frente é preciso estar para o poder fazer.
E prova o verdadeiro humor inglês.
Vejo-o vezes e vezes sem conta.
E agora, aqui está ele.

sábado, 1 de setembro de 2007

Mais um dia

Chego dos ensaios.
Sete horas de ensaios.
Muito texto para decorar, alguma tensão no ar.
O medo de estrear daqui a dezoito dias.
"Será que vou fazer bem?"
Sete horas no teatro a correr de um lado para o outro, a trocar de roupa, a ensaiar músicas dos Monty Python, e o corpo a pedir descanso.
Não vejo os meus pais há algum tempo.
Ligo à minha mãe para dar um beijinho e dizer que se calhar só a vou conseguir ver no dia da estréia.
A minha irmã mandou-me uma mensagem mas já é tarde para responder.
Venho pelo caminho a pensar em dormir.
Chego a casa.
Como qualquer coisa para não desiludir o estômago.
Faço as malas para amanhã ir para os açores de manhã, para à noite fazer espectáculo e para depois voltar para mais um ensaio.
Não trocava esta profissão por nada do mundo.
Não é um post para me queixar, mas para me orgulhar de me cansar a fazer o que gosto.
Até amanhã, em São Miguel.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Uma hora atrás

Acabei de ser assaltado.
Por um radar do Marquês de Pombal.
Mas acho que fiquei espectacular na fotografia.
E pus rímel na matricula.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

1 de setembro - Açores

Ainda está alguém aí...?
As minhas desculpas repetem-se de cada vez que não venho ao blog, mas uma vez mais, cá vai:
Desculpem.
Os ensaios dos melhores sketches dos Monty Pythons tem sido mais que muitos, e o tempo que sobra é para estudar e para quem me atura.
Ainda assim, aqui fica a última data da minha tournée do espectáculo a solo:
Dia 1 de Setembro estarei em São Miguel, Açores, no Teatro Micaelense para "fechar" este espectáculo.
Será o último, mas só por enquanto.
Ate lá.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Centro de Artes e Espectáculos - Figueira da Foz

Tinha férias?
Tinha sim senhor.
Vão ser interrompidas?
Vão sim senhor.
Mas por um bom motivo.
Dia 10 de Agosto estarei no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz para uma das últimas apresentções ao vivo do meu espectáculo a solo "...sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura".
Parece que os bilhetes já estão à venda.
Apareçam que acho que vai ser muito giro.
Nem que seja pelo facto de perceberem que uma estaca de 1.92m ao vivo é sempre motivo para rir.
Nem que seja caladinho.
Apareçam.
Até lá.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

"Grey Gardens"

A coisa mais comovente que vi nos últimos tempos aconteceu do nada.
Foi-me mostrada pelo Herman, e jamais imaginei que fosse mexer tanto comigo.
O título é "Grey Gardens".
Um documentário sobre Edith Beale, aristocrata e tia de Jacqueline Kennedy Onassis e a sua filha (também Edith Beale).
O documentário aborda a vida de mãe e filha que viviam em Grey Gardens, uma luxuosa e gigantesca mansão de vinte e oito quartos em East Hampton, Nova Iorque.
Com o passar dos anos, a então casa luxuosa tornara-se num decadente amontoar de lixo, cinquenta e dois gatos, e guaxinins que entravam pelo sótão e comiam várias peças da casa.
O jardim anteriormente pomposo começou aos poucos a "engolir" a outrora mansão.
O caso ficou conhecido com um artigo do National Enquirer que denunciou as condições desumanas da casa em que mãe e filha viviam.
Albert e David Maysles, que se encontravam na altura a realizar um documentário sobre a infância de Jacqueline Kennedy Onassis, decidiram virar o foco das atenções para esta casa, e para as duas mulheres fascinantes que lá viviam.
E é então que "Grey Gardens" se torna num documentário de 1976, e que acompanha o dia a dia de mãe e filha, uma relação de dependência e excentricidade que ninguém até então tinha partilhado.
É comovente como Edith Beales (a mãe), apesar de todo o caos que se passa à sua volta (muito diferente da vida luxuosa que levava anteriormente), nem uma vez reage com tristeza.
É feliz, ainda que sem nada.
Já teve tudo.
Poder-se-á chamar "divine decadence".
Ou apenas uma lição de vida.
E mais uma vez a prova de que a velhice é das coisas mais sábias e comoventes que podem existir.
Estamos todos a caminhar para lá.

Um misto de loucura, decadência e poesia.
E certamente das melhores coisas que vi até hoje.

sábado, 21 de julho de 2007

And now for something completely different:

Peça: "Os Melhores Sketches Dos Monty Python".
Actores: António Feio, Miguel Guilherme, Bruno Nogueira, José Pedro Gomes e Jorge Mourato.
Tradução: Nuno Markl
A partir de: 18 de Setembro.
No Casino Lisboa

Medo.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Acabaram...

...mas foram oito dias perfeitos de férias.
Souberam a pouco, mas valeram por muitos.
Oito dias, perfeitos, num sítio que eu cá sei.
Só sol, ler, comer, mergulhar e mais sol.
E no fim do dia aquela moleza do "toma tu banho primeiro".
E agora (mais propriamente daqui a duas horas e meia), recomeço outro projecto.
Daqueles em bom.
Agora tou com pressa para ir comer uma massada de tamboril, mas em breve deixo aqui mais novidades sobre este projecto.
Até lá.

sábado, 30 de junho de 2007

Fim de temporada

E acaba hoje.
A temporada que começou em Janeiro deste ano acaba hoje no Teatro São Luiz.
Comecei a trabalhar neste projecto em Setembro do ano passado, e vê-lo acabar provoca-me uma certa nostalgia por antecipação.
Mas acabo com o sentido de dever cumprido.
Durante todos os dias e toda a tournée as salas estiveram cheias.
E para quem está sozinho em palco não há coisa que acalme mais o ego.
Ainda assim restam-me duas datas de tournée para me despedir.
A primeira das quais será dia 10 de Agosto no CAE da Figueira da Foz, e a segunda será dia 1 de Setembro no Teatro Micaelense, nos Açores.
Muito obrigado a todos os que foram assistir aos espectáculos.
Ainda que tendo que acabar este espectáculo a solo para começar outro projecto já daqui a uma semana, não posso esconder que hoje, embora sendo um dia de dever cumprido, é também um dia triste.
Este foi o primeiro projecto em que me envolvi em toda a concepção, contando sempre com a preciosa ajuda do João Quadros no texto.
Um agradecimento especial mais uma vez para o Teatro São Luiz, e para toda a gente que lá trabalha e que me recebe há 6 anos.
E quando assim é, custa mais a largar a mão.
Espero voltar a reanimar o espectáculo um dia mais tarde.

Hoje, 00h, no Jardim de Inverno do São Luiz:
"...sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura".
O fim.

sábado, 16 de junho de 2007

e outra.

E não é que logo a seguir veio mais outra?
Ora aqui fica, para ninguém se chatear.

quando a foto namora o texto

Recebi vários mails a propósito do meu último post.
A todos eles um muito obrigado.
O José Goulão enviou-me um que me tocou particularmente.
De tão simples.
É uma foto, mas diz o texto como nenhuma outra.
Aqui fica.




Aqui fica a página onde podem ver mais (tenho o meu blogger meio parvo, daí que tenha que escrever a morada toda, e não apenas um link)
http://www.flickr.com/photos/goulao

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Fim do banco

A idade vai comendo a vida.
Vai ratando o futuro, e nós (eles) a verem.
Acorda-se com um dia a menos, e adormece-se com um dia a mais.
O calendário vai-nos mudando o corpo.
Vai-nos empurrando as costas, para a queda ser pequena.
Os velhos sabem de cor o chão.
Como quem sabe que está quase a chegar lá.
Desde que perdi a minha avó, que ganhei o respeito por quem mora no terceiro andar da idade.
Perde-se para ganhar.
E assim foi.
Emociona-me.
Que vida inteira pode ser sentada sozinha, num banco de jardim?
Com a idade, nunca escolhem o meio, sempre o fim do banco.
Em crianças, ter-se-iam sentado na outra ponta?
E deixam-se estar.
Respiram como podem.
Os olhos já não procuram nada. Já viram tudo.
Vão guardando o passado em rugas, para libertar a cabeça.
Em que pensam?
Na morte?
Os velhos não vivem. Deixam-se viver.
Os filhos já tem a vida deles, não os querem.
Tem de ir viajar e fazer compras para o jantar.
"O pai tem estado bem? Então vá, um beijinho."
Picaram o ponto, e para eles está feito.
Os novos choram com o corpo todo, gritam e fazem caras de quem sofre.
Os velhos choram só com os olhos, que o resto não se vê.
E assim o fazem, no fim do telefonema.
Ninguém os quer com as doenças cheias de idade.
As mãos da idade cheiram a tudo, com as veias cansadas de mostrar o sangue a toda a gente.
As pernas vão perdendo caminho.
Os braços deixam de abraçar.
O coração começa a falhar, já bateu demais mesmo para quem amou pouco.
Vai-se esquecendo de bater.
E uma noite, sem avisar, desaprende.
Desliga os olhos e atira o corpo para o fim.

Ocupam agora o banco todo.
Do principio ao fim, todo ele é corpo.
E os filhos, cansados de telefonar, resmungam.
Morreram oitenta e dois anos, e nem mais um dia.
A cidade não pára, o mundo não interrompe, nada.
Os filhos enterram vinte anos, e guardam os outros sessenta e dois.
Os últimos vinte davam trabalho e de pouco valiam.
Não tem vagar para os guardar.
Mas de hoje em diante, esses vinte vão acordá-los todos os dias.
Até se deitarem sozinhos no banco que os vai deitar.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Bruno Nogueira a Solo (ainda)

Sei que me estou a tornar repetitivo, mas ainda assim, sabe-me bem ao peito.
O meu espectáculo, que está novamente no Teatro São Luiz, ficará até ao fim do mês, por causa de vocês.
Parece que a temporada que estava anunciada até dia 16 de Junho está a esgotar.
Assim sendo, até ao fim do mês de Junho estarei no Teatro São Luiz (ainda) com o meu espectáculo.
Que corra bem.
E que apareçam por lá.
Até.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

ó ó

Depois de ter passado o dia a ensaiar e a fazer um espectáculo no Casino Estoril, e trinta minutos antes de entrar para o bonito palco do São Luiz, surge-me uma coisa:
Epá, gostava tanto de fazer ó ó.
Mas daquele ó ó que se inicia com uma sucessão alucinante de cabeçadas à cais do sodré no ar, seguidas do ar de pânico de quem pensa:
"eu tou a ouvir, eu não estava a dormir"
Não era só fazer ó ó em palco. Era um bocadinho antes e um bocadinho a meio.
Assim de esguelha, para ninguém do público perceber.
Ou dormir numa posição engraçada de maneira a que um ou outro elemento do público dissesse:
"Olha-me bem, este Bruno até a dormir consegue fazer com que eu me escangalhe a rir".
Adoro pessoas que se "escangalham" a rir.
São diferentes.
E amorosas.
Vou então vestir a camisinha e por o microfone.
E que nosso senhor me acompanhe.
E já agora, que me belisque.
O maroto.

domingo, 27 de maio de 2007

Aborrecidinho

Haverá algum dia mais profundamente estúpido do que o Domingo?
Hum?
Uma pessoa já sabe que não vai ser um dia especialmente activo, não é isso que se pretende de um Domingo.
Também não se pretende que acabe num centro comercial.
Pretende-se que haja uma surpresa qualquer que nos arrebite o Domingo.
Qualquer coisa.
Mas não. Não arrebita.
E então com chuva fica uma especialidade.
Domingo e chuva é meio caminho andado para um urbano-depressivo se atirar da Boca Do Inferno a ouvir Nirvana.
Vou buscar sushi.
Assim choro, mas com pauzinhos.
Dá mais classe.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Vamos para o nono


Neste momento já mamei oito "After Eight".
Tinha de dizer isto porque o meu estômago também me está a tentar dizer qualquer coisa.
Mas a combinação do chocolate com o mentol é de dar cabeçadas na esquina de uma mesa daquelas como deve de ser.
Daquelas do Ikea.
Mas a cabeçada a ser dada será sempre na fase de montagem, para apanhar uma lasca ou outra.
Não queremos cá meninos.
E agora vamos para o nono, que não há tempo a perder.
Siga.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Sergio Godinho em "Ligaçao Directa" no Maria Matos


Digam o que disserem, Sérgio Godinho é, e será sempre, um dos melhores escritores de canções que este país alguma vez viu nascer.
Ontem fui comprovar isso.
E com a honra e a admiração de um lugar numa primeira fila de um Teatro Maria Matos cheio de ouvidos.
Sentei-me, e durante duas horas passei por melancolia, euforia, e muita pele em bicos de pés.
É assim que se mistura tudo num concerto e se dá a ouvir.
Todos os músicos num nível altissímo, as luzes certas nas alturas certas e um alinhamento que vai desde o último trabalho "Ligação Directa" até "As Dúvidas Do Gaspar".
Dá vontade de rasgar os ouvidos e ouvir tudo ainda mais.
Há pedaços de música que comovem de tão bem escritas.
De tão bem ditas.
E de tão simples, que é sempre o mais complicado.
Ninguém canta o amor como ele.
Ninguém.
E perceber, durante duas horas de concerto, que a música do Sérgio Godinho esteve presente em todas as fases boas da minha vida.
E espero que assim continue.
No fim, fui-lhe dar o abraço com dois braços de admiração.
E com o orgulho de o conhecer.

"Dançar como amigos,
Se fosse possível,
Dois pares de sapatos,
Levantando pó,
Dançar como amigos só."

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Categoria

E um post de valor:
O numero de telefone da bilheteira do São Luiz é o 213257650
Epá, que post de requinte.
Daqueles que apetece ler vezes e vezes com um copinho de leite morno.
Granda post.
Tou orgulhoso.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Re-estreia no Sao Luiz

Retomo hoje o espectáculo no São Luiz.
Está a ser muito boa a tournée, mas voltar a casa é sempre voltar a casa.
Por isso, a partir de hoje, e durante as próximas quintas, sextas e sábados às 23h30 lá estarei.
Onde?
No Jardim de Inverno do São Luiz.
Apareçam.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Bruno Nogueira a Solo no Teatro Nacional Sao Joao?


Ontem senti-me um homem orgulhoso.
Eis o motivo:
Levei um espectáculo de stand up comedy ao Teatro Nacional São João.
Stand up comedy num teatro nacional é algo que pensei que por força do preconceito nunca fosse acontecer.
Mas aconteceu.
E foi memorável, pelo menos para mim.
1h45mn que gravei para mais tarde recordar.
Porque isto sim, é coisa para se mostrar aos netos.
Amanhã deixo mais pormenores, que agora tenho de ir ao Ikea.
Pode ser?
ok.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Outros takes

Depois de um longo dia de gravações (como foi o caso dos últimos anúncios do Millennium), há alguns takes que por um motivo ou por outro nunca chegam a ir para o ar.
Este é um deles.
Parvo, mas gosto.

Aqui fica:


sexta-feira, 11 de maio de 2007

Digam-me:

O cenário da Júlia Pinheiro é demasiado cor-de-rosa ou fui eu que misturei Aspirina com coca-cola?
É muito.
(pequeno comentário antes de sair do hotel para o ensaio na Casa das Mudas)

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Entretanto

No intervalo entre a aterragem e uma conferência de imprensa, aqui fica:
Já cá estou.
Onde?
Madeira.
Dia 11 e 12 de Maio estarei no Centro de Artes da Calheta: Casa Das Mudas.
Um edifício genial, premiado pela sua arquitectura.
Deixarei aqui fotos mais tarde, quando houver mais tempo.
Apareçam amanhã!
E agora vou dizer coisas muito interessantes sobre a vida para uma entrevista do Diário de Notícias madeirensa.
Até lá!

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Quanto!?

Hoje, um dia bonito.
Calor, uma brisa fresquinha para evitar desconfortável.
Mas acima de tudo um dia muito bonito.
Até que a certa altura surge a frase:
"Ora então a multa é de 500 Euros. Faça lá verde código verde a ver se nos despachamos".
Uma delícia.
Gente simpática, e um murro nas trombas da minha conta bancária.
Não esteve um dia assim tão bonito.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Braga e Moura

Estes dois últimos espectáculos da tournée foram muito especiais pelos motivos que passo a explicar.
Ainda que sendo lamechas, são os motivos.
Dia 27 de Abril fiz, como aqui anunciei, espectáculo no Theatro Circo De Braga.
A lotação é de 900 pessoas.
Só quando entrei na sala para ensaiar é que me apercebi da responsabilidade que iria ter horas mais tarde.
Até lá "Theatro Circo de Braga" era só uma frase na agenda.
Agora conhecia a frase.
A lotação (felizmente) foi toda preenchida.
Sala esgotada e muita vontade de entrar para palco.
Emocionei-me mal pisei o palco e senti o barulho impressionante de palmas que me fizeram sentir mais do que sou.
Foi uma noite memorável, com um público que só por si faria o espectáculo.
Daquelas noites que me arrependo de não ter filmado para mais tarde rever.
Daquelas noites em que apetece ficar 4 horas em palco só para não acabar.
Há quem não saiba, mas o público varia de cidade para cidade.
Cada cidade tem o seu sentido de humor, daí o fascinante de uma tournée.
Aquilo que mais funcionou em Braga, era o que tinha funcionado menos em Vila Real de Santo António, e vice-versa.
Acima de tudo começa-se a perceber que Portugal vai tendo mais elasticidade para rir daquilo que "ai, valha-me deus".
Uma noite e tanto.
E no fim a sensação de caminhar para o camarim de queixo levantado e orgulho lá apoiado.
Obrigado Braga.

Depois voltei a Lisboa, só para fazer escala e partir para Moura.
Nunca tinha ido a Moura.
Fico a 30 km de Serpa.
Nunca tinha ido a Serpa.
Pouco conheço do Alentejo, e do público alentejano muito menos.
O espectáculo seria no Cine Teatro Caridade.
Estradas meio desertas, umas rajadas de frio e chegámos.
Entrei para uma sala visivelmente mais pequena, cerca de 200 lugares.
O que torna os espectáculos mais acolhedores e uma química diferente de tudo entre o palco e o público.
Menos meios técnicos que Braga, mas a mesma vontade ou mais ainda.
É de louvar estas vilas com poucos meios que querem espartilhar o que se passa em Lisboa.
E a vontade para que tudo corra bem, essa compete a quem tem menos meios.
Sala esgotada. Pessoas sentadas nas escadas.
E a surpresa de quem estava à espera de uma sala meio cheia, meio vazia.
Assim que entrei para palco senti-me acolhido e com vontade de apertar a mão a cada pessoa do público, tal era a intimidade que a sala provocava.
Não o fiz. Era demasiado político.
Diverti-me como se tivesse em casa a preparar o espectáculo e a mostrar a amigos.
E estava.
"Boa noite e até uma próxima".
E a generosidade de um público a aplaudir de pé.
Obrigado Moura, e como diz o outro: "até uma próxima".

domingo, 29 de abril de 2007

Mais uma!

A 15 minutos de partir para o Alentejo, aqui fica:
Amanhã, dia 30 de Abril, estarei na Biblioteca Municipal de Moura para mais uma data da minha tournée.
Lá vos espero!

quinta-feira, 19 de abril de 2007

"Sou do tamanho do que vejo e nao do tamanho da minha altura" em Braga

É já na próxima sexta-feira, dia 27 de Abril que estarei no Theatro Circo de Braga.
Confesso que estou ansioso.
Espero por vocês no público.
E quando eu entrar gritem coisas do género "epá, este Bruno é de um sentido de humor eé de partir o côco, vamos rir aqui que não é brincadeira".
Podem dividir a frase por várias pessoas, porque dito só por uma é capaz de ser esquisito.
Ou várias t-shirts com a frase.
E riam muito, mesmo que eu esteja calado.
Só para facilitar a vida ao artista.
Até lá.

P.s- As rápidas melhoras para António Lobo Antunes.

terça-feira, 17 de abril de 2007

E agora...?


Terminadas as obras no túnel do Marquês, põe-se uma questão gravíssima:
Qual a próxima desculpa para atrasos?
Toda a gente sabe que todos os atrasos têm como causa fundamental o Marquês.
Está sempre toda a gente a passar o Marquês, a chegar ao Marquês ou a ver o Marquês ao fundo mas está um trânsito terrível.
Mesmo para o pessoal de Braga.
Fica bem.
É um código nacional.
Se bem que "esta merda aqui no Rato está toda parada" também é de um domínio impressionante.
Revela classe e a jogada de mestre de não recorrer ao local cliché.
Aprecio.
Já ninguém leva a mal e percebe a mensagem que quer dizer:
"Ele adormeceu mas está a caminho".
Nunca fui muito de matar familiares para desculpar atrasos.
Tem o delicado problema de mais cedo ou mais tarde dizermos que morreu novamente o mesmo familiar à mesma pessoa.
E parecendo que não, há quem desconfie disso.
Escolho sempre uma boa situação de trânsito, carro bloqueado também sai muito bem, mas não façamos confusões nenhumas: "trânsito impossível no Marquês" tem uma saída espectacular.
Mesmo lá fora, já se começa a usar.
Há muita malta que vai de Londres para Nottingham e apanha de esguelha com as obras do Marquês.
Somos muito bons nisso.
"Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo"
Hum... não vamos por aí que já devo ter passado por muito mentiroso sem dar por isso mas por coxos faço sempre o jeitinho de lhes ir por um calço na perna mais pequenina.
Como se faz nas mesas de restaurante que abanam.
Não consigo evitar e uma rolha cortada resolve o problema do coxo.
Do mentiroso não.
Agora, com o fim das obras à vista, que fazer?
Lanço aqui uma proposta:
Uma campanha inédita para arranjar um novo local que, em estando todos de acordo, se tornará no "Marquês" dos tempos modernos.
Um sítio bonito e que seja bom de dizer em chamadas.
Central, de preferência.
Não me conformo.

Porra.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Verão?

Há dias assim.
A temperatura do dia inteiro andou em bicos de pés.
E bem.
O fim da tarde já se mostrou com cheiro a verão, com janelas de carro abertas e cotovelos apoiados nos 25 graus.
Nestes dias pensa-se sempre que a noite vai estragar tudo.
Prepara-se camisolas para agasalhar o fresco que aí vem.
Mas não, hoje não.
Hoje chega-se às 21h30, e janta-se no Chiado, ao ar livre.
Pede-se boa comida e garante-se bons amigos.
E tá feita a noite.

Sublinhar

O amigo Pedro Ribeiro já o tinha escrito.
Eu corro o bom risco de me repetir.
Crónica António Lobo Antunes desta semana, na Visão.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Ora...

...os dois últimos posts foram retirados por já terem sido lidos por que deveriam ter sido lidos.
E pouco acrescentavam ao blog
"Tá" explicado.
Até breve.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Red Nose Day

Dia 5 de Abril estive na Nottingham Arena a ver Ricky Gervais.
É outro universo.
Voltei a Portugal e ontem numa busca no Youtube encontrei outro momento genial do mesmo Ricky Gervais.
A prova de que por cá ainda não se pode o que se quer no universo da comédia.
É uma campanha chamada "Red Nose Day" para angariar fundos para África.
Por cá isto seria impensável.
Ou digno de protecção policial.
Ora vejam:

sábado, 7 de abril de 2007

Já sabia...

Meus amigos,

Voltei hoje do chamado estrangeiro e como seria de calcular é muito complicado lidar com gente anónima a fazer comentários.
Isto é um espaço para eu me divertir e não para me chatear.
Ficou a tentativa.
O meu pedido de desculpas a todos os que enviaram comentários.
Abraço.

sábado, 31 de março de 2007

Super Bock Sem Álcool "Saco Azul"

No meio do Tejo.
Temperatura?
Baixinha.
E devo ser uma autêntica princesa, porque tomei um comprimido para o enjoo antes de entrar no semi-rigido que me levaria até esta jangada.
Só para evitar um plano menos bonito.
Mais uma vez, grande trabalho de realização.
Aqui fica:

domingo, 25 de março de 2007

Triiiiim

"Tou?"
"Tou Bruno, onde é que estás?"
"Tou em casa, porquê?"
"Então, não tinhamos combinado às 15h?"
"Tinhamos, mas ainda são 14h30!"
"Não, são 15h30, a hora mudou hoje."
"Ah."
"Despacha-te."
"Hum...certo"

Adoro mudanças de hora.
Devia haver mais.

sábado, 24 de março de 2007

Pormenorzito

Aqui há uns dias Maya, na "Tertúlia Cor-De-Rosa", tem um momento do mais alto gabarito.
Anuncia, em directo, a morte da mulher de Ruy de Carvalho.
Valente.
Parou o programa, passaram imagens da senhora, e seguiu-se um aplauso sentido.

Apenas um ligeiro pormenor:
A filha de Ruy De Carvalho ligou em directo para dizer que a mãe estava viva.
Enfim, pormenores.

Hoje, enviam-me este post que Cláudio Ramos pôs no seu blog:

"VOTEM!
Sou nomeado para os globos de ouro. Comecem já a votar em mim, porque o prémio é de todos nós. Dos que me vêem, ouvem e lêem. Liguem 760300508"

Humildade. E discrição na vontade de ganhar à bruta.
Confesso que me deu pena.
Vou já ligar.
Nunca se nega esmola a um pobre.

Comentários?

A pergunta é constante.
A resposta vem hoje:
Já podem ser feitos comentários aos posts.
Até já.

O primeiro já foi

Foi ontem, o primeiro espectáculo da minha digressão.
Começou em Vila Real De Santo António.
Confesso que estava um pouco nervoso.
Quando escrevi o espectáculo com o Quadros, escrevê-mo-lo a pensar no Teatro São Luiz.
Era aí que iria estrear, e era aí que iria ficar durante algum tempo.
Depois vem a dúvida:
"Será que funciona da mesma maneira fora de Lisboa?"
Não pelo público ser mais ou menos inteligente, mas simplesmente por ser um público diferente.
Pelo facto de não estar a "jogar em casa".
Dá algum medo.
Nunca se domina o público, e acreditem ou não, cada cidade ri de maneira diferente.
Senti-me, portanto, como se fosse novamente uma estréia.
Espreitei a platéia enquanto o público se sentava.
Só para acordar ainda mais os nervos.
Mas não podia ter corrido de melhor maneira.
Casa cheia e o resto fica entre mim e os mil olhos que por lá se sentaram.
Uma noite em grande, daquelas que ajudam a adormecer quando se chega ao hotel.
Obrigado a todos os que lá estiveram.
Venha o próximo.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Mr. Show

É um dos posts do blog do meu bom amigo Markl.
E é tão bom que decidi trazer também para esta humilde casinha.
Aqui está, um sketch tão simples, e tão grandioso.
Já o conhecia e agora não pude deixar de achar igualmente brilhante, como quando vi da primeira vez.
Só a comédia realmente boa se consegue ver vezes e vezes sem conta.
A má cansa logo na segunda vez.
O mesmo se passa com a música.
Ora aqui fica comédia, daquela boa:

terça-feira, 20 de março de 2007

Site Super Bock

A Super Bock criou um site onde estão vários videos da campanha que fiz.
Muitos desses videos só estão mesmo dísponiveis neste site.
Poderão ainda ver as três versões diferentes que foram gravadas para um dos anúncios, e a que foi para o ar.
P.s.- Aqui o menino não manda nada, vai para o ar o que o Sr. Super Bock decide...
Passem por lá.
Aqui.

Amarguito.

Há coisas espectaculares na vida, como por exemplo tentar perceber como é que o Paulo Portas provoca só com a dentição da frente a mesma sensação que se tem quando se olha de frente para o sol ao meio dia.
Mas melhor que isso só comer um morango a julgar que é docinho e de repente sentir aquela pontada no fim dos maxilares como que sendo o moranguinho a dizer:
"Eu bem lhes disse para não me apanharem tão cedo".
Epá, que compra espectacular.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Tournée

Cá vai então a primeira data da tournée:
Dia 22 de Março estarei em Vila Real de Santo António, no Centro Cultural António Aleixo, com o meu espectáculo:
"Sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura.

Lá vos espero.
Até breve.

domingo, 11 de março de 2007

"Stabat Mater"



Terceiro post em uma hora.
Deu-me saudades de escrever, e deu-me para isto.
A peça chama-se "Stabat Mater" de António Tarantino.
Um monólogo, fortíssimo.
Uma encenação de Jorge Silva Melo dos Artistas Unidos.
E uma actriz com tudo o que se pode querer de uma actriz:
Maria João Luis, num trabalho a roçar a perfeição.
Já esteve em cena, e tive oportunidade de ir nessa altura.
Dos melhores trabalhos que já vi.
Daqueles em que mal acaba damos por nós a bater palmas em pé.
E é tão bom quando isso acontece sem pensarmos: "levanto-me ou não...?"
Saiu de cena pouco depois de a ver.
Deu tempo à actriz de receber o prémio da Associação de Críticos de Teatro há semanas atrás, por este trabalho.
E deu tempo de decidirem (e bem), repor a peça.
Lá estarei, de novo.
Quem gosta de teatro, que passe até ao fim deste mês no Convento Das Mónicas.
Travessa das Mónicas, 2/4 (ao Largo da Graça). Lisboa.

Boa música

Anos que viva, Jeff Buckley a cantar o tema "Hallelujah" mudará sempre o meu estado de espírito.
Nina Simone a cantar "Fly Me To The Moon" fará o mesmo.
Para melhor.
Muito melhor.
Lamechas, bem sei. Mas a boa música comove-me.
(Ainda mais lamechas)
(Mas verdade)

Festival da...?

Foi impressão minha ou o Festival da Canção foi deprimente?
Já não chorava assim desde que trinquei a língua na quarta.
A minha própria língua.
Há um processo qualquer de paralesia cerebral que faz com que um ser humano sóbrio morda a sua própria língua.
Na pior das hipóteses, a bochecha.
Aí sim.
Quando se arranca uma fatia perfeita da bochecha como fazem aqueles indivíduos brasileiros naquele espeto de carne da pita shoarma, vale a pena chorar.
Ainda assim, houve umas quantas músicas que me doeram mais.
Só aqui entre nós, fiz o mesmo truque que fazem alguns soldados de guerra:
Provoquei em mim próprio o dobro da dor propositadamente, para anular a anterior.
Arranquei dois bifes das bochechas para suprimir o sofrimento das músicas oito e nove.
Não valeu de nada.
Ainda para mais porque era a Isabel Angelino a apresentar.
Fascinam-me apresentadoras que estão sempre muito, mas muito contentes.
Dá-me medo.
É aquele sorriso que só vive nos músculos da cara.
Dizem o número de telefone para onde se pode votar a escolher a música vencedora com a alegria de quem olha para o filho recém-nascido pela primeira vez.
Ou com a alegria de quem matou o avô com uma almofada de penas.
Ela tem um sorriso que está ali no limbo entre os dois.
Quando uma pessoa ri assim tanto há alguma coisa que não está bem.
Ou está bem demais.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Segundo anúncio Super bock Sem Álcool

O segundo anúncio da campanha Super Bock Sem Álcool.
E a certeza de que amanhã de manhã estou a gravar mais três.
E um quarto que sou só eu a babar-me com um princípio de esgotamento.
Há esgotamento muito giros.
E os que são filmados são espectaculares.
Enfim. Aqui fica o segundo anúncio:

terça-feira, 6 de março de 2007

Pérola

Há momentos maravilhosos na vida.
Como por exemplo estes 57 segundos, em que um adepto do Benfica consegue aproveitar, segundo a segundo, para não dizer nada.
É difícil.
Não se pense que 57 segundos destes se arranjam assim ao virar da esquina, porque não se arranjam.
O alcóol faz-nos viajar num universo muito parecido com o real.
Como este:

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Microsoft Flight Simulator Deluxe




A verdade é que comprei um simulador de voo.
Sempre tive esta, vamos chamar-lhe, pancada.
Mas nunca a tinha concretizado.
Eis que quando passeava pela Fnac (local gravíssimo onde é impossível sair sem gastar dinheiro), olhei para este Flight Simulator Deluxe, e pensei que também eu era menino para aterrar um Boeing 747.
E não sou.
Pelo menos já espetei sete contra locais como: água, árvores e uma aterragem em que parti o trem de aterragem. Só porque achei que ficava bonita a repetição da palavra.
Tudo isto em pouquíssimo tempo.
Ontem, pela primeira vez, às 23h, consegui aterrar um Boeing 747 em perfeitas condições, no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.
Quando digo perfeitas digo sem matar ninguém.
O que me parece um passo de gigante no mundo da aeronáutica com pessoas vivas.
Agora se me perguntarem: "Então e helicópteros Bruninho, já dominas?"
Depende.
Se for a nível de jardinagem, sim, já domino.
Ontem, só com a hélice, consegui cortar três pinheirinhos que foi uma pintarola.
Também aparei um muro de arbustos, mas isso foi só porque fico muito excitado com verduras.
Daqui a 20 minutos descolo em direcção a África.
E só peço a Deus que não haja nenhum elefante pelo caminho, senão vou ter de lhe dar um jeitinho nas orelhas.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

1 Time Airlines

Há anúncios bons.
Há outros que estão noutro patamar acima.
É o caso deste.
Peço a vossa especial atenção para o som.
Tem de ser ouvido alto.
É um som simples, e no entanto, tão bom.
Aqui fica.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Super Bock Perfeita

Começou a passar hoje.
Fizeram o favor de me enviar.
O primeiro avanço da campanha Super Bock Sem Álcool.
Ficam aqui os meus sinceros parabéns ao Albert, o realizador de toda esta campanha, pelo bom gosto, e por me ter pendurado num poste de 8 metros de altura.
Assim, sim.
Quando fui ter uma reunião com ele (realizador), chegámos à conclusão que eu tinha feito com ele o meu primeiro anúncio, há 7 anos.
7 anos depois, aqui fica:

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

"Welcome to the stage, Ricky Gervais"


Ainda me custa a acreditar.
Mas confirma-se.
"Mas o quê Bruninho, o quê?!"
Que dia 5 de Abril estarei na Nottingham Arena a ver Mr Ricky Gervais.
Chama-se "Fame" e é o novo espectáculo de stand up do criador do "The Office" e "Extras".
Trata-se de mais um sonho que tinha por riscar na minha lista.
Desta vez, se tudo correr bem, será concretizado.
Até lá, paciência, muita paciência.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

R.I.P.

A televisão está a morrer de doença prolongada.

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Carnaval

Meu deus, como eu detesto o carnaval.
Mesmo.
Portanto, nesta 3ª feira, vamos todos rezar para que o tremor de terra se volte a repetir.
Mas desta vez em bom.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Declaração Amigável

Ontem bati.
Tratava-se de Lisboa, às 17h30.
O caos, em qualquer cidade.
Acrescente-se o facto de em Lisboa já nem sequer haver hora de ponta.
A hora de ponta de Lisboa começa quando o sol nasce e acaba quando o sol nasce.
Confesso que ao fazer marcha-a-trás nem me apercebi que lá estava um carro.
Daí, talvez, ter batido nele.
E ouço a cabeçada de dois carros.
Fechei os olhos, olhei para o retrovisor, e disse um "foda-se", muito parecido com o que disse quando soube que afinal não poderia ir ver Dave Matthews Band.
Este foi dentro do mesmo tom, talvez uma oitava acima.
E aqui para nós, falhou-me a voz no "o" e fui ao falsete.
Deprimente.
Saio do carro como quem vai para um funeral.
Olho apressadamente para o meu pára-choques antes de olhar para o do outro carro.
O meu fui eu que o paguei.
O dele sou eu que vou pagar.
Nada no meu.
Um farol para dentro no dele.
Sorri.
Não pelo desastre em si, mas porque o farol para dentro fazia daquele carro um Opel Corsa estrábico.
Mas só para mim.
Ele sai do carro. Não com ar de quem vai para um funeral, mas com ar de quem causou o funeral.
Vai na direcção do pára-choques dele.
Olha para mim, e faz-me a pergunta que só um génio do mais alto gabarito consegue fazer:
"Epá! Então você não viu!?!"
Confesso que se soubesse que ia ser esta a pergunta teria batido à mesma, mas com mais força.
Digo-lhe um: "dá-me a entender que não, senão era menino para ter parado".
O carro ainda estrábico.
O proprietário menos, mas tinha um casaco que também tinha a sua piada.
Preencho aquilo a que teimam em chamar "Declaração Amigável".
E não é.
São duas pessoas que não se podem ver à frente a fazer desenhos num papel.
Cheguei atrasado a uma reunião, mas valeu por uma pergunta que, anos que viva, nunca vou esquecer.
E por saber que aquele condutor, quando à noite estiver a falar com o seu Opel Corsa, não vai saber qual o farol que está de facto a olhar para ele.

A quanto está o farol?

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Referendo

Hoje deu-se um passo de gigante na cabeça de Portugal.
Finalmente, o sim.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Um pequeno sonho

Já o disse várias vezes, e repito-me.
Um dos meus sonhos era assistir a um concerto de Dave Matthews Band.
Tive para ir a Nova Iorque assistir, não se proporcionou.
Tive para ir a Milão quando soube que lá iriam estar.
Acabei por não ir por causa de uma noticía estrondosa:
Iriam estar dia 25 de Maio no Pavilhão Atlântico.
Estava a trabalhar mas um bom amigo ligou-me da Fnac e disse o que queria ouvir:
"Ouve, ainda há bilhetes. Queres que te compre um?"
Apressei um "sim".
Tenho-o aqui à minha frente, e não poderia gostar mais de um pedaço de papel.
Novidade de hoje?
Não vou poder ir por motivos profissionais.
Respirei fundo.
Gritei um "Foda-se!!!!" que ainda foi altinho, e fiquei a olhar para o pedaço de papel.
Hoje estou triste, mas amanhã já passa.
Ou não.
Não.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

United 93


O filme que me fez ontem ficar acordado até bem tarde.
O sono era mais que muito, mas a intensidade que provoca este filme é das maiores que já foram filmadas.
Se puderem, vejam.
A história do 11 de Setembro, relatada de dentro de um dos aviões.
United 93.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

enfim...

Quando as pessoas não tem o que dizer, inventam.
Até ao ponto de não saberem o que inventar.
De que falo?
Do seguinte: Recebi vários mails, de pessoas ofendidas com o facto de eu ter colocado aqui no blog um link para o vídeo do professor Marcelo Rebelo de Sousa, em que ele explica a sua posição em relação ao sempre polémico tema do aborto.
O pontapé de saída desse vídeo defende uma ideia.
Defende que "Assim Não".
Depois do vídeo, comecei então a receber mails, onde os leitores se ofendiam de eu ser um militante do "Não".
Até aqui tudo bem.
Pequeno problema:
Eu sou pelo "Sim".
Se virem bem esse post (e eu sei que não vos custa nada) o texto diz "Um Ponto de Vista" e não "O Meu Ponto De Vista".
Tenho as minhas ideias bem definidas, não se preocupem.
Ainda assim, reconheço (ao contrário dos extremistas), que tenho o dever de, pelo menos, ouvir as ideias contrárias.
Elas não mordem.
Ainda que vá votar "Sim" no dia 11 de Fevereiro, sei que há vários movimentos pelo "Não".
Há várias razões, e cada um opta pela que quer.
Quem tem ideias contrárias não é um mentecapto.
É, simplesmente, alguém com ideias diferentes.
O facto de me mandarem mails ofendidos com o meu alegado "Não", faz-me perceber que será maravilhoso quando um dia se vislumbrar o 25 de Abril.
Vai fazer bem a todos, vão ver.
Até lá, vamos enfiar a cabeça debaixo da areia para não ouvirmos a opinião de mais ninguém.
Para só nos ouvirmos a nós.
Que não há nada melhor do que acharmos que somos os maiores.
E agora vou jantar fora, mas numa pequena homenagem aos extremistas, prometo dar uma cabeçada ao empregado de mesa se no menu vier uma página com "Carnes" e outra com"Peixes".
Porquê?
Porque já sei perfeitamente que quero carne.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Parabéns Bruninho

Ontem, a comer, oiço "clack".
E, curiosamente, esse barulho vem de dentro da minha boca.
Paro, para respirar fundo.
E reparo, que um terço do meu dente se tinha partido.
Bem sei que já disse isto, mas de facto o corpo humano tem coisas espectaculares.
Melhor ainda:
Data para ir tratar do dente?
31 de Janeiro.
Data do meu aniversário?
31 de Janeiro.
Epá, que maravilha.
Vou só ali ver se consigo dar com um cinzeiro nos dentes para não ser só um terço de dente.
Assim vou ao dentista como deve de ser.
Como manda a lei.

Um grande trabalho do RAP

Aqui.

Prestar contas

Dia 26 e 27 de Janeiro, os meus espectáculos no São Luiz foram cancelados.
O motivo era simples e ao mesmo tempo complicado.
O ar condicionado do Teatro estava avariado.
Avariado.
Sendo o Jardim de Inverno na sua maior parte feito em vidro, o frio que se fazia sentir na sala estava próximo do frio que se fazia sentir na rua. Eu, em conjunto com o Teatro, às 23h do dia 26 de Janeiro, decidi não fazer o espectáculo porque não seria honesto cobrar bilhetes ao público para depois estarem a tremer (literalmente. eu estive lá uma hora antes a tremer) durante 1h30m de espectáculo.
E assim, decidimos que o correcto seria dar a hipótese dos espectadores ou de irem em Maio ou de receberem o dinheiro de volta.
O que pretendo com este post:
responder a alguns e-mails que me perguntam "epá, cancelaram só por causa do ar condicionado?".
Sim, só por causa do ar condicionado. Com o único pormenor que sem esse "ar condicionado", o público estaria a deitar fumo pela boca a cada respiração.
E com o segundo pormenor que se eu tivesse decidido ter feito o espectáculo, estariam neste momento a chover e-mails a perguntar "como é que é possível fazer um espectáculo naquelas condições, e sem um único ar condicionado!"
Enfim, preso por ter cão.
A todos, o meu pedido de desculpa por causa de uma peça do ar condicionado.
Ninguém foi mais prejudicado do que eu.
Acreditem.