sexta-feira, 1 de junho de 2007

ó ó

Depois de ter passado o dia a ensaiar e a fazer um espectáculo no Casino Estoril, e trinta minutos antes de entrar para o bonito palco do São Luiz, surge-me uma coisa:
Epá, gostava tanto de fazer ó ó.
Mas daquele ó ó que se inicia com uma sucessão alucinante de cabeçadas à cais do sodré no ar, seguidas do ar de pânico de quem pensa:
"eu tou a ouvir, eu não estava a dormir"
Não era só fazer ó ó em palco. Era um bocadinho antes e um bocadinho a meio.
Assim de esguelha, para ninguém do público perceber.
Ou dormir numa posição engraçada de maneira a que um ou outro elemento do público dissesse:
"Olha-me bem, este Bruno até a dormir consegue fazer com que eu me escangalhe a rir".
Adoro pessoas que se "escangalham" a rir.
São diferentes.
E amorosas.
Vou então vestir a camisinha e por o microfone.
E que nosso senhor me acompanhe.
E já agora, que me belisque.
O maroto.

domingo, 27 de maio de 2007

Aborrecidinho

Haverá algum dia mais profundamente estúpido do que o Domingo?
Hum?
Uma pessoa já sabe que não vai ser um dia especialmente activo, não é isso que se pretende de um Domingo.
Também não se pretende que acabe num centro comercial.
Pretende-se que haja uma surpresa qualquer que nos arrebite o Domingo.
Qualquer coisa.
Mas não. Não arrebita.
E então com chuva fica uma especialidade.
Domingo e chuva é meio caminho andado para um urbano-depressivo se atirar da Boca Do Inferno a ouvir Nirvana.
Vou buscar sushi.
Assim choro, mas com pauzinhos.
Dá mais classe.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Vamos para o nono


Neste momento já mamei oito "After Eight".
Tinha de dizer isto porque o meu estômago também me está a tentar dizer qualquer coisa.
Mas a combinação do chocolate com o mentol é de dar cabeçadas na esquina de uma mesa daquelas como deve de ser.
Daquelas do Ikea.
Mas a cabeçada a ser dada será sempre na fase de montagem, para apanhar uma lasca ou outra.
Não queremos cá meninos.
E agora vamos para o nono, que não há tempo a perder.
Siga.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Sergio Godinho em "Ligaçao Directa" no Maria Matos


Digam o que disserem, Sérgio Godinho é, e será sempre, um dos melhores escritores de canções que este país alguma vez viu nascer.
Ontem fui comprovar isso.
E com a honra e a admiração de um lugar numa primeira fila de um Teatro Maria Matos cheio de ouvidos.
Sentei-me, e durante duas horas passei por melancolia, euforia, e muita pele em bicos de pés.
É assim que se mistura tudo num concerto e se dá a ouvir.
Todos os músicos num nível altissímo, as luzes certas nas alturas certas e um alinhamento que vai desde o último trabalho "Ligação Directa" até "As Dúvidas Do Gaspar".
Dá vontade de rasgar os ouvidos e ouvir tudo ainda mais.
Há pedaços de música que comovem de tão bem escritas.
De tão bem ditas.
E de tão simples, que é sempre o mais complicado.
Ninguém canta o amor como ele.
Ninguém.
E perceber, durante duas horas de concerto, que a música do Sérgio Godinho esteve presente em todas as fases boas da minha vida.
E espero que assim continue.
No fim, fui-lhe dar o abraço com dois braços de admiração.
E com o orgulho de o conhecer.

"Dançar como amigos,
Se fosse possível,
Dois pares de sapatos,
Levantando pó,
Dançar como amigos só."

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Categoria

E um post de valor:
O numero de telefone da bilheteira do São Luiz é o 213257650
Epá, que post de requinte.
Daqueles que apetece ler vezes e vezes com um copinho de leite morno.
Granda post.
Tou orgulhoso.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Re-estreia no Sao Luiz

Retomo hoje o espectáculo no São Luiz.
Está a ser muito boa a tournée, mas voltar a casa é sempre voltar a casa.
Por isso, a partir de hoje, e durante as próximas quintas, sextas e sábados às 23h30 lá estarei.
Onde?
No Jardim de Inverno do São Luiz.
Apareçam.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Bruno Nogueira a Solo no Teatro Nacional Sao Joao?


Ontem senti-me um homem orgulhoso.
Eis o motivo:
Levei um espectáculo de stand up comedy ao Teatro Nacional São João.
Stand up comedy num teatro nacional é algo que pensei que por força do preconceito nunca fosse acontecer.
Mas aconteceu.
E foi memorável, pelo menos para mim.
1h45mn que gravei para mais tarde recordar.
Porque isto sim, é coisa para se mostrar aos netos.
Amanhã deixo mais pormenores, que agora tenho de ir ao Ikea.
Pode ser?
ok.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Outros takes

Depois de um longo dia de gravações (como foi o caso dos últimos anúncios do Millennium), há alguns takes que por um motivo ou por outro nunca chegam a ir para o ar.
Este é um deles.
Parvo, mas gosto.

Aqui fica:


sexta-feira, 11 de maio de 2007

Digam-me:

O cenário da Júlia Pinheiro é demasiado cor-de-rosa ou fui eu que misturei Aspirina com coca-cola?
É muito.
(pequeno comentário antes de sair do hotel para o ensaio na Casa das Mudas)

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Entretanto

No intervalo entre a aterragem e uma conferência de imprensa, aqui fica:
Já cá estou.
Onde?
Madeira.
Dia 11 e 12 de Maio estarei no Centro de Artes da Calheta: Casa Das Mudas.
Um edifício genial, premiado pela sua arquitectura.
Deixarei aqui fotos mais tarde, quando houver mais tempo.
Apareçam amanhã!
E agora vou dizer coisas muito interessantes sobre a vida para uma entrevista do Diário de Notícias madeirensa.
Até lá!

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Quanto!?

Hoje, um dia bonito.
Calor, uma brisa fresquinha para evitar desconfortável.
Mas acima de tudo um dia muito bonito.
Até que a certa altura surge a frase:
"Ora então a multa é de 500 Euros. Faça lá verde código verde a ver se nos despachamos".
Uma delícia.
Gente simpática, e um murro nas trombas da minha conta bancária.
Não esteve um dia assim tão bonito.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Braga e Moura

Estes dois últimos espectáculos da tournée foram muito especiais pelos motivos que passo a explicar.
Ainda que sendo lamechas, são os motivos.
Dia 27 de Abril fiz, como aqui anunciei, espectáculo no Theatro Circo De Braga.
A lotação é de 900 pessoas.
Só quando entrei na sala para ensaiar é que me apercebi da responsabilidade que iria ter horas mais tarde.
Até lá "Theatro Circo de Braga" era só uma frase na agenda.
Agora conhecia a frase.
A lotação (felizmente) foi toda preenchida.
Sala esgotada e muita vontade de entrar para palco.
Emocionei-me mal pisei o palco e senti o barulho impressionante de palmas que me fizeram sentir mais do que sou.
Foi uma noite memorável, com um público que só por si faria o espectáculo.
Daquelas noites que me arrependo de não ter filmado para mais tarde rever.
Daquelas noites em que apetece ficar 4 horas em palco só para não acabar.
Há quem não saiba, mas o público varia de cidade para cidade.
Cada cidade tem o seu sentido de humor, daí o fascinante de uma tournée.
Aquilo que mais funcionou em Braga, era o que tinha funcionado menos em Vila Real de Santo António, e vice-versa.
Acima de tudo começa-se a perceber que Portugal vai tendo mais elasticidade para rir daquilo que "ai, valha-me deus".
Uma noite e tanto.
E no fim a sensação de caminhar para o camarim de queixo levantado e orgulho lá apoiado.
Obrigado Braga.

Depois voltei a Lisboa, só para fazer escala e partir para Moura.
Nunca tinha ido a Moura.
Fico a 30 km de Serpa.
Nunca tinha ido a Serpa.
Pouco conheço do Alentejo, e do público alentejano muito menos.
O espectáculo seria no Cine Teatro Caridade.
Estradas meio desertas, umas rajadas de frio e chegámos.
Entrei para uma sala visivelmente mais pequena, cerca de 200 lugares.
O que torna os espectáculos mais acolhedores e uma química diferente de tudo entre o palco e o público.
Menos meios técnicos que Braga, mas a mesma vontade ou mais ainda.
É de louvar estas vilas com poucos meios que querem espartilhar o que se passa em Lisboa.
E a vontade para que tudo corra bem, essa compete a quem tem menos meios.
Sala esgotada. Pessoas sentadas nas escadas.
E a surpresa de quem estava à espera de uma sala meio cheia, meio vazia.
Assim que entrei para palco senti-me acolhido e com vontade de apertar a mão a cada pessoa do público, tal era a intimidade que a sala provocava.
Não o fiz. Era demasiado político.
Diverti-me como se tivesse em casa a preparar o espectáculo e a mostrar a amigos.
E estava.
"Boa noite e até uma próxima".
E a generosidade de um público a aplaudir de pé.
Obrigado Moura, e como diz o outro: "até uma próxima".

domingo, 29 de abril de 2007

Mais uma!

A 15 minutos de partir para o Alentejo, aqui fica:
Amanhã, dia 30 de Abril, estarei na Biblioteca Municipal de Moura para mais uma data da minha tournée.
Lá vos espero!

quinta-feira, 19 de abril de 2007

"Sou do tamanho do que vejo e nao do tamanho da minha altura" em Braga

É já na próxima sexta-feira, dia 27 de Abril que estarei no Theatro Circo de Braga.
Confesso que estou ansioso.
Espero por vocês no público.
E quando eu entrar gritem coisas do género "epá, este Bruno é de um sentido de humor eé de partir o côco, vamos rir aqui que não é brincadeira".
Podem dividir a frase por várias pessoas, porque dito só por uma é capaz de ser esquisito.
Ou várias t-shirts com a frase.
E riam muito, mesmo que eu esteja calado.
Só para facilitar a vida ao artista.
Até lá.

P.s- As rápidas melhoras para António Lobo Antunes.

terça-feira, 17 de abril de 2007

E agora...?


Terminadas as obras no túnel do Marquês, põe-se uma questão gravíssima:
Qual a próxima desculpa para atrasos?
Toda a gente sabe que todos os atrasos têm como causa fundamental o Marquês.
Está sempre toda a gente a passar o Marquês, a chegar ao Marquês ou a ver o Marquês ao fundo mas está um trânsito terrível.
Mesmo para o pessoal de Braga.
Fica bem.
É um código nacional.
Se bem que "esta merda aqui no Rato está toda parada" também é de um domínio impressionante.
Revela classe e a jogada de mestre de não recorrer ao local cliché.
Aprecio.
Já ninguém leva a mal e percebe a mensagem que quer dizer:
"Ele adormeceu mas está a caminho".
Nunca fui muito de matar familiares para desculpar atrasos.
Tem o delicado problema de mais cedo ou mais tarde dizermos que morreu novamente o mesmo familiar à mesma pessoa.
E parecendo que não, há quem desconfie disso.
Escolho sempre uma boa situação de trânsito, carro bloqueado também sai muito bem, mas não façamos confusões nenhumas: "trânsito impossível no Marquês" tem uma saída espectacular.
Mesmo lá fora, já se começa a usar.
Há muita malta que vai de Londres para Nottingham e apanha de esguelha com as obras do Marquês.
Somos muito bons nisso.
"Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo"
Hum... não vamos por aí que já devo ter passado por muito mentiroso sem dar por isso mas por coxos faço sempre o jeitinho de lhes ir por um calço na perna mais pequenina.
Como se faz nas mesas de restaurante que abanam.
Não consigo evitar e uma rolha cortada resolve o problema do coxo.
Do mentiroso não.
Agora, com o fim das obras à vista, que fazer?
Lanço aqui uma proposta:
Uma campanha inédita para arranjar um novo local que, em estando todos de acordo, se tornará no "Marquês" dos tempos modernos.
Um sítio bonito e que seja bom de dizer em chamadas.
Central, de preferência.
Não me conformo.

Porra.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Verão?

Há dias assim.
A temperatura do dia inteiro andou em bicos de pés.
E bem.
O fim da tarde já se mostrou com cheiro a verão, com janelas de carro abertas e cotovelos apoiados nos 25 graus.
Nestes dias pensa-se sempre que a noite vai estragar tudo.
Prepara-se camisolas para agasalhar o fresco que aí vem.
Mas não, hoje não.
Hoje chega-se às 21h30, e janta-se no Chiado, ao ar livre.
Pede-se boa comida e garante-se bons amigos.
E tá feita a noite.

Sublinhar

O amigo Pedro Ribeiro já o tinha escrito.
Eu corro o bom risco de me repetir.
Crónica António Lobo Antunes desta semana, na Visão.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Ora...

...os dois últimos posts foram retirados por já terem sido lidos por que deveriam ter sido lidos.
E pouco acrescentavam ao blog
"Tá" explicado.
Até breve.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Red Nose Day

Dia 5 de Abril estive na Nottingham Arena a ver Ricky Gervais.
É outro universo.
Voltei a Portugal e ontem numa busca no Youtube encontrei outro momento genial do mesmo Ricky Gervais.
A prova de que por cá ainda não se pode o que se quer no universo da comédia.
É uma campanha chamada "Red Nose Day" para angariar fundos para África.
Por cá isto seria impensável.
Ou digno de protecção policial.
Ora vejam:

sábado, 7 de abril de 2007

Já sabia...

Meus amigos,

Voltei hoje do chamado estrangeiro e como seria de calcular é muito complicado lidar com gente anónima a fazer comentários.
Isto é um espaço para eu me divertir e não para me chatear.
Ficou a tentativa.
O meu pedido de desculpas a todos os que enviaram comentários.
Abraço.