sexta-feira, 11 de maio de 2007

Digam-me:

O cenário da Júlia Pinheiro é demasiado cor-de-rosa ou fui eu que misturei Aspirina com coca-cola?
É muito.
(pequeno comentário antes de sair do hotel para o ensaio na Casa das Mudas)

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Entretanto

No intervalo entre a aterragem e uma conferência de imprensa, aqui fica:
Já cá estou.
Onde?
Madeira.
Dia 11 e 12 de Maio estarei no Centro de Artes da Calheta: Casa Das Mudas.
Um edifício genial, premiado pela sua arquitectura.
Deixarei aqui fotos mais tarde, quando houver mais tempo.
Apareçam amanhã!
E agora vou dizer coisas muito interessantes sobre a vida para uma entrevista do Diário de Notícias madeirensa.
Até lá!

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Quanto!?

Hoje, um dia bonito.
Calor, uma brisa fresquinha para evitar desconfortável.
Mas acima de tudo um dia muito bonito.
Até que a certa altura surge a frase:
"Ora então a multa é de 500 Euros. Faça lá verde código verde a ver se nos despachamos".
Uma delícia.
Gente simpática, e um murro nas trombas da minha conta bancária.
Não esteve um dia assim tão bonito.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Braga e Moura

Estes dois últimos espectáculos da tournée foram muito especiais pelos motivos que passo a explicar.
Ainda que sendo lamechas, são os motivos.
Dia 27 de Abril fiz, como aqui anunciei, espectáculo no Theatro Circo De Braga.
A lotação é de 900 pessoas.
Só quando entrei na sala para ensaiar é que me apercebi da responsabilidade que iria ter horas mais tarde.
Até lá "Theatro Circo de Braga" era só uma frase na agenda.
Agora conhecia a frase.
A lotação (felizmente) foi toda preenchida.
Sala esgotada e muita vontade de entrar para palco.
Emocionei-me mal pisei o palco e senti o barulho impressionante de palmas que me fizeram sentir mais do que sou.
Foi uma noite memorável, com um público que só por si faria o espectáculo.
Daquelas noites que me arrependo de não ter filmado para mais tarde rever.
Daquelas noites em que apetece ficar 4 horas em palco só para não acabar.
Há quem não saiba, mas o público varia de cidade para cidade.
Cada cidade tem o seu sentido de humor, daí o fascinante de uma tournée.
Aquilo que mais funcionou em Braga, era o que tinha funcionado menos em Vila Real de Santo António, e vice-versa.
Acima de tudo começa-se a perceber que Portugal vai tendo mais elasticidade para rir daquilo que "ai, valha-me deus".
Uma noite e tanto.
E no fim a sensação de caminhar para o camarim de queixo levantado e orgulho lá apoiado.
Obrigado Braga.

Depois voltei a Lisboa, só para fazer escala e partir para Moura.
Nunca tinha ido a Moura.
Fico a 30 km de Serpa.
Nunca tinha ido a Serpa.
Pouco conheço do Alentejo, e do público alentejano muito menos.
O espectáculo seria no Cine Teatro Caridade.
Estradas meio desertas, umas rajadas de frio e chegámos.
Entrei para uma sala visivelmente mais pequena, cerca de 200 lugares.
O que torna os espectáculos mais acolhedores e uma química diferente de tudo entre o palco e o público.
Menos meios técnicos que Braga, mas a mesma vontade ou mais ainda.
É de louvar estas vilas com poucos meios que querem espartilhar o que se passa em Lisboa.
E a vontade para que tudo corra bem, essa compete a quem tem menos meios.
Sala esgotada. Pessoas sentadas nas escadas.
E a surpresa de quem estava à espera de uma sala meio cheia, meio vazia.
Assim que entrei para palco senti-me acolhido e com vontade de apertar a mão a cada pessoa do público, tal era a intimidade que a sala provocava.
Não o fiz. Era demasiado político.
Diverti-me como se tivesse em casa a preparar o espectáculo e a mostrar a amigos.
E estava.
"Boa noite e até uma próxima".
E a generosidade de um público a aplaudir de pé.
Obrigado Moura, e como diz o outro: "até uma próxima".

domingo, 29 de abril de 2007

Mais uma!

A 15 minutos de partir para o Alentejo, aqui fica:
Amanhã, dia 30 de Abril, estarei na Biblioteca Municipal de Moura para mais uma data da minha tournée.
Lá vos espero!

quinta-feira, 19 de abril de 2007

"Sou do tamanho do que vejo e nao do tamanho da minha altura" em Braga

É já na próxima sexta-feira, dia 27 de Abril que estarei no Theatro Circo de Braga.
Confesso que estou ansioso.
Espero por vocês no público.
E quando eu entrar gritem coisas do género "epá, este Bruno é de um sentido de humor eé de partir o côco, vamos rir aqui que não é brincadeira".
Podem dividir a frase por várias pessoas, porque dito só por uma é capaz de ser esquisito.
Ou várias t-shirts com a frase.
E riam muito, mesmo que eu esteja calado.
Só para facilitar a vida ao artista.
Até lá.

P.s- As rápidas melhoras para António Lobo Antunes.

terça-feira, 17 de abril de 2007

E agora...?


Terminadas as obras no túnel do Marquês, põe-se uma questão gravíssima:
Qual a próxima desculpa para atrasos?
Toda a gente sabe que todos os atrasos têm como causa fundamental o Marquês.
Está sempre toda a gente a passar o Marquês, a chegar ao Marquês ou a ver o Marquês ao fundo mas está um trânsito terrível.
Mesmo para o pessoal de Braga.
Fica bem.
É um código nacional.
Se bem que "esta merda aqui no Rato está toda parada" também é de um domínio impressionante.
Revela classe e a jogada de mestre de não recorrer ao local cliché.
Aprecio.
Já ninguém leva a mal e percebe a mensagem que quer dizer:
"Ele adormeceu mas está a caminho".
Nunca fui muito de matar familiares para desculpar atrasos.
Tem o delicado problema de mais cedo ou mais tarde dizermos que morreu novamente o mesmo familiar à mesma pessoa.
E parecendo que não, há quem desconfie disso.
Escolho sempre uma boa situação de trânsito, carro bloqueado também sai muito bem, mas não façamos confusões nenhumas: "trânsito impossível no Marquês" tem uma saída espectacular.
Mesmo lá fora, já se começa a usar.
Há muita malta que vai de Londres para Nottingham e apanha de esguelha com as obras do Marquês.
Somos muito bons nisso.
"Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo"
Hum... não vamos por aí que já devo ter passado por muito mentiroso sem dar por isso mas por coxos faço sempre o jeitinho de lhes ir por um calço na perna mais pequenina.
Como se faz nas mesas de restaurante que abanam.
Não consigo evitar e uma rolha cortada resolve o problema do coxo.
Do mentiroso não.
Agora, com o fim das obras à vista, que fazer?
Lanço aqui uma proposta:
Uma campanha inédita para arranjar um novo local que, em estando todos de acordo, se tornará no "Marquês" dos tempos modernos.
Um sítio bonito e que seja bom de dizer em chamadas.
Central, de preferência.
Não me conformo.

Porra.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Verão?

Há dias assim.
A temperatura do dia inteiro andou em bicos de pés.
E bem.
O fim da tarde já se mostrou com cheiro a verão, com janelas de carro abertas e cotovelos apoiados nos 25 graus.
Nestes dias pensa-se sempre que a noite vai estragar tudo.
Prepara-se camisolas para agasalhar o fresco que aí vem.
Mas não, hoje não.
Hoje chega-se às 21h30, e janta-se no Chiado, ao ar livre.
Pede-se boa comida e garante-se bons amigos.
E tá feita a noite.

Sublinhar

O amigo Pedro Ribeiro já o tinha escrito.
Eu corro o bom risco de me repetir.
Crónica António Lobo Antunes desta semana, na Visão.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Ora...

...os dois últimos posts foram retirados por já terem sido lidos por que deveriam ter sido lidos.
E pouco acrescentavam ao blog
"Tá" explicado.
Até breve.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Red Nose Day

Dia 5 de Abril estive na Nottingham Arena a ver Ricky Gervais.
É outro universo.
Voltei a Portugal e ontem numa busca no Youtube encontrei outro momento genial do mesmo Ricky Gervais.
A prova de que por cá ainda não se pode o que se quer no universo da comédia.
É uma campanha chamada "Red Nose Day" para angariar fundos para África.
Por cá isto seria impensável.
Ou digno de protecção policial.
Ora vejam:

sábado, 7 de abril de 2007

Já sabia...

Meus amigos,

Voltei hoje do chamado estrangeiro e como seria de calcular é muito complicado lidar com gente anónima a fazer comentários.
Isto é um espaço para eu me divertir e não para me chatear.
Ficou a tentativa.
O meu pedido de desculpas a todos os que enviaram comentários.
Abraço.

sábado, 31 de março de 2007

Super Bock Sem Álcool "Saco Azul"

No meio do Tejo.
Temperatura?
Baixinha.
E devo ser uma autêntica princesa, porque tomei um comprimido para o enjoo antes de entrar no semi-rigido que me levaria até esta jangada.
Só para evitar um plano menos bonito.
Mais uma vez, grande trabalho de realização.
Aqui fica:

domingo, 25 de março de 2007

Triiiiim

"Tou?"
"Tou Bruno, onde é que estás?"
"Tou em casa, porquê?"
"Então, não tinhamos combinado às 15h?"
"Tinhamos, mas ainda são 14h30!"
"Não, são 15h30, a hora mudou hoje."
"Ah."
"Despacha-te."
"Hum...certo"

Adoro mudanças de hora.
Devia haver mais.

sábado, 24 de março de 2007

Pormenorzito

Aqui há uns dias Maya, na "Tertúlia Cor-De-Rosa", tem um momento do mais alto gabarito.
Anuncia, em directo, a morte da mulher de Ruy de Carvalho.
Valente.
Parou o programa, passaram imagens da senhora, e seguiu-se um aplauso sentido.

Apenas um ligeiro pormenor:
A filha de Ruy De Carvalho ligou em directo para dizer que a mãe estava viva.
Enfim, pormenores.

Hoje, enviam-me este post que Cláudio Ramos pôs no seu blog:

"VOTEM!
Sou nomeado para os globos de ouro. Comecem já a votar em mim, porque o prémio é de todos nós. Dos que me vêem, ouvem e lêem. Liguem 760300508"

Humildade. E discrição na vontade de ganhar à bruta.
Confesso que me deu pena.
Vou já ligar.
Nunca se nega esmola a um pobre.

Comentários?

A pergunta é constante.
A resposta vem hoje:
Já podem ser feitos comentários aos posts.
Até já.

O primeiro já foi

Foi ontem, o primeiro espectáculo da minha digressão.
Começou em Vila Real De Santo António.
Confesso que estava um pouco nervoso.
Quando escrevi o espectáculo com o Quadros, escrevê-mo-lo a pensar no Teatro São Luiz.
Era aí que iria estrear, e era aí que iria ficar durante algum tempo.
Depois vem a dúvida:
"Será que funciona da mesma maneira fora de Lisboa?"
Não pelo público ser mais ou menos inteligente, mas simplesmente por ser um público diferente.
Pelo facto de não estar a "jogar em casa".
Dá algum medo.
Nunca se domina o público, e acreditem ou não, cada cidade ri de maneira diferente.
Senti-me, portanto, como se fosse novamente uma estréia.
Espreitei a platéia enquanto o público se sentava.
Só para acordar ainda mais os nervos.
Mas não podia ter corrido de melhor maneira.
Casa cheia e o resto fica entre mim e os mil olhos que por lá se sentaram.
Uma noite em grande, daquelas que ajudam a adormecer quando se chega ao hotel.
Obrigado a todos os que lá estiveram.
Venha o próximo.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Mr. Show

É um dos posts do blog do meu bom amigo Markl.
E é tão bom que decidi trazer também para esta humilde casinha.
Aqui está, um sketch tão simples, e tão grandioso.
Já o conhecia e agora não pude deixar de achar igualmente brilhante, como quando vi da primeira vez.
Só a comédia realmente boa se consegue ver vezes e vezes sem conta.
A má cansa logo na segunda vez.
O mesmo se passa com a música.
Ora aqui fica comédia, daquela boa:

terça-feira, 20 de março de 2007

Site Super Bock

A Super Bock criou um site onde estão vários videos da campanha que fiz.
Muitos desses videos só estão mesmo dísponiveis neste site.
Poderão ainda ver as três versões diferentes que foram gravadas para um dos anúncios, e a que foi para o ar.
P.s.- Aqui o menino não manda nada, vai para o ar o que o Sr. Super Bock decide...
Passem por lá.
Aqui.

Amarguito.

Há coisas espectaculares na vida, como por exemplo tentar perceber como é que o Paulo Portas provoca só com a dentição da frente a mesma sensação que se tem quando se olha de frente para o sol ao meio dia.
Mas melhor que isso só comer um morango a julgar que é docinho e de repente sentir aquela pontada no fim dos maxilares como que sendo o moranguinho a dizer:
"Eu bem lhes disse para não me apanharem tão cedo".
Epá, que compra espectacular.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Tournée

Cá vai então a primeira data da tournée:
Dia 22 de Março estarei em Vila Real de Santo António, no Centro Cultural António Aleixo, com o meu espectáculo:
"Sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura.

Lá vos espero.
Até breve.

domingo, 11 de março de 2007

"Stabat Mater"



Terceiro post em uma hora.
Deu-me saudades de escrever, e deu-me para isto.
A peça chama-se "Stabat Mater" de António Tarantino.
Um monólogo, fortíssimo.
Uma encenação de Jorge Silva Melo dos Artistas Unidos.
E uma actriz com tudo o que se pode querer de uma actriz:
Maria João Luis, num trabalho a roçar a perfeição.
Já esteve em cena, e tive oportunidade de ir nessa altura.
Dos melhores trabalhos que já vi.
Daqueles em que mal acaba damos por nós a bater palmas em pé.
E é tão bom quando isso acontece sem pensarmos: "levanto-me ou não...?"
Saiu de cena pouco depois de a ver.
Deu tempo à actriz de receber o prémio da Associação de Críticos de Teatro há semanas atrás, por este trabalho.
E deu tempo de decidirem (e bem), repor a peça.
Lá estarei, de novo.
Quem gosta de teatro, que passe até ao fim deste mês no Convento Das Mónicas.
Travessa das Mónicas, 2/4 (ao Largo da Graça). Lisboa.

Boa música

Anos que viva, Jeff Buckley a cantar o tema "Hallelujah" mudará sempre o meu estado de espírito.
Nina Simone a cantar "Fly Me To The Moon" fará o mesmo.
Para melhor.
Muito melhor.
Lamechas, bem sei. Mas a boa música comove-me.
(Ainda mais lamechas)
(Mas verdade)

Festival da...?

Foi impressão minha ou o Festival da Canção foi deprimente?
Já não chorava assim desde que trinquei a língua na quarta.
A minha própria língua.
Há um processo qualquer de paralesia cerebral que faz com que um ser humano sóbrio morda a sua própria língua.
Na pior das hipóteses, a bochecha.
Aí sim.
Quando se arranca uma fatia perfeita da bochecha como fazem aqueles indivíduos brasileiros naquele espeto de carne da pita shoarma, vale a pena chorar.
Ainda assim, houve umas quantas músicas que me doeram mais.
Só aqui entre nós, fiz o mesmo truque que fazem alguns soldados de guerra:
Provoquei em mim próprio o dobro da dor propositadamente, para anular a anterior.
Arranquei dois bifes das bochechas para suprimir o sofrimento das músicas oito e nove.
Não valeu de nada.
Ainda para mais porque era a Isabel Angelino a apresentar.
Fascinam-me apresentadoras que estão sempre muito, mas muito contentes.
Dá-me medo.
É aquele sorriso que só vive nos músculos da cara.
Dizem o número de telefone para onde se pode votar a escolher a música vencedora com a alegria de quem olha para o filho recém-nascido pela primeira vez.
Ou com a alegria de quem matou o avô com uma almofada de penas.
Ela tem um sorriso que está ali no limbo entre os dois.
Quando uma pessoa ri assim tanto há alguma coisa que não está bem.
Ou está bem demais.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Segundo anúncio Super bock Sem Álcool

O segundo anúncio da campanha Super Bock Sem Álcool.
E a certeza de que amanhã de manhã estou a gravar mais três.
E um quarto que sou só eu a babar-me com um princípio de esgotamento.
Há esgotamento muito giros.
E os que são filmados são espectaculares.
Enfim. Aqui fica o segundo anúncio:

terça-feira, 6 de março de 2007

Pérola

Há momentos maravilhosos na vida.
Como por exemplo estes 57 segundos, em que um adepto do Benfica consegue aproveitar, segundo a segundo, para não dizer nada.
É difícil.
Não se pense que 57 segundos destes se arranjam assim ao virar da esquina, porque não se arranjam.
O alcóol faz-nos viajar num universo muito parecido com o real.
Como este:

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Microsoft Flight Simulator Deluxe




A verdade é que comprei um simulador de voo.
Sempre tive esta, vamos chamar-lhe, pancada.
Mas nunca a tinha concretizado.
Eis que quando passeava pela Fnac (local gravíssimo onde é impossível sair sem gastar dinheiro), olhei para este Flight Simulator Deluxe, e pensei que também eu era menino para aterrar um Boeing 747.
E não sou.
Pelo menos já espetei sete contra locais como: água, árvores e uma aterragem em que parti o trem de aterragem. Só porque achei que ficava bonita a repetição da palavra.
Tudo isto em pouquíssimo tempo.
Ontem, pela primeira vez, às 23h, consegui aterrar um Boeing 747 em perfeitas condições, no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.
Quando digo perfeitas digo sem matar ninguém.
O que me parece um passo de gigante no mundo da aeronáutica com pessoas vivas.
Agora se me perguntarem: "Então e helicópteros Bruninho, já dominas?"
Depende.
Se for a nível de jardinagem, sim, já domino.
Ontem, só com a hélice, consegui cortar três pinheirinhos que foi uma pintarola.
Também aparei um muro de arbustos, mas isso foi só porque fico muito excitado com verduras.
Daqui a 20 minutos descolo em direcção a África.
E só peço a Deus que não haja nenhum elefante pelo caminho, senão vou ter de lhe dar um jeitinho nas orelhas.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

1 Time Airlines

Há anúncios bons.
Há outros que estão noutro patamar acima.
É o caso deste.
Peço a vossa especial atenção para o som.
Tem de ser ouvido alto.
É um som simples, e no entanto, tão bom.
Aqui fica.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Super Bock Perfeita

Começou a passar hoje.
Fizeram o favor de me enviar.
O primeiro avanço da campanha Super Bock Sem Álcool.
Ficam aqui os meus sinceros parabéns ao Albert, o realizador de toda esta campanha, pelo bom gosto, e por me ter pendurado num poste de 8 metros de altura.
Assim, sim.
Quando fui ter uma reunião com ele (realizador), chegámos à conclusão que eu tinha feito com ele o meu primeiro anúncio, há 7 anos.
7 anos depois, aqui fica:

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

"Welcome to the stage, Ricky Gervais"


Ainda me custa a acreditar.
Mas confirma-se.
"Mas o quê Bruninho, o quê?!"
Que dia 5 de Abril estarei na Nottingham Arena a ver Mr Ricky Gervais.
Chama-se "Fame" e é o novo espectáculo de stand up do criador do "The Office" e "Extras".
Trata-se de mais um sonho que tinha por riscar na minha lista.
Desta vez, se tudo correr bem, será concretizado.
Até lá, paciência, muita paciência.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

R.I.P.

A televisão está a morrer de doença prolongada.

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Carnaval

Meu deus, como eu detesto o carnaval.
Mesmo.
Portanto, nesta 3ª feira, vamos todos rezar para que o tremor de terra se volte a repetir.
Mas desta vez em bom.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Declaração Amigável

Ontem bati.
Tratava-se de Lisboa, às 17h30.
O caos, em qualquer cidade.
Acrescente-se o facto de em Lisboa já nem sequer haver hora de ponta.
A hora de ponta de Lisboa começa quando o sol nasce e acaba quando o sol nasce.
Confesso que ao fazer marcha-a-trás nem me apercebi que lá estava um carro.
Daí, talvez, ter batido nele.
E ouço a cabeçada de dois carros.
Fechei os olhos, olhei para o retrovisor, e disse um "foda-se", muito parecido com o que disse quando soube que afinal não poderia ir ver Dave Matthews Band.
Este foi dentro do mesmo tom, talvez uma oitava acima.
E aqui para nós, falhou-me a voz no "o" e fui ao falsete.
Deprimente.
Saio do carro como quem vai para um funeral.
Olho apressadamente para o meu pára-choques antes de olhar para o do outro carro.
O meu fui eu que o paguei.
O dele sou eu que vou pagar.
Nada no meu.
Um farol para dentro no dele.
Sorri.
Não pelo desastre em si, mas porque o farol para dentro fazia daquele carro um Opel Corsa estrábico.
Mas só para mim.
Ele sai do carro. Não com ar de quem vai para um funeral, mas com ar de quem causou o funeral.
Vai na direcção do pára-choques dele.
Olha para mim, e faz-me a pergunta que só um génio do mais alto gabarito consegue fazer:
"Epá! Então você não viu!?!"
Confesso que se soubesse que ia ser esta a pergunta teria batido à mesma, mas com mais força.
Digo-lhe um: "dá-me a entender que não, senão era menino para ter parado".
O carro ainda estrábico.
O proprietário menos, mas tinha um casaco que também tinha a sua piada.
Preencho aquilo a que teimam em chamar "Declaração Amigável".
E não é.
São duas pessoas que não se podem ver à frente a fazer desenhos num papel.
Cheguei atrasado a uma reunião, mas valeu por uma pergunta que, anos que viva, nunca vou esquecer.
E por saber que aquele condutor, quando à noite estiver a falar com o seu Opel Corsa, não vai saber qual o farol que está de facto a olhar para ele.

A quanto está o farol?

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Referendo

Hoje deu-se um passo de gigante na cabeça de Portugal.
Finalmente, o sim.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Um pequeno sonho

Já o disse várias vezes, e repito-me.
Um dos meus sonhos era assistir a um concerto de Dave Matthews Band.
Tive para ir a Nova Iorque assistir, não se proporcionou.
Tive para ir a Milão quando soube que lá iriam estar.
Acabei por não ir por causa de uma noticía estrondosa:
Iriam estar dia 25 de Maio no Pavilhão Atlântico.
Estava a trabalhar mas um bom amigo ligou-me da Fnac e disse o que queria ouvir:
"Ouve, ainda há bilhetes. Queres que te compre um?"
Apressei um "sim".
Tenho-o aqui à minha frente, e não poderia gostar mais de um pedaço de papel.
Novidade de hoje?
Não vou poder ir por motivos profissionais.
Respirei fundo.
Gritei um "Foda-se!!!!" que ainda foi altinho, e fiquei a olhar para o pedaço de papel.
Hoje estou triste, mas amanhã já passa.
Ou não.
Não.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

United 93


O filme que me fez ontem ficar acordado até bem tarde.
O sono era mais que muito, mas a intensidade que provoca este filme é das maiores que já foram filmadas.
Se puderem, vejam.
A história do 11 de Setembro, relatada de dentro de um dos aviões.
United 93.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

enfim...

Quando as pessoas não tem o que dizer, inventam.
Até ao ponto de não saberem o que inventar.
De que falo?
Do seguinte: Recebi vários mails, de pessoas ofendidas com o facto de eu ter colocado aqui no blog um link para o vídeo do professor Marcelo Rebelo de Sousa, em que ele explica a sua posição em relação ao sempre polémico tema do aborto.
O pontapé de saída desse vídeo defende uma ideia.
Defende que "Assim Não".
Depois do vídeo, comecei então a receber mails, onde os leitores se ofendiam de eu ser um militante do "Não".
Até aqui tudo bem.
Pequeno problema:
Eu sou pelo "Sim".
Se virem bem esse post (e eu sei que não vos custa nada) o texto diz "Um Ponto de Vista" e não "O Meu Ponto De Vista".
Tenho as minhas ideias bem definidas, não se preocupem.
Ainda assim, reconheço (ao contrário dos extremistas), que tenho o dever de, pelo menos, ouvir as ideias contrárias.
Elas não mordem.
Ainda que vá votar "Sim" no dia 11 de Fevereiro, sei que há vários movimentos pelo "Não".
Há várias razões, e cada um opta pela que quer.
Quem tem ideias contrárias não é um mentecapto.
É, simplesmente, alguém com ideias diferentes.
O facto de me mandarem mails ofendidos com o meu alegado "Não", faz-me perceber que será maravilhoso quando um dia se vislumbrar o 25 de Abril.
Vai fazer bem a todos, vão ver.
Até lá, vamos enfiar a cabeça debaixo da areia para não ouvirmos a opinião de mais ninguém.
Para só nos ouvirmos a nós.
Que não há nada melhor do que acharmos que somos os maiores.
E agora vou jantar fora, mas numa pequena homenagem aos extremistas, prometo dar uma cabeçada ao empregado de mesa se no menu vier uma página com "Carnes" e outra com"Peixes".
Porquê?
Porque já sei perfeitamente que quero carne.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Parabéns Bruninho

Ontem, a comer, oiço "clack".
E, curiosamente, esse barulho vem de dentro da minha boca.
Paro, para respirar fundo.
E reparo, que um terço do meu dente se tinha partido.
Bem sei que já disse isto, mas de facto o corpo humano tem coisas espectaculares.
Melhor ainda:
Data para ir tratar do dente?
31 de Janeiro.
Data do meu aniversário?
31 de Janeiro.
Epá, que maravilha.
Vou só ali ver se consigo dar com um cinzeiro nos dentes para não ser só um terço de dente.
Assim vou ao dentista como deve de ser.
Como manda a lei.

Um grande trabalho do RAP

Aqui.

Prestar contas

Dia 26 e 27 de Janeiro, os meus espectáculos no São Luiz foram cancelados.
O motivo era simples e ao mesmo tempo complicado.
O ar condicionado do Teatro estava avariado.
Avariado.
Sendo o Jardim de Inverno na sua maior parte feito em vidro, o frio que se fazia sentir na sala estava próximo do frio que se fazia sentir na rua. Eu, em conjunto com o Teatro, às 23h do dia 26 de Janeiro, decidi não fazer o espectáculo porque não seria honesto cobrar bilhetes ao público para depois estarem a tremer (literalmente. eu estive lá uma hora antes a tremer) durante 1h30m de espectáculo.
E assim, decidimos que o correcto seria dar a hipótese dos espectadores ou de irem em Maio ou de receberem o dinheiro de volta.
O que pretendo com este post:
responder a alguns e-mails que me perguntam "epá, cancelaram só por causa do ar condicionado?".
Sim, só por causa do ar condicionado. Com o único pormenor que sem esse "ar condicionado", o público estaria a deitar fumo pela boca a cada respiração.
E com o segundo pormenor que se eu tivesse decidido ter feito o espectáculo, estariam neste momento a chover e-mails a perguntar "como é que é possível fazer um espectáculo naquelas condições, e sem um único ar condicionado!"
Enfim, preso por ter cão.
A todos, o meu pedido de desculpa por causa de uma peça do ar condicionado.
Ninguém foi mais prejudicado do que eu.
Acreditem.

sábado, 27 de janeiro de 2007

Depois de ver um anúncio...

...surge a questão.
Qual é o nível de intimidade que se tem de ser com uma pessoa, para chegarmos ao pé dela e dizermos:
"Ah! Olha que giro, tu usas papel higiénico perfumado não usas?"
É muito, não é?
É pois.

O estalar


Comprei uma máquina fotográfica nova.
Fui fotografar por Lisboa.
Apercebi-me a meio da caminhada, que tinha a cabeça quase a estalar.
Chama-se frio.
Mas frio na cabeça, está na prateleira do ridículo.
Frio no nariz está noutra ainda por montar.
Tirei umas dez fotos, e retirei-me.
Dessas dez, apareceu esta.
Que eu gosto, só porque sim.
Agora vou enfiar a cabeça num balde de água quente, e sentir aquele estalar tão bonito que se sente quando se mete um cubo de gelo no chá.
Ah, e apareceu-me uma coisa nova e bem divertida: o estalar do esterno.
O meu esterno, agora, de tempos a tempos, estala.
Com a mesma intensidade de quem estala um dedo, só que, digamos, no esterno.
Muito divertido e nos dias bons dá um estalo que é uma pintarola.
Ai, o corpo humano é mesmo divertido.
É isso, vou estalar a cabeça e o esterno ao mesmo tempo.
Boa noite.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Atestar de espírito

Chego aos estúdios da Valentim de Carvalho, de onde é transmitido o programa "Essência", da Sic Mulher.
Antes passo pelo estúdio do Curto-Circuito, para rever bons amigos, e acima de tudo para recordar a capacidade que tem de trabalhar sem meios nenhuns, mas sempre, sempre com profissionalismo.
Equipas com quatro vezes mais orçamento e o dobro de técnicos muitas vezes não fazem metade.
Depeço-me deles, mas o Xavier (DJ do Curto-Circuito) acompanha-me agora de volta para o estúdio do "Essência", onde seria entrevistado dentro de 15 minutos.
Maquilhagem.
Sento-me numas cadeiras à espera da altura para entrar.
Estava muito cansado nesse dia e confesso que sem espírito nenhum para conversar.
Precisava de "acordar".
Entra Jorge Palma. Seria o convidado que entraria depois de mim.
Senta-se.
Não olha para ninguém, só desfoca o chão.
Olha para mim, e dispara:
"Então tu é que és o designer?"
Eu, sem saber ao certo o que dizer:
"Acho que não..."
Ele, voltando a olhar para o chão.
"Hum... tá bom, tá bom".
(silêncio, muito desconfortável)
Enchi-me do espírito que precisava para entrar.
"Entras em 5 minutos Bruno".
Vamos a isso!

Agenda

Hoje:
Espectáculo à meia noite.
Termina por volta da uma e meia.
Saída do Teatro rumo a Gaia.
Dormir.

Amanhã:
Regresso de Gaia às 14h.
Reunião às 18h.
Espectáculo à meia noite.
Dormir.

Questão é:
Tenho sono e ainda são só 19h30 do dia de "Hoje".
Pensem nisso.
Bom fim de tarde.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Ponto final de Janeiro

Termina este sábado, dia 27 de Janeiro, a primeira temporada do meu espectáculo a solo no São Luiz.
Das experiências que mais me enriqueceram a nível profissional, e que (cliché dos clichés) só fazia sentido com o público incansável que foi, noite após noite, aturar-me à sala do Jardim de Inverno.
Parto agora para tournée pelo país.
As datas estão ainda a ser negociadas, teatros a serem contactados, e assim que souber mais informações deixo-as aqui.
No blog.
Recebi também o generoso convite da direcção do Teatro São Luiz para, um vez esgotada esta primeira temporada, voltar em Maio e Junho.
E assim será.
Voltarei a Lisboa a partir de 17 de Maio, e os bilhetes já estão à venda no próprio teatro.
Informações? Cá estão:
Bilheteira
Todos os dias, das 13h00 às 20h00.
Rua António Maria Cardoso 38
Tel. 21 325 7650

Lá vos espero.
Obrigado, a todos.
Vêmo-nos pelo país.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

E é!

Pela primeira vez em alguns meses, janto em casa e descanso.
Ora vou à televisão ver o que não tá a dar, ora venho ao computador, ora vou buscar Doritos à cozinha.
E é tão bom.
Já diz Sérgio Godinho: a vida é feita de pequenos nadas.
E é!

"Assim Não"

Um ponto de vista.
E um video do professor Marcelo Rebelo de Sousa a defendê-lo.
Aqui.

sábado, 13 de janeiro de 2007

"Sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura"

Está feito.
Quatro meses de trabalho e muita dor de cabeça.
Quando me propus a fazer este espectáculo a solo, nunca imaginaria que iria exigir tanto trabalho, tantas noites em branco e acima de tudo, tanto desgaste do sistema nervoso.
Quis-me envolver em tudo. Luzes, promoção, tournée, tudo.
Achei que se era um espectáculo meu, era um espectáculo meu.
Anteontem estreei.
Percebi a violência do texto, o quanto era forte.
E gostei.
A minha primeira obra completa, foi partilhada com o Sérgio Godinho, que me acompanhou em palco e ajudou a fechar o espectáculo.
Não se pode pedir muito mais.
Depois de Janeiro andarei em tournée pelo país.
Até já.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Dr. House


O que me acalma, minutos antes de dormir.
E dias antes da estréia.
Provavelmente a melhor série que vi nos últimos anos.
Hugh Laurie, brilhante.

E agora, vou só ali fazer luzes ao São Luiz, porque parece que estreio na quinta feira.
Ai.

sábado, 23 de dezembro de 2006

A "minha" banda, em Portugal.

Frio.
O suficiente para parar um rim.
Mas ainda assim, a força de aquecer os dedos para uma novidade que me aquecerá de certeza o os ouvidos do peito.
Das minhas bandas preferidas, que já pensei seguir até aos Estados Unidos.
Chamam-se Dave Matthews Band, e estarão no dia 25 de Maio no Pavilhão Atlântico.
Lá estarei, com toda a certeza.
Aqui fica "Everyday", para quem não conhece, e para quem quer continuar a conhecer.
E... um santo e feliz Natal.
Estava a brincar.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

A Solo

Noites mal dormidas e muitos, muitos nervos.
Ausência de escrita no blog, também.
Cansaço, demasiado.
E orgulho na equipa que aceitou apoiar este projecto.
Quer corra bem ou corra mal, estreará no dia 11 de Janeiro.
Tudo isto se deve a:



























E a bonita frase:
Bilhetes já à venda no Teatro Municipal São Luiz, e Locais Habituais.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Extremamente corajoso

Para quem diz que eu não sou corajoso, cá vai a prova derradeira:
Vou, neste momento, para um Centro Comercial.
Hum?
Quem é o menino agora, quem é?
Os fraquinhos compram tudo com antecedência, os fortalhaços não, mostram do que são feitos nestes dias.
Nos Centros Comerciais.
Gosto da parte em que começamos a ficar tontos por causa das luzes e da música.
Mas gosto ainda mais das pessoas que se esquecem que estão numa escada rolante e caiem na saída.
Se Deus for assim tão grande como dizem vai-me presentear com um desses momentos.
Aqui vou eu, em:
3,
2,
1.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Papinha

Posso afirmar, com alguma segurança, que tenho o cérebro numa espécie de papa.
A verdade é que o Natal, faz-se acompanhar de muita correria profissional.
Não me queixo, só a cabeça.
Tento não deixar de parte as compras que tanta alegria me dão.
O Colombo, quando visitado à hora certa, pode ser maravilhoso.
19h é uma delas.
É o culminar da hora de trabalho de quase todo o Portugal com algumas pessoas que chegam mais cedo para "comerem qualquer coisita" por lá.
Constantes refrescares de memória com "é ele é", e músicas que anestesiam a parte fraca do cérebro.
Hoje, dois eventos de Stand Up e uma noite de escrita pela frente.
Vou falando com vocês até desfalecer.
Que nosso senhor me acompanhe. (ele é um acompanhante espectacular)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

1 mês depois

Hoje fui buscar um computador Mac que estava para arranjar há já um mês.
Chego, e sento-me.
Sento-o à minha frente.
Escritório morno à força de aquecimento.
"Power".
Ecrã azul do desktop.
E a mensagem: "Please turn off your computer immediately and then restart".
Assim sim, vale a pena.

Sono, algum. Não, muito.

Há três horas seguidas a escrever. Já não consigo ver a barra do Word a piscar.
O músculo da criatividade já se foi deitar, mas insisto em acordá-lo.
Fecho a agenda que tem linhas a menos para as linhas a mais de amanhã.
Quero dormir.
Mas antes: Um episódio da "Cidade dos Homens".
E depois sim, dormir.
Até... já.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Ai Jasus.

De repente, às 00h43 lembro-me:
Dia 27/11/06 - "Espectáculo de Stand Up para a Tabaqueira".
E eu debruçado sobre toda uma caixa do "Sete Palmos de Terra".
Arrumo-a no armário.
E estudo.
Sono.

P.s.- Li nas revistas todas "cor-de-nada" uma noticia interessantíssima:
"Sabemos de fonte segura que Bruno Nogueira não vai a Marrocos".
Gostava de pedir a todas essas publicações de fontes o dinheiro que gastei no meu hotel de Marraquexe.
Obrigado e parabéns pelo intensivo trabalho de pesquisa forense.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Pequena dor.

Há uma música, que tem necessariamente de ser ouvida.
Para bem do peito.
E de quem lá vive.

Chama-se "Pequena Dor", de Rui Veloso.

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Capitulo 2

Anúncio da campanha do Millennium BCP que fica pela internet.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Quero ter frio.

As noites andam a acordar cedo demais.
Antecede-se uma hora no relógio, mas duas no escritório da cabeça.
Hoje em dia (mais hoje), faz-me falta obedecer a mais umas horas de luz.
Duas, para ser mais preciso.
O calor aperta-me o corpo em dias que eram feitos de malhas do fundo do armário e lareiras a estalar.
Quero ter frio.
Só um bocadinho, daquele que nos obriga a camisolas demasiado gordas.
Quero ter robes depois do banho e meias quentes em vez de chinelos.
A chuva só se devia fazer acompanhar de temperaturas rentes ao chão.
A mais não é obrigada.
Apetece-me fumegar da boca e perceber que se calhar devia ter trazido "qualquer coisa quentinha", como a minha mãe martelou pelo telefone.
Quero ser sufocado por um cachecol.
Queimar a barriga da lingua com chá de inverno, que só assim se chama pelo frio.
E não.
Escrevo-vos de t-shirt e chinelos.
O fumo que me sai da boca faz-se acompanhar de demasiado alcatrão.
Prefiro comer um troço da Marginal e ter o outro fumo.
Amanhã sigo para o norte.
Metereologia?
"Temperatura prevista para amanhã no norte do país: 24 graus."
Já nem digo nada.
Só quero ter frio.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Fim do meu dia

Sofá.
Manta.
Pão com manteiga e geleia.
Entrevista a António Lobo Antunes na RTP1.
Telemóvel desligado.
E mundo e meio a gritar fins-do-dia do lado de fora da porta.

Há coisas melhores? Claro que há.
Mas por hoje, não.

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Sim, músculos


Ontem, 18h, ginásio.
Mentalizei-me de uma coisa: é muito difícil desenvolver músculos que já se foram embora.
E então decidi começar a criar uns de raiz.
Todos os atletas do ginásio de olhos postos nos exercícios.
Treinos ritmados e que vistos assim, ao longe, faziam todo o sentido do mundo.
Sorrisos, suores, mas no fundo, o sentido de missão mais que cumprida.
E depois entro eu.
Meio descoordenado, ou muito.
Ainda sem perceber bem o que é que os braços e as pernas fazem sozinhos, quanto mais com máquinas.
E com a paciência de um amigo que me ajuda a empurrar pesos que não me incomodavam nada se ficassem parados.
Previ uma hora de treino.
Fiz 20 mn.
Dor, muita. Daquela que inclusivamente dói.
E sempre a frase da praxe: "epá! se já te dói hoje, amanhã nem te vais conseguir mexer! eh eh eh"
Eu: "eh eh eh".
Hoje escrevo este post com o queixo.
Comecei a escrever às 09h30. São 13h11.
Uma palhinha e tá servido o almoço.
Descobri que tenho músculos, mas contentava-me só com metade deles.
Bom apetite.

(É assustadora a parecença da imagem de cima comigo. Assustadora)

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Assim, sim.

Acordo de corpo dorido.
Chama-se gripe.
De noite virei-me para todos os lados que havia na cama, e ainda para alguns que acrescentei.
Não dormi.
Estômago? Também dói.
Trabalhinho? O dia todo.
Assim sim, vale a pena.
Ben-U-Ron e um beijo na testa, que grita 39 graus.
Boa tarde.

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Há tempo?

Saudades de vos escrever!

Como estão os meus bons amigos?
Espero que bem.
Ando de ponta em ponta do país, a tropeçar em cansaço.
A peça "Antes Eles Que Nós" vai-me levando pela mão de cidade em cidade.
Há sede de espectáculos pelo país.
Lisboa está demasiado abraçada a ela própria.
Queria também que soubessem que não somos nós que decidimos onde vamos fazer a peça, mas sim a produção.
Perguntam-me: Porque não vêm cá?
Respondo: Porque não mandamos nada. Ou menos.
Próxima semana: Macedo De Cavaleiros.
Pelo que sei fica um bocadinho depois do "muito longe".
A partir de onde é que se conta o longe?
Norte de Portugal, onde me sinto em casa.
Onde me sinto.
Voltarei para vos escrever com mais calma.
Este post serve apenas para me lembrar que ainda me lembro de vocês.
Até.

sábado, 30 de setembro de 2006

11h35 de uma manhã

Carlos Castro, na RTP1, canal do Estado, pago para dizer mal do que vê nas revistas.
É assim que acordo o espanto, na Praça da Alegria.
Pago por nós.
O ordenado de quem diz mal de mim, é pago por... mim.
Tento fazer contas de cabeça, muito rentes ao chão, para perceber o que atrai um produtor, por muito dinheiro e tempo que tenha, a tricotar dinheiro em Mayas, Carlos Castros e Cláudios Ramos das traseiras da qualidade da nossa televisão.
E não consigo descobrir.
Do Cláudio Ramos dispenso comentários. Tenho-os guardados nas águas furtadas do insulto.
Considera-se o melhor naquilo que faz (palavras da própria).
E quando achamos isso, tudo o que dissermos cairá,inevitavelmente, em saco roto.
Mesmo muito roto.
A Maya desdobra-se em profissões para ninguém perceber que não tem nenhuma.
Nem o Y estilizado do nome.
Relações Públicas de discotecas, taróloga de chamadas de desperdício acrescentado e Comadre.
Tudo isto lhe confere o tempo de antena que devia estar na ponta da língua de quem interessa ao público que gosta de usar ocasionalmente o cérebro.
Ao menos façam festinhas na barriga da inteligência.
Se uma figura pública repetir uma roupa em duas festas distintas, se calhar é porque quer repetir essa roupa em duas festas distintas.
Se uma figura pública pinta o cabelo se calhar é porque quer pintar o cabelo.
Se uma figura pública faz xixi na sanita, se calhar é porque quer fazer xixi na sanita.
Tenho uma prima minha surda, que adora ouvir a Maya.
E nem para ela isto faz sentido.

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

Digressão

Sexta-Feira, estarei em Évora, no Teatro Garcia de Resende e Sábado no Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António.
"Antes Eles Que Nós."
E o restaurante Fialho em Évora que é uma coisa boa demais para sequer se acreditar que se está só a comer.
Apareçam-nos.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Desculpem

Peço desculpa pela minha ausência.
Encetei há dias uma das fase criativas mais importantes da minha curta "carreira".
Farei os possíveis para vos vir falar sempre que o tempo me deixar.
E a cabeça.
Para já, desdobro-me em muitos, para que tudo corra bem.
Até breve.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Vila Real

Esta sexta, dia 15 de Setembro, "Antes Eles Que Nós" em Vila Real de Trás-os-Montes.
Longe.
E lindo.
Apareçam-nos.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Digressão "Antes Eles Que Nós"


Começa este Sábado, no Centro De Artes e Espectáculos da Figueira da Foz.
Durante Setembro e Outubro iremos andar pelo país com a peça às costas.
E com todo o prazer.
Apareçam.

Home Video #1

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Foi assim

O Bruninho esteve sem internet este tempo todo?
Esteve sim senhor.
Vieram cá uns senhores espectaculares do mundo da internet ajudar o Bruninho?
Vieram sim senhor.
Hoje em dia o Bruninho já tem internet porque vieram cá uns senhores espectaculares do mundo da internet?
Já sim senhor.
Disseram ao Bruninho que afinal era só o cabo "##jdiowehjo2sadjilasj" e que já está tudo "tratadinho"?
Epá, disseram.
Será que o Bruninho fez amor com algum dos senhores da internet enquanto ajustavam o sinal do Biography Channel?
Fez sim senhor. Com o alto, que tinha um alicate de pontas muito giro.
Isso faz do Bruninho uma pessoa extremamente sensível?

É possível.

sábado, 26 de agosto de 2006

O primeiro ano

Estava praticamente a desligar o computador, e os olhos, mas lembrei-me:
O blog Corpo Dormente escreve hoje um ano de idade.
Depositei pela primeira vez palavras aqui num dia que se estendeu dois metros para uma paciência de metro e meio.
Gritei pela ponta dos dedos uma inscrição no Blogger, para sussurrar um texto.
E assim, começou.
Sem que os olhos se apercebam, escrevo hoje, e sempre, para esvaziar palavras que me magoam a parte de cima da cabeça com as pontas afiadas.
Palavras que dormem mal, adormeço-as aqui.
Restos de letras mal acabadas que achei desperdício apagar num cinzeiro.
Dou-vos, com tudo o que sei.
Entenda-se:
Sempre apaguei pretensões do que quer que seja.
Não pretendo por o ego em bicos de pés.
Só escrever.
E saber-vos a ler.

Muito obrigado a todos os que aqui embalam os olhos, e o peito.
Espero ter letras que cheguem para mais um ano.
Por agora entrem, e sentem-se à vontade.

Audi Q7




Simplesmente lindo.

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Ei-lo


Com o coração a correr cada dia mais depressa.

O meu sobrinho.

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Merche Romero, a triste história

"Merche mandou tirar bidé da casa nova", é esta a notícia que abala país e meio.
A bomba é lançada pelo "jornal" 24 Horas, e o choque, é imediato.
Ainda o país não se encostou com o terror dos fogos já está a acordar com outra bomba.
A pior de todas.
O 24 Horas, sempre pioneiro em informações essenciais a quem não precisa delas, conseguiu que uma fonte lhe sussurasse isso ao ouvido.
A questão é: que tipo de fonte sabe de movimentações de bidés de famosos?
Resposta: Uma fonte que está destacada só para saber de movimentações suspeitas de bidés de famosos.
A malta dos bidés é uma malta que não brinca.
Já os bidés da alta roda são de uma maldade como poucos conhecem.
Ninguém dá por eles, mas o que é certo é que quando menos se espera, vai um bidé para o meio da Almirante Reis e faz-se explodir.
Não brincam, têm a escola toda.
E nem vou falar de piaçabas, senão não saíamos daqui
O bidé de Merche, que estava certamente para aprontar das dele, não foi excepção.
Pedro Tadeu, director deste nome maior da informação, concluíu então, num rasgo de génio, que esta notícia deveria ser tema de capa da edição de hoje do "jornal".
Espertíssimo.
Deu assim, antes que fosse tarde, uma notícia que pode ajudar a encontrar o paradeiro do mesmo e devolvê-lo às autoridades locais.
Estamos a falar de um bidé que já deve ter aconchegado vezes sem conta o rabinho de Merche e Ronaldo, ainda que em alturas diferentes.

Pedro Tadeu, sentado na sua secretária cor de rosa, terá pensado: "então mas isto anda tudo maluco? então vai-me tirar um bidé tão fino e nem uma conferência de imprensa? Ela já vai ver o que é bom para não ter a mania que faz coisas alternativas na casa-de-banho dela."
Foi reposta a verdade.
Qualquer outro jornal deixaria esta informação passar ao lado.
Este não.
Este não dorme.
Este achou que, de entre tudo o que se passou no dia 16 de Agosto de 2006 em Portugal, o bidé de Merche Romero foi o mais alarmante.
E gritou isso ao mundo.

A frase da semana

"As minhas fãs são porreiras e não guincham" - José Cid, num momento de pura sensibilidade.

Mas...!?

Acordo, e... chuva.
Daqueles dias em que fechamos e abrimos o espanto várias vezes, para termos a certeza que não dormimos duas estações a mais.
Mas não.
Continua a ser Agosto, continua a ser uma vaga de calor como se vestiram poucas em Portugal, mas... com chuva e frio.
Ainda haverá estações?
Ou existiram até nós as adormecermos com sprays e "deito aqui que o caixote está longe"?
O egoísmo de plantar lixo pelo chão vai ao ponto de matarem os filhos, ou com sorte, os netos.
O papel não se vai arrastar sozinho até ao lixo.
E quem é que se vai arrastar quando o mundo estiver demasiado fraco para nos guardar na barriga?
Os "outros".
Eu já não sou do tempo das estações guardadas nos sítios certos.
Para mim o verão já não é sinónimo de calor, nem o Inverno de frio.
Pode lá ter uns dias baralhados ao acaso, mas nada mais.
Os ossos de quem sofre quando muda o tempo, já não sabem quando doer.
Dou por mim a levar roupa de verão e camisolas de inverno, porque ele vai, concerteza, "fazer das dele".
Trocámos tudo, mas pouco nos importa.
Os ossos do mundo não aguentam sozinhos.

Será que matámos o tempo?
Acordem.

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Dois filmes

Aproveito para aconselhar dois filmes bem diferentes, mas igualmente bons, que vi ultimamente.


Transamerica é, quanto a mim, dos melhores papéis que uma actriz pode dar à luz.
Felicity Huffman, num papel esmagador na pele de um transexual, que dias antes de se submeter à operação definitiva ao sexo, reencontra o filho.
Não é um filme moralista.
É divertido e ligeiro.
Feito com pouco dinheiro, o que implica, regra geral, bom gosto.
A falta de orçamento tem a mais valia de não deixar adormecer a imaginação.
Já muito dinheiro sufoca a criatividade.
Felicity (para os amigos), pousou em casa vários prémios, menos o Óscar.
Porquê?
Por ser um tema controverso que faz comichão na testa de um país terceiro mundista:
Os Estados Unidos da América.
Nome comprido para pouco sumo.
Vejam. Vejam-na.


O segundo vi porque me alertaram para um actor que têm uma peça em cartaz há anos, em Berlim.
Alertaram-me também que era obrigatório ver.
A peça retratava Adolf Hitler, e o actor, começava em posição de cão raivoso até se ir levantando e se transformar num homem.
A pessoa em questão, viu a peça do princípio ao fim, sem perceber uma palavra, e no fim estilhaçou-se em lágrimas.
Já imaginaram a força de um actor que provoca isso?
Sublinho: Sem perceber uma palavra.
O nome desse actor é Bruno Ganz.
Suíço de 64 anos
Procurei então o filme mais recente que ele tinha iluminado.
Encontrei "A Queda".
A história das últimas horas de Hitler.
Confesso que guardo pouca ou nenhuma paciência para filmes sobre o tema, mas forcei-me a mim e mais dois olhos a ver.
O Hitler protagonizado por Bruno Ganz, é, de facto, genial.
A expressão da cara de Bruno acorda-nos o coração na boca entre-aberta
Todo o filme vale pelos momentos em que ele rasga o écran e nos grita o que é representar.
Fico sempre pirosamente emocionado quando assim é. A capacidade de causar um soco dessa dimensão num espectador, eleva-os para um patamar acima da média.
E eu, agradeço.
Vejam, nem que seja para não gostarem.

sábado, 12 de agosto de 2006

Servidos?

Heineken e fim de tarde.
A praia soube a pouco, mesmo depois de muito.
Leva-se o que sobra na pele.
Há qualquer coisa de muito bom no chegar a casa depois de um bom dia de praia.
A areia ainda tropeça do cabelo e o sal lambe o corpo todo.
E nós, gostamos.
Fez-se as compras à tarde, para à noite ser só chegar e cozinhar.
Amigos de sobra, comida mais que boa, e Lisboa à distância de um télémovel.
Bom.
A televisão a falar sozinha na sala, e a cozinha a encher-se de facas e legumes prontos a irem desta para muito melhor.
Esquece-se o relógio do pulso.
Fica só o nosso, a dar as horas que pedirmos.
Põe-se a mesa com tudo, e parte do peito.
Estoiram cheiros bons de tachos cheios de muito.
Sorteiam-se banhos e toalhas.
Dá-se graças a nós por amigos que chegam onde poucos chegam.
Cá.
"Tá na mesa!".
Servidos?

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Só para não estar calado

Parece que está um calor que não se pode.
Mas também parece que as praias estão cheias desde as matrículas dos carros, até alto mar.
Hum.
Feitas as contas, vou então ler.
É um livrinho pequenino, tem 590 páginas.
Se tudo correr bem, quando acabar o livro já o Marques Mendes têm idade para tirar a carta.
É fofinho. Tão pequenino e já fala.

domingo, 23 de julho de 2006

Peito em carne viva

Feitas as contas, de ontem para hoje fiz uns 1000 kms.
São muitos, mesmo contados com paciência. Mas foram bons, muito bons.
Ontem, por volta das 19h, saí de Lisboa com a alegria com que se sai de Lisboa.
Estendem-se dois braços de alcatrão, só para nós.
Vê-se tudo a ficar para trás e a cabeça vai adormecendo o lado agitado.
As árvores, em conjuntos de muitas, empurram-nos o olhar para outros carros. Vistos bem, vão todos de suspensão a lamber o chão, atestados de tudo o que havia lá em casa, porque "nunca se sabe".
O português não vai de férias, vai de casa.
Cães a contarem traços brancos de estrada, fraldas a quebrar a luz nas janelas, rolos de papel higiénico na montra do vidro de trás, porque todos sabemos que tirando Lisboa, poucas cidades aderiram a essa moda recente.
Tudo. E ainda cinco pessoas.
Invertem-se os factores. Temos um conjunto de malas que, por acaso, dá boleia a cinco pessoas.
E seguimos, de olhos em pontos mortos.
Depois de muitas promessas às paredes fracas do estômago, às 21h30 estava sentado, na Mealhada, de Leitão às portas da boca.
Deixei-o entrar. Com honras de estado e tudo o mais que tinha disponível.
Saladinha temperada pelas mãos de quem sabe.
Uma mesa cheia de companhia mais que boa, que só assim se come bem. Come-se com tudo.
Dormir. De mãos dadas, para não te perder.
Acordar. De mãos dadas.
Cantanhede-Carvalhais-São Pedro do Sul.
Tudo visto de peito em carne viva.
Lindo. De nos apetecer rasgar os olhos para ver mais.
Amo-te-nos cada vez mais, sabias?
O meu relógio grita duas da manhã.
Cheguei há hora e meia, mas ainda não cheguei.
Vou ficar lá mais um dia, mas vou dormir aqui.
Dás-me a mão?

sexta-feira, 21 de julho de 2006

"Politics"

Mais uma vez de Ricky Gervais. Desta vez, é um pequeno video do inicío de um dos seus espectáculos de Stand Up Comedy, o "Politics".
Genial.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Tá quase!

Faltam, exactamente, 4 dias para ir de férias.
E não há coisa mais bonita, quanto a mim, de se partilhar num blog.
Ou há?

quarta-feira, 19 de julho de 2006

O humor, como ele deve ser.

Era para este lado que devia evoluir o humor em Portugal. Ainda tenho essa esperança.
A série chama-se "Extras" do mais que talentoso Ricky Gervais (criador da série The Office). Uma série sobre figurantes de série e filmes, com vários "cameos" de actores conhecidos do grande publico. Neste em particular é Ben Stiller.
Fica aqui provado que o humor, quando bem feito, não tem limites.
Só o bom gosto.
Que se abram as mentalidades e se suba um degrau na inteligência de fazer rir.
A comédia não é uma arte menor como se tenta mostrar em Portugal.
Não se deixem enganar. É muito mais do que isso, assim nos deixem fazer.
É uma arte que muito me orgulha. Não cá.
Nada. Tirando honrosas excepções, que se contam pelos dedos de uma meia mão.
Sou exigente como espectador porque não gosto de me sentir estúpido.
Espero o mesmo desta nova geração também. Quem manda no que acontece na televisão é o público.
Mais ninguém.
Exijam.

Reparem na inteligência que Ben Stiller tem de gozar com ele próprio.
Isso sim, é humor inteligente.

domingo, 16 de julho de 2006

Isso

Ora...nem é tanto o calor.
É...
Exacto.
Ficamos então assim combinados.

sábado, 15 de julho de 2006

11h15 - Dentista

Hoje, 11h15, dentista.
Consultório bonito.
Motivo: Parti parte significativa de um dente, e antes que nosso senhor o levasse por completo, fui pedir ajuda aos justiceiros da boquinha.
Cadeira muito bonita, broca do "mai" lindo que há, e um instrumento do qual sou fã e não poderia deixar passar em branco: o aspirador de saliva.
Aparelhómetro de altíssimo nível, que permite compor melodias do mais belo que já foi ouvido quando se passeia por lá com a língua.
Equipam-me de babete e cabecinha encostada num almofada de medo.
Começa.
Abro a boca para além de muito. Se me pedissem para comer o mundo abriria pouco mais.
A primeira aproximação é feita com um espelhinho, meio apaneleirado, confesso. Uma espécie de retrovisor desse grande mundo que é o automóvel dentário.
Não estava nada de bom, e teria de aplicar um belo chumbinho, só para ver se eu me acalmava.
Começa, a sério.
Damos as boas-vindas a uma seringa, que vista assim, a medo, parece ter 3 andares.
Uma coisa enorme, de agulha em riste, que nos arromba as trancas da boca, entra porta a dentro da gengiva, e adormece-a.
E com ela, a calma.
O barulho de uma broca a trabalhar sobre o olhar atento do céu da boca ensurdece a parte fraca dos nervos.
Ensurdece-nos por dentro.
Atestaram-me o chão da língua com metal, barulhos e mãos que nos violam o sabor.
Cedida então a nossa boca, cumprimentamos as lâmpadas todas.
Vemos dois pares de olhos debruçados em "isto não está nada bom" e máscaras de demasiado à vontade.
Pensamos nas coisas todas que temos para fazer e que nunca vamos fazer.
Pensamos na nossa casa.
Pensamos em coisas para pensar.
Bochechamos restos mais que mortais num copo de água, e deixamos os músculos descansar.
Relembre-se aqui que bochechar água com meia boca adormecida é dos processos mais deprimentes a que se pode assistir. Fazemos tudo com um ar doutoral, mas os esguichos de água que escorrem queixo abaixo (também ele adormecido) dão-nos um toque de pateta alegre.
Anestesiado, mas alegre.
Fazemos promessas de terminar com as cáries do mundo inteiro. Que agora tudo vai ser diferente e esta dentição vai ser do mais bem cimentado que se viu por estas bandas.
Saímos. Pagamos meio PIB do Cazaquistão e saímos consultório fora.
Hoje como só com o lado esquerdo, e trinco a bochecha do lado direito que parece ter dois metros de largo.
Segunda feira volto lá. Parece que dava jeito ao Cazaquistão eu rebentar com outra cárie.

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Só um apontamento.

Não é que eu não goste do Cláudio Ramos, prefiro é mulheres mais altas.

sábado, 8 de julho de 2006

Só assim.

Está um fim de tarde de peito dado ao mais que bom.
Um puff, do querido senhor "Fatboy": uma coisa gigante, no meio da relva.
Esteve um calor insuportável. Suava-se por uma sombra.
Mas agora sabe pela vida. Há dias em que o vento discute com a nossa pele que temperatura nos apetece.
E cede.
Falam durante 20 a 30 minutos, um desaguisado ou outro, porque em assuntos de temperatura não é tudo à primeira. Chega-se a uma média aceitável, tanto para o vento, como para a pele, e entra-se em vigor.
E fica-se, a olhar para a parte mais vazia do nada, e a pensar em tudo.
Tão bom, só assim.
A noite não foi falada. Tanto se pode manter o acordo, ou (como de resto tem sido), baixa a temperatura para um casaco centígrado.
Pouco me importa, estarei no teatro. Que por sua vez estará, creio eu, com pouca gente: Portugal joga às 20h, a peça começa às 21h30.

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Colombo, esse nome maior

Passei um bonito dia (mas muito bonito mesmo), nesse nome maior da cultura que é o Colombo.
Coisa boa.
(Em jeito de aparte: há muitas grávidas a passearem barrigas no Colombo. Demasiadas. Daquelas que são passeadas pelas barrigas, e descansam em tripés.)
Mas enfim, segui para a loja de informática.
(Em jeito de aparte: há muitos óculos graduados a passearem em lojas de informática. E muita, mas muita, testosterona.)
Agora sim, cheguei à loja de informática.
Motivo: uma impressora que prometia ser uma coisa que vai lá vai, mas nunca chegou a ir.
Decidi, como bom utente, informar-me mais sobre o paradeiro e funções da mesma.
Alvo: um promotor da marca da impressora. Pessoa especializada (ao que dizem) no assunto.
Pessoa bem apresentada, dentes bonitos, barba feita.
Entendimento no assunto? Não me parece.
"Eu gostava de imprimir fotos em tamanho 10cm por 15cm (o tamanho normal das fotos), mas a impressora só me deixa imprimir em papel A4. Como posso fazer?" disse eu, do fundo do meu 1.94m.
Silêncio.
Mas daqueles silêncios em que se olha para a máquina, de cima a baixo, entradas e saídas de cabos, como se a fotografia pudesse, por alma do Nosso Senhor das Impressoras, sair pelo cabo de alimentação.
"Epá...hum...pois isso agora..." (metade do problema, portanto, resolucionado) "Vou ligar para o nosso callcenter que os gajos hão-de saber isto".
Ligou. Não sabiam. Ou se sabiam, não desconfiavam.
Mexeu em botões como quem mexe em botões pela primeira vez. Tratava a máquina por você. Nunca a tinha visto mais gorda, ou se a viu, não se apresentaram.
Que isto é muito botão. Que até devia dar, mas não dava. Que a máquina é topo de gama e às vezes vem com truques que nem a malta sabe. Que tudo.
Arrematou, minutos roídos, em jeito de sobredotado no universo da informática:

"Isso se calhar o melhor é trocar por outra máquina".

Silêncio. Do meu lado do campo.
Fiz contas de cabeça em quanto me iria ficar insultá-lo. Dava demasiado.
Estou de paciência atestada para pessoas incompetentes a trabalhar. Por um racíocinio muito simples: conheço desempregados competentes que, também eles, têm bocas mais novas para alimentar.
Troquei. Mas por outra marca.
Despediu-se dizendo "Ganda maluco, gosto um molho do teu trabalho".
Despedi-me dizendo "Nunca vi o seu".

Agora, deito-me no sótão (onde a casa fica em bicos de pés), e imprimo fotografias de dias que me aqueceram o estômago do peito.
E isso vale tudo.

terça-feira, 27 de junho de 2006

Mais um copy-paste

"Sossegar não é descansar- não é uma consequência do cansaço. Quando Rebelo da Silva, citado por Moraes, que por sua vez cita o dicionário de Freire, diz:
"O coração não sossega, a vida cansa",
ambas as coisas são verdadeiras, mas a associação é enganadora, porque o coração não sossega por causa de a vida cansar.
Há cansaços bons. Não. O coração não sossega, porque não tem com que sossegar.
Quando aparece um amigo sem avisar, interrompendo tudo o que se tencionava fazer, sossega-se. Quando se está a lutar contra a injustiça e a maldade, com todas as forças que se tem, sossega-se. Quando se lê um poema ou uma história bonita, por muito triste que seja, sossega-se. Quando se acredita em Deus. Isso, sim, é sossegar.
Gosto de "sossegar" como verbo transitivo. Sossegar só por si não chega. É mais bonito sossegar alguém. Quando se pede "Sossega o meu coração", e se consegue sossegar. Quando se sai, quando se faz um esforço para sossegar alguém. E não é adormecendo ou tranquilizando, em jeito de médico a dar um sedativo, que se sossega uma pessoa. É enchendo-lhe a alma de amor, confiança, alegria, esperança e tudo o mais que é presente a tornar-se, de repente, futuro. É o futuro que sossega. "Amanhã vamos passear", sossega mais que "Não te preocupes" ou "Deixa lá, que eu trato disso"."


Miguel Esteves Cardoso, e eu.

quinta-feira, 22 de junho de 2006

Noite de fados, e uma frase...

..."Os olhos do meu amor não os vejo em mais ninguém"

terça-feira, 20 de junho de 2006

A medo

Hoje choveu o dia todo. A medo, deixei as águas furtadas da cabeça entre-abertas e sequei o sol na gaveta do peito.




Bem sei que sendo português, vou esbarrar com o politicamente correcto, mas cá vai (a medo):
Estou feliz.
Posso, mas não me quero queixar. Dá muito trabalho aos escritórios do meio dos nervos.
Ouço fado, mas com os vincos certos na cara.
Tenho dormido bem, graças a uma vasta equipa que me arrasta os olhos até ao rés-do-nada.
Já são horas. Quais? Não sei, é o que se diz nestas alturas.
Visto-me com roupas de dormir, daquelas que dão vergonha aos acordados.
Pais insistem (ou talvez só a mãe): "não deites fora essa t-shirt, aproveita que dá para dormir".
Dormir com uma t-shirt boa, pode, em muitos casos, fazer dói-dói no mais profundo sentimento do Dr. Ó-ó.
Era aborrecido.
Sempre imaginei o Dr. Ó-ó como um indivíduo de rastas,tocador do "mai" bonito djambé do Adamastor e a comer sabonetes de haxixe pra queimar o tempo.
O Dr Ó-ó não roda o sabonete (leia-se como nota de roda-texto)
E faz-se apresentar sempre, mas sempre, com uma t-shirt velha.
O Dr Ó-ó não é beto. Olha betinhos pró Dr. Ó-ó!
Raramente dormimos com uma camisa Gant ou Façonnable. E se o fizéssemos, ia-mo-nos dar mal.
Não queremos isso.
Sapato de vela azul escuro com sola branca? Não me parece. "Meiínha" velha.
O Sr Ó-ó não brinca: Trabalho é trabalho e bardamerda caladinhos.
Visto a tal t-shirt (viu dr ó-ó, há aqui uma generosa dose de respeito)

Apago a noite num cinzeiro, daqueles que guardam o que os pulmões não querem.
Tranco os olhos. Dou duas voltas, e deixo a chave encostada aos teus dedos, não te vá dar uma aflição a três terços da noite.
Durmo o número de horas desde sempre acordado com o centro das costas: demasiadas, mesmo para quem dorme demasiado.
Sonho.
A cores, ultimamente. Não porque seja uma exigência minha, que em matéria de sonhos sou um rapaz modesto, mas porque o preto e branco se esquece da tua cor.
Acordo com os bons dias sentados nos olhos.
Abro o chuveiro e dou de beber ao corpo e meio. O meu.
Desço, queimo o peito da língua com cinco tragos de café e escondo o açúcar na cave da língua, para o que der e vier.
Escondo a chave do carro no bolso, rasgo a porta de casa e dou de caras com a metade quente do sol.
Embrulho-o e guardo-o na terceira gaveta.




Hoje choveu o dia todo. A medo, deixei as águas furtadas da cabeça entre-abertas e sequei o sol na gaveta do peito.

domingo, 18 de junho de 2006

De rajada...

...perco a carteira, chave de casa, e do carro.
Assim, a quente.
E penso (pouquinho) de mim para mim:
"Bruno, caso ainda não te tenhas dado conta, uma parte generosa do teu império material desapareceu em 5 mn."
Riu-me, mas com a parte fraca do sistema nervoso.
Façamos então o ponto da situação:
Estou portanto algemado em casa, sem poder sair, sem transporte e sem dinheiro para me fazer transportar.
A pé? Muitos km´s. Mesmo. Nem sequer vamos por aí.
Telemóvel com saldo para ligar a alguém? Não me parece.
Um muito obrigado a todos os que tornaram isso possível.
E agora vou para dentro, que tenho um coração por bater.

terça-feira, 13 de junho de 2006

Uma linha

Haveria muitos textos engraçados para escrever, mas achei que uma linha chegava para alimentar outras quarenta nas vossas cabeças:

Cláudio Ramos como padrinho da marcha do Castelo.

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Dia bom

Acordar com a alegria atestada no peito.
Arrumar cd´s, dvd´s, e livros nas prateleiras do "até que a morte nos separe".
Aproveitar a folga com tropeções em nada para fazer, mas que têm de ser feitos.
Cheiro a brasas com a língua de fora prás sardinhas.
Cheira bem.
Cheira a dias com sorrisos pregados nos cantos dos lábios.
E tu no canto dos olhos.



E agora shiuuu, que vou por o coração a dormir.

domingo, 11 de junho de 2006

Palavras amontoadas

Não tenho tema nenhum para o que vai ser escrito nos próximos minutos.
Só dedos a pisarem teclas com a força de dedos que pisam teclas.
São 19h30, o dia foi calmo, ou quase nada, como de resto se apresentam os Domingos. Fico sempre com a leve (muito leve) sensação de que o Domingo é a parte de trás de um outro dia qualquer.
Custa-me a acreditar.
Chego aos Domingos como quem chega à Igreja: não acredito.
Comi bem, graças a mim.
Acabei de ler o Expresso, onde ofereciam uma bonita bandeira de Portugal. A questão é: será que chegam?
O Mundial ainda não começou e já não posso ouvir falar dele. Que Deus o leve.
Descansei o dia todo.
Sinto-me de rastos.
Descansar cansa-me. Faz-me doer o meio da cabeça.
Recebo chamadas e mensagens boas, daquelas que fazem festinhas no peito do peito.
Desfolho a Focus, a Visão e a Única. Dão-me um ar intelectual e engana por segundos o leitor.
Arrumo-as, e com ela a tarde.
Como tudo o que engorda. Nada me engorda.
Olho para a agenda semi-fechada no outro canto da sala. Semi-abro-a.
Amanhã, segundo dizem, acorda outro dia.
O Domingo, passa o tempo a espreguiçar-se. E eu ajudo-o, em braços coreografados.
Bom jogo.
Angola já leva 1-0 na pá.

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Retrospectiva

Afastado, um pouco.
Mas o trabalho e a falta de internet também ajudaram.
Ainda assim, fica aqui
ou melhor,
aqui,
o meu pedido de desculpas formal a todos os que diariamente tentam beber algo mais do que letras do meu blog.
Um grande bem haja também para a imprensa cor-de-rosa que tanto tenta saber da minha vida à boleia do meu querido blog. Ainda assim, garanto-vos que há coisas bem mais interessantes para vasculhar, nomeadamente um curso de jornalismo, por mais curto que seja.
Estreou então "O Pior Condutor de Sempre", o meu mais novo. Correu muito bem a estreia, ainda que num dia conturbado. Honestamente, a praia é mais convidativa do que um sábado à tarde frente à minha trombinha. Audiências muito boas ainda assim. Mais uma vez, muito obrigado.
Continua "Avalanche" no Villaret, até sabe Deus quando. E mesmo ele anda baralhado com estas coisas das datas.
Por hoje encosto-me no sofá com o portátil nas pernas, e leio os vossos mails.
A noite está mais do que boa, está de braços abertos.
Abraço-a?

sábado, 15 de abril de 2006

O preço a pagar

A única diferença que separa um paparazzi de um violador, é que o violador não se esconde.

quinta-feira, 23 de março de 2006

Boletim meteorológico

Suspiro a cinzento escuro, nestes dias. Tenho o céu todo a trovejar nos olhos.
É muito cinzento, mesmo para um amor daltónico. Cansa-nos a alma mal ela acorda.
Não lhe dá espaço para rasgar um ou dois vincos de riso.
Nada.
Arrasta-nos para o fundo do mundo.
Quando era (ainda) mais novo adorava estes dias. Estava intimamente ligado com o facto de não haver aula de educação fisica. E isso enchia-nos de coisas para fazer. Mesmo à custa de nunca as virmos a fazer.
Hoje em dia, mais precisamente hoje, desmancha-me. Vento, chuva e frio não alimenta muita esperança aos olhos.
Pelo menos aos meus.
Dá vontade de esconder o dia de toda a gente e esticar as pernas numa casa de janelas cimentadas.
Os dias cinzentos têm esse duro dom de descansarem uma lupa sobre o que quer que nos doa peito adentro.
A lupa é tão grande...
Que venha o sol, nem que seja por um quarto de hora, para nos lembrar que há vincos na alma.

segunda-feira, 20 de março de 2006

"O Pior Condutor De Sempre"

Começo, não tarda, a gravar um programa de televisão curioso. "O Pior Condutor De Sempre", assim se chama. Confesso que a principío fiquei de pé atrás, desconfiado na ideia de que se pretendia promover gratuitamente um mau condutor. A ideia não é essa, pelo menos de uma forma directa. Pretende-se "agarrar" em 13 maus condutores e submetê-los a uma melhora. Rir com eles, e não deles, entenda-se. Também eu não sou o melhor dos condutores. Nenhum português se assume um mau condutor, todos conduzem "benzinho" (leia-se: em contra-mão). Há sempre a probabilidade de num episódio levar uma ripada de um qualquer "bonzinho condutor" nas canelas e ficar com as pernas em U.
Quando começar a gravar deixo-vos mais detalhes.
Há fases da vida pessoal de quem vos escreve muito conturbadas e duras. Esta assinala-se uma delas.
Enfim...

sexta-feira, 17 de março de 2006

"Avalanche"


Bem sei, tenho estado ausente. Mas os motivos são bons, pelo menos para mim, confesso. Esta é a peça que me faz perder gramas e ganhar experiência nos dias que correm. Espero vê-los por lá.
Lá onde?
Villaret, de Terça a Sábado, pelas 21h30.
Apareçam.
E que nosso senhor vos acompanhe.
Ah, e aquele de cabelo muito arranjadinho...enfim...sou eu.