sábado, 14 de novembro de 2009

Satanismo na Disney

Isto é tão mau que não sei se é bom se é assustador.
O mundo anda doido.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

"5 razões para não usar preservativo"

Bela notícia.
Uma grande ideia na qual tive a oportunidade de participar.
O merecido prémio para a malta que teve este rasgo de criatividade num tema tão delicado.
Parabéns.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Delta e os Panisgas

Após a exibição deste anúncio a Delta deve ter uns quinze dias de existência.
Depois disso o senhor Nabeiro agarra na chavinha e fecha o estaminé por se ter verificado uma descida de vendas na ordem dos oitenta e sete porcento.
Escrever "Panigas" e "Delta" na mesma frase é muito bom.
O anúncio pode ser visto aqui.

domingo, 8 de novembro de 2009

"O que se leva desta vida"


Urgente ver.
Acreditem no que vos digo.
Um projecto que começou porque os dois actores são amantes de uma boa refeição.
Percorreram os melhores restaurantes de Portugal e Espanha.
E foram criando um espectáculo sobre o que viram: os bastidores dos restaurantes, o movimento alucinante e coreográfico das cozinhas.
Gonçalo Waddington e Tiago Rodrigues são então, neste espectáculo, dois chef´s de cozinha.
Uma hora e dez minutos de espectáculo.
E uma discussão entre eles, a meio da peça, que é um momento antológico de representação.
Repito: Urgente ver.
Até dia vinte e dois de Novembro, no Teatro Municipal São Luiz.

sábado, 7 de novembro de 2009

Choque


Ontem vi a primeira árvore de Natal.
Iluminada.
Numa casa.
Seis de Novembro.
Seis de Dezembro já seria um bocadinho cedo, seis de novembro é só uma pessoa que decidiu plantar um pinheiro na sala porque ia bem com as cortinas.
O mundo anda com demasiada pressa.
Queremos tudo fora da data, como se os calendários fossem acertados ao gosto de cada um.
Pelo sim pelo não, cá vai:
Um feliz ano novo para todos os leitores.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Anti-clímax


Duas coisas superiores:
Lareira e um bom livro.
Pode também haver uma música, a passar lá ao fundo, quase sem se dar por ela.
Acompanhar com um gin tónico ou um chá, dependendo do dia.
Vinho tinto não me serve, dá-me sono.
Mas é uma pena, porque os clichés estavam todos a ir tão bem.
E agora, com estas coisas todas, o que é que é que ia bem?
O quê?
Exactamente, ir ensaiar.
Que maravilha, sair de casa com este frio e deixar isto tudo para trás.
Usa-se muito.
Especialmente no norte de África.
Até logo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Choque

Uma amiga, do nada: dois aneurismas.
Um rebenta, outro não.
Está internada.
Trinta e nove anos.
Safou-se, ainda não se sabe com que mazelas.
Estamos todos em fila de espera.
Porra.

domingo, 1 de novembro de 2009

Cornucópia

Começará amanhã mais uma fase que espero que se venha a revelar positiva.
À partida tem tudo para o ser: irei começar os ensaios da nova peça da "Cornucópia", que estreará a quinze de Janeiro de 2010.
O elenco é o chamado "de luxo".
Somos dezanove, sendo que é claramente um trabalho de grupo, sem protagonistas aparentes.
Poder participar num processo de trabalho e criação com o Luis Miguel Cintra sempre foi uma objectivo que se irá agora concretizar.
A peça chamar-se-á "A Cidade", feita a partir de colagens de textos de Aristófanes e estará em cena no teatro mais bonito de Lisboa: O Teatro Municipal São Luiz.
Vejamos então no que dá tudo isto.
Continuarei, ainda assim, com a TSF, mas aproveito desde já para avisar que esta terça-feira não poderei estar presente no "Clube de Comédia" no Maxime.
No entanto, e sempre que falta um de nós, irá um convidado surpresa.
Farei os possíveis para estar presente na próxima semana.
Até breve

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Maravilha.

Quase afónico e com um espectáculo logo à noite no Maxime, uma entrevista na quinta-feira e uma participação num programa na sexta-feira.
Espectacular.
Ah, e no meio disto tudo lembrei-me que vou ser jurado do Dança Comigo no Gelo no Sábado.
Sim senhor.
Giro giro era cair-me um olho.
Só para estar mesmo em óptimas condições.
Já tomei umas 20 pastilhas para a garganta desde que acordei.
Acho que a voz não só vai voltar como vai voltar sendo a do Fernando Girão.
Vinha nos efeitos secundários.
Maravilha.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

António Lobo Antunes

Que bela entrevista.

Mais uma porta fechada. À chave.

É certo e sabido que se a minha carreira descambar como se espera, jamais terei um lugarzinho disponível no Pingo Doce.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

São Pedro:

Larga lá a merda do comando.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Em contagem decrescente...


...para o grande concerto de amanhã.
Lisboa, 21h30.
José Mário Branco, Fausto e Sérgio Godinho, juntos no mesmo palco.
Será memorável, com toda a certeza.
E eu lá estarei.

Ansioso...


...por ler "Caim", o novo livro do José Saramago.
E perceber o que anda a indignar meio mundo.
Especialmente o eurodeputado Mário David, que pede ao Nobel que renuncie à cidadania portuguesa sem sequer ter lido o livro.
Só porque sim.
É extraordinário como se dizem coisas destas e passam como se nada fosse.
Parecem-me bem mais graves estas declarações do que um livro que só comprará quem muito bem entender.
Chama-se liberdade de expressão.
Assim como a tem todos os seguidores católicos que escrevem a defender o catolicismo em todas as suas formas, algumas delas claramente duvidosas.
Igual liberdade de expressão.
Mas isto sou eu, que ainda não li o livro.

domingo, 18 de outubro de 2009

"Grey Gardens": O filme

Aqui há cerca de dois anos, falei-vos, neste post , sobre a importância que teve para mim um documentário extraordinário chamado "Grey Gardens".
Uma pequena obra prima daquelas feitas cem porcento de matéria humana.
Ontem vi o filme baseado nesse mesmo documentário e fiquei rendido às magnificas interpretações de Jessica Lange e Drew Barrymore (que ganhou um Emmy com este papel).
Claro que o documentário terá sempre uma força muito superior e este permanecerá sempre como a cópia, mas o esforço é mais do que conseguido e merece ser visto.

O trailer:

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Humorismo gastronómico

Há empregados de mesa que tentam ser engraçados.
Mais ainda quando os clientes são humoristas.
É já um clássico.
Terça-feira passada, no jantar de culto que eu, o Eduardo, o Aldo, o Francisco, o Nilton e o Óscar fazemos religiosamente antes de cada actuação do Clube de Comédia no Maxime, surgiu o patamar mais alto alguma vez presenciado pela minha pessoa.
Na presença de seis humoristas, o próprio cozinheiro practicou o humorismo directamente da cozinha para a mesa.
Muito à frente.
Eis a magnífica obra feita à base de limão, azeitonas e pimento, materiais que o próprio Cutileiro volta e meia usa:


Nota:

No fim deste mês irá para o ar um dos anúncios mais improváveis de sempre.
A ver vamos.

domingo, 11 de outubro de 2009

Santana-Costa

Hoje vota-se Lisboa.
Não se abstenham.
O meu voto já está na urna, em câmara ardente.
Vejamos mais logo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Juro pela minha vida

Hoje apareceram-me onze lagostins vivos em casa.
Parece que um vizinho meu tem um lago (um tipo pobre), e com as chuvas eles fugiram.
Foi, portanto, uma animação.
A normal neste tipo de situações, estou certo que já todos passaram por isso na vossa vida.
Amanhã prevê-se o aparecimento de uma sapateira e quatro zebras.
Vamos ver se se confirma.

domingo, 4 de outubro de 2009

MAC vs PC

Que grande conceito para um anúncio.
Tão simples e tão bom.
Ora vejam:

sábado, 3 de outubro de 2009

Os rabicholas

Daqui a uma semana os "Panisgas" vão fazer a coisa mais improvável de todas as que eu sequer imaginei para as personagens.
Mas vai acontecer.
Esperemos então por novidades.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sim sim.

A vida dá muitas voltas.
Prova disso é que ontem parte dos "Contemporâneos" estiveram à uma da manhã com o Granger.
E ficamos por aqui.
Nem mais uma pergunta.
Pshiu.


Muitas voltas mesmo.

Covers

E eu que pensava que era impossível fazer alguma coisa ainda mais desafinada do que a nossa versão musical do fim dos "Contemporâneos".
Mas parece que não.
Uma turma do 9ºA fez ainda pior (ou melhor, dependendo do ponto de vista).

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Curto-Circuito, dez anos

O Curto-Circuito comemorou 10 anos.
Como tal, convidaram-me para apresentar uma emissão com o Unas.
E assim foi, duas horas onde pude reviver um dos programas que mais prazer me deram até hoje, daqueles onde pude experimentar tudo o que havia para experimentar em termos de improviso e que serviram de trapolim para uma série de coisas que hoje em dia faço profissionalmente.
Foram três anos onde fiz emissões em directo, sem rede, e sem ideia pré-concebida antes de ir para o ar, e continua a ser essa a magia do programa: criar a partir do nada.
O Ribeiro, a Solange, o Unas, o Alvim, o Beja, a Teresa Tavares e a Rita Andrade foram algumas das pessoas que me acompanharam ao longo desse tempo.
Faltam muitas outras que estavam atrás das câmera e que davam muitas vezes o mote para o que nós faziamos na emissão.
Bons tempos, que guardarei para sempre com especial carinho.
E os amigos que ainda duram até hoje.
Lamechas.
Quase rabiças.
No limite entre um e outro.
Enfim.
Para quem não conseguiu ver essa emissão comemorativa dos 10 anos comigo e com o Unas, pode sempre ver parte dela aqui, aqui, e aqui, em que fecho o programa com um momento que já não fazia há muito tempo.
Um momento estranho e parvo.
Só.

"Reis da Selva"


Caríssimos:
É já hoje, pelas 21h25, na Rtp1, que vai ser emitido o documentário "Reis Da Selva", em que este que vos escreve vos fala sobre o maravilhoso mundo dos búfalos.
E também sou capaz de falar de outras coisas, mas a minha memória fica-se por aí.
Foi uma belíssima experiência pessoal e profissional, daquelas em que pensamos: "Receber dinheiro para fazer isto é um luxo absoluto".
E assim foi.
Uma viagem extraordinária da qual guardo as melhores memórias.
Parte dela é mostrada hoje na Rtp1.
A outra parte está aqui guardada.
Até lá.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

"Clube de Comédia"


Talvez já saibam.
Talvez não.
Ou se calhar sabem e preferiam não saber.
Mas a verdade é só uma: às terças-feiras, pelas vinte e duas horas, no mítico Maxime, em Lisboa, eu, Eduardo Madeira,o Nilton, o Aldo Lima, o Francisco Menezes e o Oscar branco, estaremos a fazer cada um cerca de dez minutos de stand-up comedy cada um.
Chama-se "Clube de Comédia".
A ideia não tem nada de inovador, porque é assim que funciona em todo o mundo, infelizmente só agora é que decidimos fazer em Lisboa.
De resto o processo em stand-up comedy é precisamente o inverso daquele que se practicou em Portugal: Primeiro deve-se andar por clubes a testar material e só depois levar à televisão o melhor dos melhores, para se ter segurança naquilo que se está a apresentar.
O objectivo é simples: poder testar textos antigos e alguns novos, com o único propósito de passar um bom bocado e de podermos melhorar os nossos espectáculos a solo.
O preço é simpático: cinco euros.
Não é possível reservar, só mesmo aparecer à porta da sala de espectáculos e comprar na hora.
O primeiro dia (terça-feira passada) foi um absoluto êxito, até um bocadinho demais porque ficaram cerca de duzentas pessoas à porta que espero que consigam ir amanhã assistir.
É bom fazer aquilo que se faz pelo mundo inteiro e que fazia falta por cá: ter um espaço onde possamos tranquilamente estar de perto com o público e sem a pressão de que tudo tenha ter cem porcento de piada, apenas a vontade de arriscar e esperar que o público decida.
É uma espécie de balão de ensaio.
E uma oportunidade de ver os meus colegas trabalhar.
Já sabem, amanhã estaremos todos por lá.
Temos um lugar à vossa espera.
(Muita bom este final, parecia um vendedor. Daqueles manhosos).

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Olhó coiso

Trabalho e mais trabalho, mas não me esqueci de vocês.
Ou melhor, esqueci-me de um ou outro que tinha couve no dente da frente.
Mas não se pode ter tudo.
Até breve, onde explicarei devidamente o que ando a fazer na minha vida.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

À trigésima oitava será de vez

Também não se pode dizer que seja muito.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Piloto semi-automático.

Regressado de um espectáculo no Algarve com o Manuel Marques e o Eduardo Madeira.
Foi ao ar livre e estavam rajadas de cerca de 470 km/h, e estou a atirar um número por baixo.
E que melhor recepção no regresso a Lisboa do que ter ficado parado, literalmente, durante uma hora e quarenta minutos no viaduto Duarte Pacheco?
Não foi parado em pé, a olhar para um prédio, foi no trânsito.
(Convém esclarecer estas coisas para ninguém se chatear)
Foi uma experiência divertida, daquelas em que tive tempo de ver as minhas unhas crescer e pensar em que lar quero ficar daqui a quarenta anos se não falecer antes vítima de falta de assunto.
Entretanto o "Tubo de Ensaio" já regressou a todo o gás à antena da TSF e lá para o Natal eu e o João Quadros contamos de ter o segundo livro pronto com os textos do programa.
É mais para vos maçar quando vão a uma Fnac do que outra coisa qualquer.
Amanhã partirei para Alcácer do Sal para mais um espectáculo que, para bem de todos, será dentro de um recinto onde o vento (se tudo correr bem), não consegue entrar.
Mas fechei o dia da melhor maneira com dois convites que podem ser muito jeitosos.
A ver vamos.
Agora vou ali marrar trinta páginas de texto sobre Delegados de Informação Médica, essa profissão que provoca tantas e tantas gargalhadas pelo país fora.
Até amanhã, e o último a sair que deixe a chave debaixo do tapete.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O estado das coisas

Hoje o meu pai contou-me que sonhou que estava todo nú no Minho à procura de um telefone para fazer uma chamada.
Ora...
Pois.
Exacto.


Vou acreditar que foi só um sonho.
Pelo sim pelo não amanhã vou comprar o 24 Horas.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Está confirmado!

E mal posso esperar para assistir a história feita no presente.

Parabéns ao coisinho

Então este querido blogue fez quatro anos ontem e ninguém dizia nada?
É verdade.
Quatro anos e no fundo parece que foi há quatro anos.
Impressionante.
Serve também este querido e amoroso post para vos informar que o "Tubo de Ensaio" está de volta, já a partir de segunda-feira.
E vocês ralados com isso.
Sabem aqueles fins-de-tarde perfeitos, com a música certa, no sítio certo, e com a temperatura certa, que nos fazem sentir orgulhosos de estarmos nesta vida?
Não é o caso.
E achei que era interessante partilhar.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

1929-?



Já foi dito tudo o que havia para dizer sobre a partida do nosso querido Raul Solnado.
Deixou uma herança do tamanho de Portugal, e essa ninguém nos tira.
Teve, quanto a mim, como trunfo maior a inteligência com que construiu a sua carreira, coisa que muito ele estimava.
A primeira pergunta que ele me fez quando o conheci foi: "Tu queres fazer umas coisas ou queres uma carreira?"
E esta pergunta fez-me pensar mais do que aquilo que eu era capaz na altura.
Percebi que de facto a diferença é mais que muita e que tudo nasce a partir dessa pergunta.
O Raul soube construir uma carreira com todas as peças no sítio certo, cuidadosamente estudadas para não ruírem ao mínimo tremor.
E a par disso era um homem de peito cheio, com o sentido de dever cumprido no assunto: "aproveitar a vida".
Tinha a simpatia de uma criança desenhada no rosto, que desarmava quem quer que fosse.
E uma modernidade que fez com que todas as suas imagens de arquivo sejam ainda hoje momentos de frescura cómica.
O que mais me emocionou na minha experiência com o Raul foi perceber a vontade de trabalhar que tinha dentro dele, e o coração que teimava em atrasá-lo.
Tinha o coração gasto de tanto o viver.
Não quero ir mais para os clichés que se usam nestas alturas, mas ficarei para sempre com a memória de no último dia de gravações o Raul ter-me chamado e ao nosso realizador e ter dito: "Hoje foi a última vez que fiz televisão, já não tenho mais forças. Obrigado por estes momentos."
Ao ver as "Divinas Comédias" não consigo parar de pensar o quanto ele estava ansioso por ver o resultado final, que seria partilhado num jantar que iria acontecer quando o primeiro episódio fosse para o ar.
"Vês, como afinal querias uma carreira..." disse-me há uns meses.
E quero.
Que seja um décimo da do Raul, e já fico de papo cheio.
Até sempre.

A frase que Raul queria no seu epitáfio é de uma grandiosidade exemplar:
"Aqui jaz Raul Solnado, muito contra a sua vontade"
Sublime.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Do caraças

Ora aqui está o tipo de notícia que nos deve deixar a levitar.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Foto reportagem

O enorme Vasco Casquilho, amigo e fotógrafo, esteve no Chiado com "Os Contemporâneos" no dia em que gravámos aquele que é já um êxito europeu, o afamado "Enifininauei".
Agora pouca conversa e toca a dar um salto até aqui para verem fotos e videos desse dia que mudou para sempre a história da música alternativa.
E eu vou só ali ver se sempre é verdade aquela coisa de uma pessoa se poder deitar na areia da praia, e coisas desse género.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Curtíssima Metragem

Um grande momento do Manuel Marques, ontem, durante a festa d´"Os Contemporâneos", à beira-rio.


Fim da terceira temporada

Dois momentos de rara beleza que encerraram "Os Contemporâneos" ontem:



e



Agora vou só ali recuperar o meu fígado que a festa de despedida de ontem foi um tanto ou quanto violenta.
Até já.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Tá certo

Anteontem, enquanto passeava na Feira Medieval de Caminha:
"Olha o Aldo Lima! É alto pra caralho, o cabrão."
E pronto, está feito o meu currículo.
Boa noite e obrigado.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Mala pronta

A preparar-me para uma viagem de trabalho até Valença do Minho que fica a uns 75,000 quilómetros de Lisboa.
Mas vai saber mais do que bem.
Já o disse várias vezes, mas repito: é no norte que me sinto realmente em casa.
Talvez por ter lá raízes, e por receberem sempre com os braços abertos, mesmo quando não podem.
Para a semana será a última de gravações dos "Contemporâneos" antes de pararmos por um tempo.
Saudades antecipadas.
Mas disso falarei com mais calma quando voltar.
Por agora: caminha.
Até.

sábado, 18 de julho de 2009

O Homem Nú

Houve alguém (doente) que se deu ao trabalho de isolar o momento.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Agenda

Tenho cerca de três mil e quatrocentas coisas em atraso para fazer.
Não conto de as fazer antes de 2015.
E é muito isto.
Adeus e que nosso senhor vos acompanhe em toda a vossa vida.
Menos em banhos de imersão, porque fica com a imagem embaciada.
Tirando isso ele nunca vos vai largar.

E agora só mais uma linha.

E aqui outra.

Última.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Fim de carreira em nome da caridade

Meus caros, o programa de ontem já se encontra aqui.
Cerca dos 36 minutos e 50 segundos acontece o fim da minha carreira.
Foi gira enquanto durou.
Recordo mais uma vez que hoje é a apresentação do dvd da segunda série dos "Contemporâneos" pelas 19h na Fnac do Chiado.
Até lá!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

"Cemetery Junction"

Ansioso para que esta coisinha fique pronta e em dvd.
Para já, apenas um teaser:

"Os Contemporâneos", parte II


A partir de amanhã, a segunda série dos "Contemporâneos" estará à venda.
É uma boa prenda para oferecer a pessoas coxas, porque se colarem à sola do sapato dá para nivelar o andar e parecer que está tudo bem.
Mas não está.
O lançamento oficial será no dia 13 de julho (já na próxima segunda-feira) pelas 19h na Fnac do Chiado.
Apareçam por lá, que nós lá estaremos.
E levem um amigo coxo.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Mais uma baixa

Sou especialista em arrombar pessoas nas gravações.
Já não se contam pelos dedos das mãos as vezes que lesionei colegas dos "Contemporâneos".
Ainda se conseguem contar pelos dedos aquelas que foram intencionais.
Sem contar com o Manuel, que eram necessárias sete mãos e dois dedos avulso.
Mas há uns dias consegui uma coisa em bom: Fazer com que o Dinarte não consiga dormir há três dias com dores, nem tão pouco consiga virar o pescoço para o lado direito.
Não foi fácil, até porque se trata de um tipo de lesão muito específica, só ao alcance dos mais treinados para o efeito.
Felizmente ficou filmada, para ele, quando tiver 74 anos, mostrar aos netos porque é que eles têm sempre de falar com ele no lado esquerdo.
Reparem, no 1 minuto e 52 segundos desta cena, em que eu agarro nele, escorrego, e ele bate com os costados no chão, bem ao estilo do wrestling.
O Eduardo Madeira disse mais tarde que quando viu aquela cena achou que o Dinarte tinha parado de respirar cerca de cinco segundos só para se acalmar e perceber se tinha morrido.
Mas acima de tudo não tirem os olhos dele e reparem que ele se levanta em sofrimento agarrado à cabeça, e eu não satisfeito, mando-o para cima de uns sacos de entulho que lá estavam.
Ele fica lá de pernas para o ar em sofrimento, como as baratas, e eu ainda não completamente satisfeito, faço um vôo para lhe aviar um moche e para tentar terminar com a sua dor de uma vez por todas.
Ele, infelizmente, consegue-se desviar.
Reparem ainda que os meus colegas apenas conseguem dizer "este gajo é maluco" e "esbardalhou-se".
O próprio Sérgio Oliveira (jornalista do "Só Visto"), que foi incansável nesse dia, está com ar de quem não está a perceber muito bem porque é que estamos a matar um colega do elenco naquele preciso momento.
E o mais doentio é que não consigo parar de ver a queda em loop.
Sim senhor, não é todos os dias que acontecem coisas tão bonitas na nossa televisão.

sábado, 4 de julho de 2009

Está fechado

Hoje foram acertados pormenores para um dos projectos mais aliciantes em que estarei envolvido.
Acho que pode ser uma coisa em bom, daquelas que precisam quase de meio ano de trabalho até se ver o resultado final, mas vai valer a pena de certeza absoluta.
Para já não vos posso adiantar muita coisa, apenas que será em 2010.
Serão os primeiros a saber.
Esqueci-me também de vos dizer que o "Tubo de Ensaio" da TSF está de férias.
Contamos de voltar em Setembro.
Logo agora que havia tanta coisa boa para dizer.
Mas podem sempre continuar a ouvir as crónicas via podcast, no Itunes.
Aproveito ainda para agradecer a todos os que fazem com que esse mesmo podcast continue em primeiro lugar no top do Itunes.
Vocês estragam-me com mimos, e continuam a ser os filhos que nunca terei por causa da papeira.
Agora vou só ali jantar.
Ou melhor, vou cozinhar, o que não quer necessariamente que vá jantar.
Depende do resultado final, que se tudo correr bem vai ser uma coisa parecida com cimento-cola.
Até breve!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Tiro ao cronista

Li num jornal que o Nuno Eiró, enquanto estava na varanda do estúdio do programa "Fátima", levou um tiro de uma pressão de ar.
O jovem que disparou a arma disse que só o fez para se divertir.
Era isso ou uma pomba.
São escolhas.
É só isto.
Boa noite e obrigado.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Mais um

Ontem, concerto do Camané com Mário Laginha e a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Centro Cultural de Belém.
Extraordinário.
Considero o Camané o melhor fadista português da actualidade.
Quase a par com o Carlos do Carmo, que muito admiro, mas o Camané tem uma luzinha especial que não dá para explicar.
Nem convém.
Para além de ser de uma humildade que o engrandece.
Tive o privilégio de assistir aos ensaios no dia anterior e perceber a mecânica por detrás de um concerto desta grandiosidade.
É inexplicável o rigor e profissionalismo de todos os músicos da Orquestra Metropolitana até chegarem ao rigor que o maestro lhes pede.
E os arranjos do Mário Laginha transformaram os fados do Camané em algo ainda maior.
Um concerto de duas horas que fica na caixa negra do peito.
Agora vou ali mentalizar-me para o facto de amanhã ter de mergulhar na água da praia do Samouco.
Sim, do Samouco.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

"Toca aquela!"

Acabado de chegar do concerto de Manuel Cruz no São Jorge, resta-me apenas forças para dizer o seguinte:
Aquele senhor é de um talento gigantesco.
E não há nada que me emocione mais do que talento puro ser reconhecido por uma sala cheia.
O trabalho de noites em branco chegar a tantas pessoas da mesma maneira é só por si uma força extraordinária.
Depois, quando não estiver a dormir, falarei mais sobre o concerto.
Por agora, deixo-vos com esta música do álbum "Foge Foge Bandido" do Manuel Cruz, e que adoro.
É boa, e isso chega:

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Oh diabo




Ora, parece que o podcast do "Tubo de Ensaio" entrou para o primeiro lugar do "Top Podcast" do Itunes.
Muito obrigado a todos os que lá foram.
Reparo agora que a frase "todos os que lá foram" pode também ter uma conotação bardajona.
Mas não é o caso.
Palavra.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ligeira actualização


Pois bem, parece que o "Tubo de Ensaio" (o meu programa e do João Quadros da TSF), já está disponível no Itunes.
Até agora só estava dísponivel em podcast através do site da TSF, mas agora foi resolvida a questão e já podem subscrever as crónicas directamente na secção de "Podcasts" do Itunes.
É mais fácil.
Ah, e o livro ainda continua à venda e de boa saúde.
Parece que está a sair muito bem.
Devem portanto continuar a comprar porque a prestação da casa também se mantém.
E no fundo é só isso.
Adeuzinho, sim?

terça-feira, 2 de junho de 2009

Variadíssimas coisas de interesse relativamente coiso


Há coisas que não se devem perder na vida.
Aqui fica uma:
Manuel Cruz ao Vivo no Cinema São Jorge a 9 de Junho.

Outra também que não é de perder:
O último episódio dos "Contemporâneos", do qual ficámos especialmente orgulhosos.
Está todinho aqui
Espero que gostem, caso contrário já não estamos a aceitar trocas.
Entretanto fiquem atentos que não tarda nada vai ser lançada a segunda série em DVD.

Por último queria apenas dizer que as "Divinas Comédias", documentário sobre a história dos 50 anos de humor na televisão, que apresentei com o Raúl Solnado, já está toda gravadinha e a ser editada para depois ser entregue e reproduzida na RTP.
Foi um prazer enorme poder trabalhar com o Raúl que se mostrou de uma disponibilidade extraordinária.
E perceber que o que ele sabe de comédia e daquilo que pode ou não resultar ainda está mais do que afinado, e isso é comovente de assistir.
Assim que tiver novidades relativamente ao dia em que vai para o ar deixo aqui uma pequena nota no blog.
Agora vou para ali fazer coisinhas variadas e tentar perceber como é que se ocupa uma semana semi-livre pelo facto de não haver gravações dos "Contemporâneos" esta semana, uma vez que este domingo não vai haver programa por ser dia de eleições europeias.
Mas é sempre um bom motivo para rever o Gepeto (Vital Moreira) na televisão.
Não há dinheiro que pague isso.
Até lá.

domingo, 31 de maio de 2009

Hoje

Um dia do caraças.
Venham mais, e com estas noites que não pedem mais do que uma t-shirt.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Auto-Pilot --------> ON

Estou oficialmente em piloto automático.
Hoje gravei doze horas e a determinada altura pensei que a minha cara ia derreter e que me ia deixar morrer vestido de "Panisgas".
Era um funeral lindo de se ver.
Eu, com óculos guarnecidos de lentes da grossura de um tijolo e com um fato de treino finíssimo.
Adiante.
Temos, para esta semana, sketches que roçam a comédia, entre os quais estão dois que eu penso que podem ser particularmente bons. (parece que sou um empregado de restaurante a aconselhar os pratos do dia)
Um dos sketchs envolve um novilho de 200 quilos com o qual tivémos um frente a frente ontem na praça de touros do Montijo.
Parece-me que nunca um grupo de humoristas achou que a verdadeira comédia se encontrava na possibilidade de levar uma valente cornada no lombo.
E bem.
Eu parti o dedo mindinho há uma semana num sketch em que aviava umas bolachadas no Manel e não pude, neste bonito sketch que envolvia um novilho, fazer o papel de "forcado da frente", como estava designado no guião.
Foi o Lopes.
Resultado:
O Lopes partiu o polegar na pega ao novilho.
A vida é mesmo assim, ainda que sabendo que é mais de homem partir o polegar do que o mindinho, se bem que o meu mindinho ficou durante uns dias do tamanho do polegar, mas em compensação o polegar do Lopes ficou do tamanho do meu tornozelo.
Enfim.
Pelo sim pelo não amanhã, ao fechar a porta do carro, vou partir dois dedinhos ao Dinarte, só para a coisa ficar equilibrada.
Daqui a umas horas também se afigura um dia jeitoso.
Até porque estaremos a gravar na praia do Samouco, localidade que só por si dava um belíssimo título para um disco de música popular portuguesa.
Vou então dormir na paz do senhor.
Até.

sábado, 23 de maio de 2009

Este domingo

Programa editado e entregue na RTP.
Acho que é capaz de ser o episódio mais diversificado desta terceira série, por ter vários cenários e falar de vários assuntos actuais mas completamente diferentes.
Ao que tudo indica, o programa este domingo irá para o ar às 22h35, a seguir às "Escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa", e aquele que será logo o sketch de abertura do programa foi a coisa mais delicada que gravámos até hoje.
Vejam a extraordinária inteligência e poder de encaixe do nosso convidado desse sketch.
Vamos ver como resulta e depois falamos melhor, que eu não quero estragar a surpresa.
E agora vou ali num instantinho e já venho.
Não se preocupem que eu levo a chave.


P.s.- Parece que o Eduardo Cintra Torres disse bem de nós ("Contemporâneos") no "Público".
Ainda estou a digerir se isso é bom ou mau.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Parte II




Daqui a cerca de uma hora vai-se gravar a "sequela" deste sketch.
Fiquem atentos porque vai ter um convidado mais do que especial.
Até lá.

sábado, 16 de maio de 2009

Tempos livres

Há quem julgue que os actores são criaturas infantis.
Especialmente aqueles que fazem comédia.
É falso.
E a prova disso são as fotografias em anexo.
A tira branca é fita adesiva, mas já fiz trabalhos melhores.

Antes:


Depois:


O que mais preocupa no meio disto tudo é o seguinte:
Quando estava a ser maquilhado para o programa, ouvia uns gemidos na sala do guarda-roupa e não percebia bem o que se estava a passar.
Eram uns gemidos diferentes do normal porque tinham um som de velcro a ser descolado como música de fundo.
Era o Manel, sozinho, que tinha acabado de depiladar um braço inteiro enquanto gemia e lhe vinham as lágrimas aos olhos.
O resultado tinha sido este:

Um trabalho bem mais conseguido que o meu, mas numa zona que demasiado piegas.
Daí eu ter apostado o trunfo no peitinho do menino.
Portanto, como podem comprovar, não somos infantis.
Somos...diferentes.
Ou talvez não.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

"Não há duas sem três"

E não é que esta música não me sai da cabeça?
Uma grande versão dos Balla, para uma música do Carlos Paião.

Actualização de sistema

Ora bem, então o que se passa é o seguinte:
Parece que o Tubo de Ensaio já está finalmente disponível em podcast.
Demorou mas valeu a pena.
Podem encontrar as crónicas nesta morada.
Aviso também que os "Contemporâneos" deste domingo irão para o ar cerca de uma hora mais tarde, uma vez que a RTP vai ter futebol às 19h (Sporting de Braga- Benfica), que atrasa toda a programação.
Mas mesmo assim é preferível passar tarde do que não passar (penso que será por volta das 23h00, pelo menos é a informação que tenho).
Para finalizar apenas quero dizer que hoje à noite vou matar indivíduos com relativa violência no "Call Of Duty" com uma certa e determinada malta que sim senhor.
Há quem prefira yoga, mas provoca cãibras tramadas.
Um grande abraço para todos os que estão desse lado.
E entreguem outro a quem não está.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Era uma vez...

E se de repente eu hoje durante o sono tivesse conseguido desligar dois alarmes e só tivesse acordado uma hora depois do suposto porque todos os telefones de casa estavam a tocar?
Pois bem.
Era só uma hipótese.

sábado, 9 de maio de 2009

Estreia. Para nós.


Uma glória.
E porquê?
Por se ver o rabo do Manel, num rigoroso exclusivo.

"Science"


Ora aqui está uma bela razão para ir a Inglaterra.
Deixa-me cá ver se a minha agenda é compatível com a do Ricky.
Se não for ligo-lhe e digo-lhe uma ou duas das boas para ele se acalmar.

"Gota d´Água"




Isto é um musical extraordinário.
Palavras para quê, é do grande Chico Buarque.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Amanhã

O programa de luxo que se impunha:

Edição dos "Contemporâneos"
mais:
Estoril Open
mais:
Musical do Chico Buarque: "Gota d´Água"
mais:
Cear qualquer coisa que me vai deixar cheio e depois mal disposto quando me deitar por ainda estar a fazer a digestão.

Maravilha.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Queixas e Variedades

Parece que houve queixas para o provedor do espectador referentes ao sketch dos "Contemporâneos" docemente entitulado: "A Vida Badalhoca de Salazar".
Vou tentar explicar, com alguma calma:
O sketch que fizemos era baseado n´"A Vida Privada de Salazar", série emitida pela SIC que, para quem não viu, era basicamente um filme de engates mas com um ditador para disfarçar.
E foi com base nisso que partimos para a nossa ideia.
Não era sobre o Salazar em si.
Se o sketch fosse sobre o próprio Salazar teria o dobro do tempo e o texto seria escrito em quinze minutos.
Enfim.

Passei o dia a dormir, tal era o cansaço destes últimos dias de gravações.
três dias de gravações para fazer um total de quarenta minutos de programa não é nada.
É mais do que à risca, por muito que custe a acreditar.
Parece-me que vamos ter um episódio com sketches que podem numa altura ou noutra piscar o olho à comédia, mas de longe.
Palavra que continuava a escrever mais uma frase ou outra, mas tenho três textos para estudar e o meu despertador já me avisou que às sete da manhã tem coisas para me dizer.
Aos berros.
Hoje insultei menos o Dinarte e mais a Carla.
Ela tinha uma roupa que merecia e o Dinarte passou para segundo plano.
O Lopes fez trinta e um anos.
Já faltam menos.
O Manuel fez outra vez de mulher (no programa, pelos menos que eu saiba) e fica automaticamente igual à irmã (Ana Marques), se ela fosse atropelada por um autocarro turístico de dois andares.
Agora vou mesmo dormir senão ainda adormeço a meio da frase, o que norm

sábado, 2 de maio de 2009

"Osama"



Este filme é avassalador.
E há pouco mais a dizer.
Apenas que é a primeira obra inteiramente Afegã desde a ascenção e queda do regime Talibã.
E que é uma história baseada em factos reais.
O resto é demasiado para se reduzir a palavras.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Promos para a internet

Enquanto dia três de maio não vos dá a estreia da terceira série dos "Contemporâneos" fiquem com as promos que gravámos para a net.
Para esta semana está tudo gravado, amanhã vou para a edição para então dar o programa por terminado e ser entregue na RTP.
Já sentia saudades de rir de coisas parvas e que só nós achamos piada.
Hoje estive fechado durante uns largos minutos, vestido, dentro de uma sauna.
Mas acho que valeu a pena, tem momentos que dificilmente se vão repetir, até para bem da sanidade mental dos espectadores.
E mais não posso adiantar.
Ou melhor, posso, mas é capaz de não valer a pena.
Aqui ficam as promoções, primeiro a do Chato e depois em baixo podem escolher e ver a dos Panisgas.
Chato e Panisgas, é este o bonito bilhete de identidade do nosso programa.
Até domingo, um abraço coiso.

terça-feira, 28 de abril de 2009

É oficial

Hoje às oito horas da manhã arrancam as gravações da terceira série dos "Contemporâneos".
Que tudo corra bem.
Até breve.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Vai ser fresco.

Ainda agora começou o dia e já sei que vai ser alucinante.
Porquê?
Porque ao estar a escrever isto já estou atrasado para duas coisas.
É por isso.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

"The Pink Panther"


Acabei de comprar uma bela caixinha de dvd´s:
A Pantera Cor-De-Rosa.
Tem Peter Sellers como protagonista numa criação genial (o inspector Clouseau) que foi baseada numa caixa de fósforos com uma fotografia de um homem de bigode, que ele tinha comprado a caminho das filmagens e numa gabardina da Burberrys que tinha também adquirido há pouco tempo.
O resto foi apenas o essencial para um actor deste calibre:
dar liberdade para o improviso e aproveitar ao máximo a sua facilidade para criar situações de humor físico, onde o grande segredo é parecerem o mais naturais possível (o que é, por vezes, impossível).
Tudo o mais ficou para a história.
Ainda assim, os filme dele que mais me marcaram e que recomendo vivamente são "A Festa" e "Dr. Strangelove", este último de Stanley Kubrick, e que nos últimos minutos tem alguns dos seus melhores momentos de sempre, e que não os adiantarei para não correr o risco de estragar a surpresa a quem ainda não viu.
Descobri ainda que a sequência do filme "Monty Pythons e o Cálice Sagrado" em que usam côcos para imitar o som de cavalos, é, na verdade, uma criação de Peter Sellers, numa série produzida pela BBC.
E esta, hein?
Aos trinta e oito anos sofreu (ao que li) treze (sim, treze) ataques cardíacos e morreu aos cinquenta e quatro anos, curiosamente, vítima de ataque cardíaco.
Mas deixou-nos uma herança mais do que valiosa:
A arte de fazer humor.
Aqui fica uma pequena amostra de doze segundos:

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Chopin

Depois de dez horas de trabalho, sabe muito bem.
Para além de dar um ar profundamente intelectual.
Imaginem-me a escrever este post com uma camisola de gola alta preta e uns óculos de massa.
Vá, ouçam lá que é do mais bonito que já se fez para piano.

Elá!

Pois parece que os "Contemporâneos" foram nomeados para melhor série de comédia no Festival de Monte Carlo.
Confesso que já sabia há alguns dias mais ainda não era oficial e tive de esperar uns dias até poder tornar público.
Mais: eu e o Nuno Lopes estamos nomeados para melhores actores numa série de comédia, e a Maria está nomeada para melhor actriz num programa de comédia.
Aconteça o que acontecer já dá um quentinho no estômago ver o meu nome ao lado de nomeados como o Steve Carell e o Alec Baldwin.
Os meus parabéns também aos outros actores portugueses nomeados, se quiserem mais informações podem ver nesta página.
Agora é esperar até Junho para saber quem são os vencedores.

Mudando de assunto, hoje estive novamente a gravar com o grandioso Raúl Solnado mais uma parte de um documentário para a RTP sobre a história do humor na televisão portuguesa, que se chamará "Divinas Comédias".
Estivemos a gravar dentro de um jacuzzi, o que dá uma certa classe à coisa.
Ou não.
Ainda não há data para ir para o ar, mas assim que a souber partilho convosco.
Para já só posso partilhar que está a ser um prazer trabalhar e ouvir as histórias extraordinárias que o Raúl está sempre a contar a toda a equipa.
Tem um arquivo mental de meter inveja, um bom gosto notável a fazer humor, e a melhor frase de sempre sobre a comédia:
"Fazer rir ou é fácil ou é impossível".
E é.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Alerta!

Amanhã, depois do almoço, estarei numa sauna com o Raúl Solnado.
Achei por bem que isto se soubesse por mim primeiro.

P.s.: É em trabalho.
Juro.

Fisher and Sons

Bem sei que já aqui me confessei fã da série "Sete Palmos de Terra".
Sei também que a série já acabou há quatro anos.
Mas cada vez que vejo uma má série (que foi o caso), apetece-me dizer isto vezes e vezes sem conta:
"Sete Palmos de Terra" é, para mim, a série mais bem escrita de sempre até hoje, e ainda com o trunfo de conter o melhor último episódio de qualquer série que tenha visto.
A ideia de uma família que vive numa casa que é também uma agência funerária só pode correr bem.
Alan Ball, o produtor/realizador/argumentista, que escreveu entre outas coisas o lindíssimo "American Beauty", disse que parte do segredo da série reside na aposta em actores com experiência de teatro e por tudo ser filmado com o mesmo cuidado com que se filma em cinema.
E isso percebe-se, nunca se tinha feito nada assim, nem nunca se tinha falado da morte tão abertamente e com tão bom gosto.
Os cenários são cuidadosamente escolhidos, os actores são extraordinários, a banda sonora é igualmente extraordinária e a realização e os argumentos são daqueles cometas que passam por nós muito de vez em quando.
A nova série que ele (Alan Ball) está a produzir chama-se "True Blood" e é sobre vampiros.
Encomendei hoje pela Amazon mas confesso que tenho algum receio de não aderir ao universo vampiresco.
Ainda assim, está feita a aposta.
E para os mais desatentos que perderam os "Sete Palmos de Terra": vão já comprar.
Garanto que não se vão desapontar.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Ligeiro apontamento

Por favor: sol.
Vá lá.
Nem tem de ser em quantidades industriais, só um bocadinho que seja para andar na rua sem ter de levar casaco e camisolas anafadas.
É que esta chuva vinda do nada desmoraliza o cidadão.
O sempre vosso:
Bruno.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Não gosto de iscas

Volta e meia vou a um restaurante lá para os lados de Cascais e o dono do restaurante, sempre que me vê lá, vai ter comigo à mesa e dispara-me o seguinte:
"Epá, ouvi-o hoje outra vez no Tubo de Ensaio. Eu acho aquilo muita forte pá, não consigo rir".
Ponto.
Deseja-me uma boa refeição, faz-me um sorriso e eu faço o mesmo, aceno com a cabeça e sorrio também.
Recomeço a comer as entradas.
Agora surge uma questão:
Eu não gosto de iscas.
Gostava quando era mais novo mas depois deixei de gostar, quando percebi que não era bifes com um sabor estranho mas sim fígados de um valente gado bovino.
Ora, se eu optar por ir todos os dias a este restaurante, pedir iscas, e depois for ter com o dono para lhe dizer:
"Epá, comi hoje outra vez estas iscas de cebolada. Eu acho aquilo muita mau pá, fico mal disposto".
Se eu fizer isto sou considerado uma parvo de alta patente, certo?
Certo.
Razão?
Simples: O menú tem várias opções, eu não gosto de iscas, e insisto em comer esse prato todos os dias só para ficar mal disposto e embirrar com o dono do restaurante.

Enfim, era só uma equação na qual andava a trabalhar há já algum tempo e precisava de a materializar.
Posto isto, deixa-me cá ir gravar um texto para a Tsf sobre a sexta-feira santa.
E amanhã?
Almoço em Cascais.
Isquinhas.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Isso é que era

Para quando um carro que acorda de manhã e vai sozinho à inspecção?
Isso é que era verdadeiramente espectacular.
Se isso não se resolver até amanhã às 14h lá terei de ser eu a fazer isso por ele.
Exijo talvez um carro que no mínimo me faça um check-up de saúde anual, para ficarmos aqui em pé de igualdade.
Tenho dito.
Obrigado e boa noite.

sábado, 4 de abril de 2009

"Esta Noite Improvisa-se"


Fui ver com o meu bom amigo Dinarte Branco, o qual insultei consideravelmente por uma simples questão de falta de assunto, uma das melhores peças de teatro que vi recentemente.
Chama-se "Esta Noite Improvisa-se", uma peça de Luigi Pirandello, levada a cena pelo grupo de teatro Artistas Unidos, no Teatro Dona Maria II.
A encenação do Jorge Silva Melo é das coisas mais inspiradas que o vi fazer, com momentos em que somos atropelados por imagens esmagadoras que só se julga serem possíveis no cinema, graças às maravilhas da pós-produção.
Um desses momentos é uma procissão que deslumbra obrigatoriamente qualquer pessoa que tenho o mínimo de sensibilidade a passear pelas veias.
A minha homenagem também a todo o elenco que faz um trabalho extraordinário de representação, e que de certo tem a noção de estar a construir a história do bom teatro.
Destaco os nomes de António Simão e Silvia Filipe, pelas brilhantes interpretações que se destacam no meio de tantas outras, também elas merecedoras dos mais fortes aplausos.
Bem sei que a sugestão é muito em cima da hora, até porque a peça só pode ser vista hoje e amanhã.
Mas se conseguirem bilhetes e se quiserem ver o que de melhor se faz por cá, não hesitem:
Corram para as bilheteiras.
E se disserem que está esgotado tenham a paciência de esperar até à hora do espectáculo porque regra geral há desistências de última hora.
Se não gostarem peço as minhas desculpas, nesse caso será simplesmente porque não falamos a mesma língua.
Agora vou buscar a melhor comida do mundo ao melhor restaurante do mundo.
O próprio Miguel Esteves Cardoso, um belíssimo garfo, se rendeu há pouco mais de um mês.
Qual é?
Este segredo guardo só para mim, senão ficamos todos a saber o mesmo, e é desagradável.
Despeço-me com relativa amizade.
Ou com menos ainda, uma vez que nunca vos vi na vida.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Um Almodóvar para todos

Ora aqui está uma bela notícia.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Mói

Porque é que alguns meios de comunicação se apropriam dos meus textos do blog e depois fazem uma receita deles com ingredientes diferentes dos originais?
Uma dica: Control C e depois Control V.
Chama-se "Copy Paste" e normalmente funciona em computadores com personalidade moderada.
Porra.
Não mata, mas mói.

terça-feira, 24 de março de 2009

Será?


Muito se fala sobre o estado de saúde do actor Joaquin Phoenix, depois de ele ter aparecido no Late Show do David Letterman aparentemente apático e monossilábico.
Fisicamente está completamente alterado, isso também.
Decidiu deixar de representar e dedicou-se inteiramente ao hip hop.
Agora, será que sou só eu que acho que não passa de uma personagem extremamente bem estudada?
Ou os americanos acreditam de facto que é algo mais?
Eu chamo-lhe marketing, mas posso muito bem estar enganado.
Decidam vocês:



David Letterman com uns timings de entrevista geniais.
Com destaque para um momento brilhante no fim do programa em que diz "Joaquin, i´m sorry you couldn´t be here tonight".

"O Bom Português"

Sou um fã do Vasco Santana.
Já era moderno à época, e hoje em dia mantém essa frescura e genialidade intactas.
Não é coisa fácil.
Está até bem mais próximo do impossível.
Comprei uma caixa comemorativa dos grandes clássicos de cinema português onde vinha também incluído um documentário sobre a vida e carreira do Vasco Santana.
Fiquei a entender um bocadinho mais daquilo que ele representava na altura, mas recomendo vivamente que revejam os clássicos do cinema português.
Há qualquer coisa que se perdeu nos dias de hoje, quando se vê um filme português.
A vontade continua lá, assim como o reconhecido talento de alguns actores e realizadores.
Mas a pureza de contar uma história para TODO o público ficou algures pelo caminho.
Perdeu-se a simplicidade.
Ganhou-se a complexidade que é muitas vezes confundida com inteligência.
E uma coisa que nunca hei-de compreender: porque raio é que insistem em fazer filmes nacionais quase às escuras, onde mal se vê o actor e ainda menos se ouve o que ele diz?
Pode parecer impressão minha, mas até na época do preto e branco os filmes tinham mais luz, e o som estava todo lá.
E para todos.

sábado, 21 de março de 2009

Sim sim

Assim que vem o bom tempo vem também um grupo de pessoas que diz: "sim sim, mas parece que já deram chuva para amanhã".
Porquê?
Porque é o nosso fado.

terça-feira, 17 de março de 2009

Coiso.

Meus caros amigos.
Olá aos três.
Peço alguma desculpa pela minha ausência mas estive no Porto a trabalhar e só hoje parei um bocadinho para saber como é que vocês estão.
E então, como é que vocês estão?
Espero que bem.
Se tiverem mal já sabem que não é o tipo de coisa que me faça deixar de dormir, mas tomarei nota na minha agenda logo a seguir a "cortar as unhas dos pés".
Serve o presente post para vos dizer que a estreia da terceira série de "Os Contemporâneos" foi adiada para dia 3 de Maio.
Por nada de especial, simplesmente por questões de grelha da RTP.
Amanhã teremos reunião de equipa para trocar ideias para o programa.
Depois dou-vos novidades, dentro do possível.
Despeço-me com relativa amizade, tá bom?
Óptimo.

sábado, 14 de março de 2009

Entrevista central

Minha.
Hoje, na revista Tabu do semanário "Sol".

quinta-feira, 12 de março de 2009

Em piloto automático

Com a cabeça em papa.
Amanhã apresentação de uma Gala em Santarém.
Cedo.
Sábado espectáculo para uma empresa no Porto.
Também cedo.
"Comédia" e "manhã" não nasceram para povoar a mesma frase.
Há ainda os nervos no dia anterior, que não ficam mais discretos com o tempo.
E uma semana alucinante que se avizinha.
Cansa, mas não trocava por nada.
Nada.

terça-feira, 10 de março de 2009

Um pequeno nada

Ler o jornal numa esplanada.
Coisa simples, mas com o sol a bater valem por muito.
E assim foi.
Que o bom tempo fique pelo menos uma semana, para lembrar o corpo que vale a pena.
Está a contar.

quinta-feira, 5 de março de 2009

É o vento


As árvores dobram-se e voltam a si.
Insistem com as unhas ancoradas na terra para não perderem a morada.
Para mais do que isso falta-lhes a força.
Pessoas a apertar casacos no peito.
É sempre aí que apertam, com medo que fujam de lá as memórias penduradas por arames velhos.
Já foram bons, falta-lhes a manutenção.
Arrumam os cabelos no ponto de partida para eles começarem de novo um improviso nervoso.
Os cães ladram uns com os outros, entendem-se como podem.
Há folhas a serem empurradas rua abaixo até adormecerem junto a uma parede, onde lhes acaba a imaginação.
Contentores do lixo tentam fugir às escondidas de quem os vê.
Os semáforos abanam a cabeça a quem lhes pergunta as regras.
Os pássaros arrumam as asas em ponto morto e deixam-se levar para onde não querem.
É o vento a gritar o que pode, a organizar ideias até lhe faltar o ar.
A coreografar a terra com passos largos.
E é sempre assim.
Desarruma-se o mundo para depois se orçamentar quanto custa desarrumá-lo no sítio.
Faltarão coisas.
Mas as melhores nunca mudam de lugar.

"Estás aqui para ser feliz"

Vi no blog do meu querido amigo Pedro Ribeiro, mas não pude deixar de o colocar aqui também.
Anúncio da Coca-Cola.
Extraordinário.
E mais uma vez comovi-me feito um parvo com a idade deste senhor que vão ver.
Envelhecer com qualidade é a melhor coisa do mundo.
Vejam esta ideia maravilhosa:

terça-feira, 3 de março de 2009

Regresso

Vai voltar?
Vai sim senhor.
O quê?
"Os "Contemporâneos".
Dia 19 dezanove de abril voltamos à Rtp 1 para mais uma série.
A primeira reunião para discussão de ideias será dia dezoito deste mês, assim que tiver novidades digo-vos.
Quer dizer, escrevo aqui, não vou porta à porta dizer pessoalmente.
Ia de muito boa vontade, mas tenho uma bacalhau no forno e não quero arriscar.
Para já posso apenas dizer que tenho saudades de pontapear o Manuel.
Tive com ele na sexta-feira, no fim do espectáculo "Os Produtores", mas no meio da Avenida da Liberdade perde-se um bocado aquele som da pancada seca no estômago.
Estava lá um paparazzo, podia ter aproveitado.
Entretanto, uma preciosidade que me chegou deste blog, com o sugestivo nome "Panisgas nas Caldas", que dá ar de colecção infantil:



Dois rabicinhas mascarados de panisgas.
A ideia de ver duas pessoas sentadas num sofá e uma virar-se para a outra e dizer: "já sei, vamos de panisgas!", é extraordinária.
Dito e feito.
Até no tamanho acertaram.

domingo, 1 de março de 2009

Bingo!


Ontem, ao contrário de todas as previsões, fui ao Bingo.
Sim, ao Bingo.
Já não ia há anos, anos esses em que saía da Buraca para ir descobrir o mundo dos adultos.
Ou da ideia que tinha deles.
A primeira vez que entrei numa sala de jogo foi com o Nuno, que era o meu vizinho do quinto B e o Carlos, do prédio da frente.
Nessa altura fomos ao Bingo do Estrela da Amadora.
Só nós e a adrenalina de estar ali a brincar aos adultos, a 100 escudos o cartão.
Nunca me calhou nada, e nunca tive grande fascínio por salas de jogo.
Cheguei mesmo a gritar "linha!" depois de já só se estar a jogar para Bingo.
E as caras todas viradas para mim a dispararem setas na inocência da minha idade.
Anos depois soube bem voltar, porque não foi combinado.
O improviso aviva o peito.
E continua a ser um universo extraordinário.
Desde uma senhora que estava na nossa mesa e vinha de Vila Franca de Xira até Lisboa só para "torrar" dinheiro, até um senhor já com um grau simpático de álcool no sangue, que estava desempregado, e a jogar o pouco que tinha na carteira às escondidas dos gritos da mulher.
E a eterna voz colocada da senhora que canta os números que vão saíndo, com um misto de aborrecimento e frustração de nunca ter tido um programa de rádio.
É tudo isso, e muito mais.
E não, não ganhei absolutamente nada.
Mas há coisas que não foram feitas só para ganhar.

Ontem voltei a ter dezanove anos, e soube-me a pouco.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Nunca

Mas nunca, tentem explicar a um taxista por gestos que ele tem a porta mal fechada.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

De volta

Bem sei que estou em falta.
Já não escrevo há uns dias, mas as férias fora do país falaram mais alto.
Temperatura?
-2 graus centígrados.
Mas soube bem.
Muito bem.
Se pudesse passava metade do ano a trabalhar para viajar na outra metade.
Mas parece que as coisas não são bem assim.
E confesso que foi das vezes que melhor me soube voltar a Portugal, e ver o dia de espantoso que estava.
Falamos falamos, mas temos um país do caraças.
Essa é que é essa.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Nova exposição


Novamente a minha empregada.
Novamente arte.
Desta feita num lavatório de casa-de-banho.
Quanto a mim uma obra difícil de entender mas que contém uma força dramática extraordinária.
A força do shampoo contra a frieza da louça sanitária.
O desespero do desencontro com a banheira.
E acima de tudo as costas voltadas do Garnier Ultra Suave e do Pantene.
O que os terá separado?
E o que tenta ver o terceiro Pantene Pro V que espreita no meio dos dois?
A torneira?
Ou está a fraquejar de ter os outros em cima do peito?
A profundeza da dúvida.
A frieza das relações humanas, levada a cena por três shampoos, que no fundo podiam ser qualquer um de nós.
Essa é que é essa.
Ainda não aprecei.
Apenas porque sei que nenhum dinheiro do mundo paga arte deste calibre.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

"Man On Wire"


Chegou-me há poucos dias via Amazon.
Andava ansioso por ver este documentário extraordinário que retrata a coisa mais simples e poética que se pode retratar.
Um homem a cumprir um sonho de vida.
Philippe Petit tinha um objectivo na vida que não é propriamente de fácil acesso:
Atravessar as torres gémeas através de um cabo de aço.
A pé.
Sem cabo nenhum de segurança.
Só ele, um cabo de aço que ia de uma vida a outra, e o desejo de passear no tecto do mundo.
E assim foi.
No dia sete de agosto de mil novecentos e setenta e quatro andou, ajoelhou-se, deitou-se e voltou a caminhar durante uma hora entre as torres gémeas, depois de ter planeado tudo ao pormenor juntamente com os amigos que acreditaram que o impossível era possível.
Foi depois preso e submetido a avaliações psicológicas.
E não tinha perdido nada.
Tinha ganho mais do que aquilo que se possa alguma vez imaginar.
Está nomeado para o Óscar de melhor documentário.
Mas já venceu o que tinha para vencer.
O sonho.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Somos tão pequeninos


Vasco Baptista Marques deu uma bola preta a "Slumdog Millionaire" no Expresso.
Nota miserável, portanto.
Diz ele que o filme "consolida a "pornografia da pobreza" que nos vende a miséria como um espectáculo de consumo rápido".
Luís Miguel Oliveira no "Público" diz sobre a visão do realizador da India: "Danny Boyle não conseguiu sentir mais do que o cheiro a merda.
Fino.

Só uma coisinha:
Senhor Vasco e senhor Luís, juntem-se numa cave a resmungar com o que vos impede de ter vida sexual e deixem-se de merdas.
Já percebemos que sabem escrever português e fazer comparações.
Mas a vossa "profissão" exige um bocadinho mais do que frases de português bonito.
Deixem o resto para quem quer e sabe fazer mais do que desenhar bolas pretas em papel e dizer palavrões da quarta classe.
Ou gostam ou não gostam, estão no vosso direito.
Mais do que isso já é masturbação intelectual.
E a arrogância e altivez com que vomitam críticas é que vos faz pequeninos, e na minha modesta opinião, feios.
(A parte do "feios" é só uma opinião parvinha, para não me afastar do estilo destes dois queridos)
Para se ser agressivo, tem de se saber escrever e opinar muito bem.
Não é claramente o caso.
Ser crítico de cinema, salvo raras excepções, só obedece a uma regra básica:
Dizer mal daquilo que está em alta.
Há qualquer coisa de intelectual em contradizer as massas.
O pior é quando se contradiz com disparates de algibeira.
Perdoem-me o tom, mas é claramente uma demonstração de pequeno poder.
E isso põe-me do avesso.
E sim, foi dos melhores filmes que vi nos últimos tempos.
Mas nada que me deixe tão ansioso como ver um filme escrito e realizado a quatro mãos por Vasco Baptista Marques e Luís Miguel Oliveira.
Eu e quem deu a "Slumdog Millionaire" sete BAFTA´S e dez nomeações para os Óscares.
Para aprendermos todos um bocadinho mais sobre cinema.

Menos um para realizar


Pois bem, mudei a rotina.
Prometia-me há já uns anos, e falhava.
Até que os dedos pediram, e assim foi:
Estou a ter aulas de piano.
Tinha esse sonho, eis-me a fazer por ele.
Há qualquer coisa no som deste instrumento que vai directamente a sítios que não sabemos apontar.
Não é coisa simples, para os dedos e para o cérebro.
Estou ainda na fase de aprender a ler música, e enquanto experimento tocar uma ou outra coisa percebo que traduzir para o cérebro que as duas mãos devem fazer coisas diferentes é um dos primeiros e mais difíceis passos.
Mas assim é melhor, se fosse fácil cansava mais.
Já começo a perceber umas coisas, por força do professor extraordinário que me está a acompanhar.
Deve ser penoso para quem toca tão bem como ele ver duas mãos de cimento em cima das teclas dele.
Especialmente porque teve anos a aprender com a Maria João Pires.
Deve estar orgulhoso do salto que a carreira dele deu.
Orgulhosíssimo.
Estou contente comigo.
Terça feira às onze horas lá terei nova aula.
Até lá tenho trabalhos de casa para fazer.

Agora só falta um pianinho aqui em casa.
Porque praticar na mesa é estranho.
E não tem definitivamente o mesmo som.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O peito dela



Já estou atrasado para um compromisso, mas sinto-me obrigado a deixar isto bem claro:
A saga da Maya com a sua operação ao peito é das coisas mais nojentas que vi até hoje nas revistas.
É prostituição mediática.
E não vou fazer piadas, nem gozar com a situação, nem nada que o valha.
Uma pessoa que deixa que a fotografem numa operação ao peito (a troco de alguma coisa certamente, porque não estou a ver que seja a custo zero), que no carro à saída do hospital alarga a camisola para mostrar aos fotógrafos os adesivos colados ao peito, e que depois espera credibilidade em qualquer meio que seja, é uma pessoa extraordinária.
Dantes ainda tinha piada falar sobre estes assuntos.
Infelizmente hoje é tudo demasiado reles para sequer ser risível.
Toda a gente come, digere e no dia a seguir não se lembra.
E eu também deveria ser assim.
Mas fica-me a trabalhar no estômago mais do que eu queria.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Que é isto?



Epá...que coisa estranha é esta que está a cair no chão e que eu ainda não tinha visto nos últimos dias?
Não estou a achar piada nenhuma a isto.
É assim, como se fosse água.
Acho mesmo que é água.
Ah, espera lá, afinal é chuva.
Ufa, quando uma pessoa não está habituada assusta.
Agora vou ver onde está o guarda-chuva que tem uma vareta dobrada.
Não me lixem, guarda-chuva como deve de ser tem sempre uma vareta ou duas a precisar de gesso.
E vou aproveitar e marcar uma reunião com o São Pedro para lhe explicar que ele pode brincar com a pilinha dois ou três dias e deixar a rega para mais tarde.
É muito poder, e isso está-lhe a subir à cabeça.
Tristeza.

I have a dream

Amanhã, se tudo correr como esperado, vou realizar um sonho.
Tem a ver com música.
Qual?
Depois digo.