sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Capitulo 2

Anúncio da campanha do Millennium BCP que fica pela internet.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Quero ter frio.

As noites andam a acordar cedo demais.
Antecede-se uma hora no relógio, mas duas no escritório da cabeça.
Hoje em dia (mais hoje), faz-me falta obedecer a mais umas horas de luz.
Duas, para ser mais preciso.
O calor aperta-me o corpo em dias que eram feitos de malhas do fundo do armário e lareiras a estalar.
Quero ter frio.
Só um bocadinho, daquele que nos obriga a camisolas demasiado gordas.
Quero ter robes depois do banho e meias quentes em vez de chinelos.
A chuva só se devia fazer acompanhar de temperaturas rentes ao chão.
A mais não é obrigada.
Apetece-me fumegar da boca e perceber que se calhar devia ter trazido "qualquer coisa quentinha", como a minha mãe martelou pelo telefone.
Quero ser sufocado por um cachecol.
Queimar a barriga da lingua com chá de inverno, que só assim se chama pelo frio.
E não.
Escrevo-vos de t-shirt e chinelos.
O fumo que me sai da boca faz-se acompanhar de demasiado alcatrão.
Prefiro comer um troço da Marginal e ter o outro fumo.
Amanhã sigo para o norte.
Metereologia?
"Temperatura prevista para amanhã no norte do país: 24 graus."
Já nem digo nada.
Só quero ter frio.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Fim do meu dia

Sofá.
Manta.
Pão com manteiga e geleia.
Entrevista a António Lobo Antunes na RTP1.
Telemóvel desligado.
E mundo e meio a gritar fins-do-dia do lado de fora da porta.

Há coisas melhores? Claro que há.
Mas por hoje, não.

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Sim, músculos


Ontem, 18h, ginásio.
Mentalizei-me de uma coisa: é muito difícil desenvolver músculos que já se foram embora.
E então decidi começar a criar uns de raiz.
Todos os atletas do ginásio de olhos postos nos exercícios.
Treinos ritmados e que vistos assim, ao longe, faziam todo o sentido do mundo.
Sorrisos, suores, mas no fundo, o sentido de missão mais que cumprida.
E depois entro eu.
Meio descoordenado, ou muito.
Ainda sem perceber bem o que é que os braços e as pernas fazem sozinhos, quanto mais com máquinas.
E com a paciência de um amigo que me ajuda a empurrar pesos que não me incomodavam nada se ficassem parados.
Previ uma hora de treino.
Fiz 20 mn.
Dor, muita. Daquela que inclusivamente dói.
E sempre a frase da praxe: "epá! se já te dói hoje, amanhã nem te vais conseguir mexer! eh eh eh"
Eu: "eh eh eh".
Hoje escrevo este post com o queixo.
Comecei a escrever às 09h30. São 13h11.
Uma palhinha e tá servido o almoço.
Descobri que tenho músculos, mas contentava-me só com metade deles.
Bom apetite.

(É assustadora a parecença da imagem de cima comigo. Assustadora)

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Assim, sim.

Acordo de corpo dorido.
Chama-se gripe.
De noite virei-me para todos os lados que havia na cama, e ainda para alguns que acrescentei.
Não dormi.
Estômago? Também dói.
Trabalhinho? O dia todo.
Assim sim, vale a pena.
Ben-U-Ron e um beijo na testa, que grita 39 graus.
Boa tarde.

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Há tempo?

Saudades de vos escrever!

Como estão os meus bons amigos?
Espero que bem.
Ando de ponta em ponta do país, a tropeçar em cansaço.
A peça "Antes Eles Que Nós" vai-me levando pela mão de cidade em cidade.
Há sede de espectáculos pelo país.
Lisboa está demasiado abraçada a ela própria.
Queria também que soubessem que não somos nós que decidimos onde vamos fazer a peça, mas sim a produção.
Perguntam-me: Porque não vêm cá?
Respondo: Porque não mandamos nada. Ou menos.
Próxima semana: Macedo De Cavaleiros.
Pelo que sei fica um bocadinho depois do "muito longe".
A partir de onde é que se conta o longe?
Norte de Portugal, onde me sinto em casa.
Onde me sinto.
Voltarei para vos escrever com mais calma.
Este post serve apenas para me lembrar que ainda me lembro de vocês.
Até.

sábado, 30 de setembro de 2006

11h35 de uma manhã

Carlos Castro, na RTP1, canal do Estado, pago para dizer mal do que vê nas revistas.
É assim que acordo o espanto, na Praça da Alegria.
Pago por nós.
O ordenado de quem diz mal de mim, é pago por... mim.
Tento fazer contas de cabeça, muito rentes ao chão, para perceber o que atrai um produtor, por muito dinheiro e tempo que tenha, a tricotar dinheiro em Mayas, Carlos Castros e Cláudios Ramos das traseiras da qualidade da nossa televisão.
E não consigo descobrir.
Do Cláudio Ramos dispenso comentários. Tenho-os guardados nas águas furtadas do insulto.
Considera-se o melhor naquilo que faz (palavras da própria).
E quando achamos isso, tudo o que dissermos cairá,inevitavelmente, em saco roto.
Mesmo muito roto.
A Maya desdobra-se em profissões para ninguém perceber que não tem nenhuma.
Nem o Y estilizado do nome.
Relações Públicas de discotecas, taróloga de chamadas de desperdício acrescentado e Comadre.
Tudo isto lhe confere o tempo de antena que devia estar na ponta da língua de quem interessa ao público que gosta de usar ocasionalmente o cérebro.
Ao menos façam festinhas na barriga da inteligência.
Se uma figura pública repetir uma roupa em duas festas distintas, se calhar é porque quer repetir essa roupa em duas festas distintas.
Se uma figura pública pinta o cabelo se calhar é porque quer pintar o cabelo.
Se uma figura pública faz xixi na sanita, se calhar é porque quer fazer xixi na sanita.
Tenho uma prima minha surda, que adora ouvir a Maya.
E nem para ela isto faz sentido.

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

Digressão

Sexta-Feira, estarei em Évora, no Teatro Garcia de Resende e Sábado no Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António.
"Antes Eles Que Nós."
E o restaurante Fialho em Évora que é uma coisa boa demais para sequer se acreditar que se está só a comer.
Apareçam-nos.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Desculpem

Peço desculpa pela minha ausência.
Encetei há dias uma das fase criativas mais importantes da minha curta "carreira".
Farei os possíveis para vos vir falar sempre que o tempo me deixar.
E a cabeça.
Para já, desdobro-me em muitos, para que tudo corra bem.
Até breve.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Vila Real

Esta sexta, dia 15 de Setembro, "Antes Eles Que Nós" em Vila Real de Trás-os-Montes.
Longe.
E lindo.
Apareçam-nos.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Digressão "Antes Eles Que Nós"


Começa este Sábado, no Centro De Artes e Espectáculos da Figueira da Foz.
Durante Setembro e Outubro iremos andar pelo país com a peça às costas.
E com todo o prazer.
Apareçam.

Home Video #1

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Foi assim

O Bruninho esteve sem internet este tempo todo?
Esteve sim senhor.
Vieram cá uns senhores espectaculares do mundo da internet ajudar o Bruninho?
Vieram sim senhor.
Hoje em dia o Bruninho já tem internet porque vieram cá uns senhores espectaculares do mundo da internet?
Já sim senhor.
Disseram ao Bruninho que afinal era só o cabo "##jdiowehjo2sadjilasj" e que já está tudo "tratadinho"?
Epá, disseram.
Será que o Bruninho fez amor com algum dos senhores da internet enquanto ajustavam o sinal do Biography Channel?
Fez sim senhor. Com o alto, que tinha um alicate de pontas muito giro.
Isso faz do Bruninho uma pessoa extremamente sensível?

É possível.

sábado, 26 de agosto de 2006

O primeiro ano

Estava praticamente a desligar o computador, e os olhos, mas lembrei-me:
O blog Corpo Dormente escreve hoje um ano de idade.
Depositei pela primeira vez palavras aqui num dia que se estendeu dois metros para uma paciência de metro e meio.
Gritei pela ponta dos dedos uma inscrição no Blogger, para sussurrar um texto.
E assim, começou.
Sem que os olhos se apercebam, escrevo hoje, e sempre, para esvaziar palavras que me magoam a parte de cima da cabeça com as pontas afiadas.
Palavras que dormem mal, adormeço-as aqui.
Restos de letras mal acabadas que achei desperdício apagar num cinzeiro.
Dou-vos, com tudo o que sei.
Entenda-se:
Sempre apaguei pretensões do que quer que seja.
Não pretendo por o ego em bicos de pés.
Só escrever.
E saber-vos a ler.

Muito obrigado a todos os que aqui embalam os olhos, e o peito.
Espero ter letras que cheguem para mais um ano.
Por agora entrem, e sentem-se à vontade.

Audi Q7




Simplesmente lindo.

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Ei-lo


Com o coração a correr cada dia mais depressa.

O meu sobrinho.

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Merche Romero, a triste história

"Merche mandou tirar bidé da casa nova", é esta a notícia que abala país e meio.
A bomba é lançada pelo "jornal" 24 Horas, e o choque, é imediato.
Ainda o país não se encostou com o terror dos fogos já está a acordar com outra bomba.
A pior de todas.
O 24 Horas, sempre pioneiro em informações essenciais a quem não precisa delas, conseguiu que uma fonte lhe sussurasse isso ao ouvido.
A questão é: que tipo de fonte sabe de movimentações de bidés de famosos?
Resposta: Uma fonte que está destacada só para saber de movimentações suspeitas de bidés de famosos.
A malta dos bidés é uma malta que não brinca.
Já os bidés da alta roda são de uma maldade como poucos conhecem.
Ninguém dá por eles, mas o que é certo é que quando menos se espera, vai um bidé para o meio da Almirante Reis e faz-se explodir.
Não brincam, têm a escola toda.
E nem vou falar de piaçabas, senão não saíamos daqui
O bidé de Merche, que estava certamente para aprontar das dele, não foi excepção.
Pedro Tadeu, director deste nome maior da informação, concluíu então, num rasgo de génio, que esta notícia deveria ser tema de capa da edição de hoje do "jornal".
Espertíssimo.
Deu assim, antes que fosse tarde, uma notícia que pode ajudar a encontrar o paradeiro do mesmo e devolvê-lo às autoridades locais.
Estamos a falar de um bidé que já deve ter aconchegado vezes sem conta o rabinho de Merche e Ronaldo, ainda que em alturas diferentes.

Pedro Tadeu, sentado na sua secretária cor de rosa, terá pensado: "então mas isto anda tudo maluco? então vai-me tirar um bidé tão fino e nem uma conferência de imprensa? Ela já vai ver o que é bom para não ter a mania que faz coisas alternativas na casa-de-banho dela."
Foi reposta a verdade.
Qualquer outro jornal deixaria esta informação passar ao lado.
Este não.
Este não dorme.
Este achou que, de entre tudo o que se passou no dia 16 de Agosto de 2006 em Portugal, o bidé de Merche Romero foi o mais alarmante.
E gritou isso ao mundo.

A frase da semana

"As minhas fãs são porreiras e não guincham" - José Cid, num momento de pura sensibilidade.

Mas...!?

Acordo, e... chuva.
Daqueles dias em que fechamos e abrimos o espanto várias vezes, para termos a certeza que não dormimos duas estações a mais.
Mas não.
Continua a ser Agosto, continua a ser uma vaga de calor como se vestiram poucas em Portugal, mas... com chuva e frio.
Ainda haverá estações?
Ou existiram até nós as adormecermos com sprays e "deito aqui que o caixote está longe"?
O egoísmo de plantar lixo pelo chão vai ao ponto de matarem os filhos, ou com sorte, os netos.
O papel não se vai arrastar sozinho até ao lixo.
E quem é que se vai arrastar quando o mundo estiver demasiado fraco para nos guardar na barriga?
Os "outros".
Eu já não sou do tempo das estações guardadas nos sítios certos.
Para mim o verão já não é sinónimo de calor, nem o Inverno de frio.
Pode lá ter uns dias baralhados ao acaso, mas nada mais.
Os ossos de quem sofre quando muda o tempo, já não sabem quando doer.
Dou por mim a levar roupa de verão e camisolas de inverno, porque ele vai, concerteza, "fazer das dele".
Trocámos tudo, mas pouco nos importa.
Os ossos do mundo não aguentam sozinhos.

Será que matámos o tempo?
Acordem.

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Dois filmes

Aproveito para aconselhar dois filmes bem diferentes, mas igualmente bons, que vi ultimamente.


Transamerica é, quanto a mim, dos melhores papéis que uma actriz pode dar à luz.
Felicity Huffman, num papel esmagador na pele de um transexual, que dias antes de se submeter à operação definitiva ao sexo, reencontra o filho.
Não é um filme moralista.
É divertido e ligeiro.
Feito com pouco dinheiro, o que implica, regra geral, bom gosto.
A falta de orçamento tem a mais valia de não deixar adormecer a imaginação.
Já muito dinheiro sufoca a criatividade.
Felicity (para os amigos), pousou em casa vários prémios, menos o Óscar.
Porquê?
Por ser um tema controverso que faz comichão na testa de um país terceiro mundista:
Os Estados Unidos da América.
Nome comprido para pouco sumo.
Vejam. Vejam-na.


O segundo vi porque me alertaram para um actor que têm uma peça em cartaz há anos, em Berlim.
Alertaram-me também que era obrigatório ver.
A peça retratava Adolf Hitler, e o actor, começava em posição de cão raivoso até se ir levantando e se transformar num homem.
A pessoa em questão, viu a peça do princípio ao fim, sem perceber uma palavra, e no fim estilhaçou-se em lágrimas.
Já imaginaram a força de um actor que provoca isso?
Sublinho: Sem perceber uma palavra.
O nome desse actor é Bruno Ganz.
Suíço de 64 anos
Procurei então o filme mais recente que ele tinha iluminado.
Encontrei "A Queda".
A história das últimas horas de Hitler.
Confesso que guardo pouca ou nenhuma paciência para filmes sobre o tema, mas forcei-me a mim e mais dois olhos a ver.
O Hitler protagonizado por Bruno Ganz, é, de facto, genial.
A expressão da cara de Bruno acorda-nos o coração na boca entre-aberta
Todo o filme vale pelos momentos em que ele rasga o écran e nos grita o que é representar.
Fico sempre pirosamente emocionado quando assim é. A capacidade de causar um soco dessa dimensão num espectador, eleva-os para um patamar acima da média.
E eu, agradeço.
Vejam, nem que seja para não gostarem.