quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Sim, mais.

Depois de ver o Coliseu do Porto completamente cheio e com cerca de 3000 pessoas a aplaudir, faltam-me as palavras para agradecer à cidade nortenha que encaixa tão bem naquilo que de melhor temos.
É impressionante, e mesmo que não volte a acontecer, essas noites já ninguém me tira.
Mas a tournée segue.
E segue assim:

Sexta Feira: Guarda.
Sábado e Domingo: Estarreja.

Até lá!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

"Maria Rita"

Hoje, numa freguesia chamada Romeu, no concelho de Mirandela, fui a um restaurante como há muito tempo não ia.
Tinhamos espectáculo em Bragança e o Zé Pedro Gomes disse que havia um sítio óptimo para almoçar.
Acreditámos.
Também não sou gajo para saber de muitos restaurantes em Mirandela.
Chama-se "Maria Rita" e era uma antiga estalagem que mais do que um restaurante faz lembrar um antigo solar de família.
A lareira à entrada a receber-nos, e depois o prato principal, que me derrubou em três tempos:
Açorda de espargos bravos.
Carne de aves e de porco desfiada, com espargos bravos, coberto com pão, azeite, e levado ao forno.
Para terminar um leite creme queimado e um café.
Saí de lá a rebolar.
Se estiverem por perto, não deixem de ir.
Já há poucos espaços assim.
Acreditem.
Tudo isto se passou aqui:

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Tournée (sim, ainda)

Tantas coisas para vos dizer e no fundo tão poucas.
Ora, o que se vai passar é basicamente o seguinte:
Nesta sexta-feira estarei no programa do senhor Malato "Sexta À Noite" juntamente com todo o elenco dos Monty Pythons.
Depois parto para continuar a tournée, que nos próximos dias será assim:
No domingo dia 17 estaremos em Bragança.
Depois vamos para o Porto onde ficaremos de terça-feira dia 19 até sábado dia 23.
Onde?
No Coliseu do Porto. Aquela tasca pequenina de 3000 lugares.
Comprem com antecedência. Se quiserem ir, claro.
Senão fiquem sossegadinhos a ver o Quimbé no "Quando O Telefone Toca".

É bom voltar ao Porto.
As pessoas do norte sabem receber como ninguém.
Sabem receber sem pedir nada em troca.
E isso vale muito.
Até lá.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

"A Floresta" de Aleksandr Ostróvski


Márcia Breia estrondosa.
João Pedro Vaz muito bem.
António Fonseca uma grande surpresa, um papel bom de ver do princípio ao fim.
Três horas e meia.
Passam bem, mas é preciso gostar.
Teatro Cornucópia, até 17/02/2008.

Foi ou não foi um post virado ao intelectual?
Foi pois.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

31-01-1982

e vão 26.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Favaios-Alijó-Castedo

Já tinha visto o "Tal Canal".
Já tinha visto o "Herman Enciclopédia"
Vejo muita comédia ingelsa e alguma norte americana.
Mas isto é sem dúvida das melhores coisas que já vi:



quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Passo a passo

Acabar a peça.
Caminhar até ao camarim numa troca de "hoje não correu assim tão bem".
Tirar o microfone.
Cair na cadeira e deixar que os nervos percebam que podem ir para dentro.
Vestir a roupa.
Entrar no carro.
Sintonizar a Marginal.
Ir devagar, a descomprimir por hora.
Chegar a casa.
O cheiro de uma casa não se compra em lado nenhum.
Vai-se fazendo.
As casas que não tem cheiro não são casas.
São relógios à espera de ponteiros.
Deitar as chaves e a carteira em cima da mesa.
Agasalhar as costas da cadeira com o casaco.
E saber que por hoje o mundo pode acabar.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Air - "Playground Love"

A música de hoje.
Só porque sim.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Luiz Pacheco



"Tá morto".
Aquilo que queria que fosse o seu epitáfio.
Um escritor provocador que nos deixa aos 82 dois anos.
Fica a obra.
A destacar "A Comunidade".
Leiam, que só depois da morte se reconhece a vida.

” Quando a dor no peito me oprime, corre o ombro, o braço esquerdo, surge nas costas, tumifica a carótida e dá-lhe um calor que não gosto; quando a respiração se acelera em busca duma lufada que a renasça, o medo da morte afinal se escancara (medo-mor, tamanha injustiça, torpeza infinita), aperto a mão da Irene, a sua mão débil e branca. Quero acordá-la. E digo : «não me deixes morrer, não deixes…» Penso para comigo, repito para me convencer: «esta pequena mão, âncora de carne em vida, estas amarras suas veias artérias palpitantes, este peso dum corpo e este calor, não me deixarão partir ainda…» E aperto-lhe a mão com força, e acabo às vezes por adormecer assim, quase confiante, agarrado à sua vida. Ah, são as mulheres que nos prendem à terra, a velha terra-mãe, eu sei, eu sei ! São elas que nos salvam do silêncio implacável, do esquecimento definitivo, elas que nos transportam ao futuro, à imortalidade na espécie (nem teremos outra) pelo fruto bendito do seu ventre (eu sei, eu sei…) ”

Excerto de ” Comunidade “, de Luiz Pacheco.

Número cem

Eis uma data a assinalar.
Ontem, depois de três meses e meio em cena, "Os Melhores Sketches Dos Monty Python" comemoraram os 100 espectáculos.
É muito espectáculo.
Sempre de sala cheia, e sempre sala cheia.
Uma média de 65.000 espectadores.
A todos eles, um muito obrigado.
A peça termina em Lisboa no fim deste mês e depois começa uma vasta digressão.
A primeira data será já no dia 1 e 2 de fevereiro no CAE, Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz.
Lá vos esperamos.
E agora vou só ali experimentar uma coisa que trouxe de Amsterdão.
Acho que são oregãos.
Aquele oregão mais forte.
Um beijinho no mamilo do Dom Duarte e um abraço para todos e todas.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Amsterdão

Amsterdão: Uma cidade muito à frente no seu tempo.
Agora tenho de ir para o teatro, mas não tarda muito venho aqui falar de tudo com mais calma.
E já agora, um bom 2008.
Um simpático 2008, vá.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Fim do dia

Aconteça o que acontecer, não há nada que um abraço com a força de 3 anos não resolva.
"Bruno, hoje podemos dormir de olhos abertos?"
Podemos...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Pensamento e meio

Ontem, ao ver a RTP1, percebi que se a Vanessa Fernande se esforçar muito consegue síntonizar a Mega Fm no aparelho dos dentes.
Dá um jeitão no triatlo.
Isso e um carro.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Nokia N95


Ontem, vejo o meu pai com um telemóvel novo e arrisco perguntar:
"Tão giro este telemóvel, precisas dele para alguma coisa em especial?"
Resposta: "Preciso filho, para ver os mails".
Não estava preparado.
Confesso que até fiquei uns segundos suspenso na cara do meu pai a pensar se não teria entrado no carro de outro senhor por engano.
Um senhor extremamente parecido com o meu pai, mas ainda assim outro senhor.
Mas não, confirmava-se.
O meu pai adquiriu este bébé, o Nokia N95.
E verdade seja dita, é um telemóvel do caraças.

Ui.

E uma dor de costas que me apanha o pescoço?
Bem sei, o mesmo que os avós dizem.
Com a diferença que eu tenho 25 anos e o massagista me disse:
"em 20 anos de trabalho nunca vi umas costas neste estado".
Confesso que de certa forma fiquei orgulhoso.
Para ser igual às outras não valia a pena.
E agora um emplastro Leão e Reumon Gel.
Maravilha.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Mr Terry Jones


Ainda custa a acreditar, e é no fundo um bocado surreal, mas: O Sr Terry Jones esteve ontem a assistir ao nosso espectáculo no Casino Lisboa.
Terry Jones, o lendário membro dos Monty Python´s, que está em Portugal a propósito de uma peça que se chama "Evil Machines", um musical que envolve electrodomésticos e que promete ser do caraças.
Mas voltando ao assunto.
No fim, Terry Jones, não só subiu ao palco, como depois foi para o camarim connosco.
Surpreende pela simplicidade, tão perto de mim e ao mesmo tempo um dos homens que mudou para sempre o rumo da comédia mundial.
Ali, a dizer-nos "gostei muito, parabéns!"
Depois descemos do camarim, e ele paga-nos uma cerveja no Lounge do Casino.
Outro momento surreal, de tão simples.
Seguimos depois para um jantar que tinha sido organizado onde ficámos a noite toda à conversa.
Nada de especial, e daí a grandiosidade e o fascínio de tudo aquilo.
Apenas uma pessoa normal, que provavelmente nem se apercebe bem daquilo que significa para todos os que estavam sentados naquela mesa.
No fim, o convite para irmos assistir a um ensaio do seu musical.
E assim foi.
Em breve, mais fotos.
Que dia!

domingo, 25 de novembro de 2007

Meio pensamento


Será que fui só eu que reparei que o Paulo Gonzo tem a direcção desalinhada?
Era cinco minutos na Pneuvita e aquilo ficava uma categoria.
Teimosias.

sábado, 24 de novembro de 2007

Ementa

Ao almoço favas.
Ao jantar cozido à portuguesa.
Prevê-se um final assustador.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Gente Diferente




Por estes dias tenho visto um documentário que merece ser partilhado.
Já o tinha espreitado quando passou na RTP, mas apanhava sempre a meio.
Chama-se "Portugal, um retrato social" e é um excelente trabalho do sociólogo António Barreto, juntamente com a realizadora Joana Pontes.
Gira tudo em volta de um tema aparentemente simples: Quem somos, quantos somos, e como vivemos.
O antes e o agora de um país que parece ter evoluído em sentidos diferentes.
"Hoje em dia vive-se mais, mas nem por isso se vive melhor".
Todas as segundas com o jornal Público.
A não perder.

E agora mais um toro de lenha, para aquecer os olhos.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Adenda a um outro post

Depois de vários mails, aqui vai uma coisa que me esqueci de referir.
Quantos às minhas crónicas da TSF, de seu nome "Tubo De Ensaio", para quem não consegue ouvir na rádio pode sempre ir a www.tsf.pt e na secção de "Programas e Entrevistas" procurar "Tubo De Ensaio".
Lá estão todas as crónicas, não só a do próprio dia, como também as antigas.
Até lá.