domingo, 1 de junho de 2008

Amy...coiso

Amy Winehouse no Rock In Rio foi...
Ora bem.
Como é que se explica assim em poucas palavras.
Imaginem um desastre na A1 entre um autocarro com uma excursão de idosos e um Fiat Punto de um emigrante na Suíça.
O emigrante ia devagar, mas o autocarro ia a uns bons 160 km/h.
Perto de Aveiras o condutor do autocarro espirra e sem querer atira-se para cima do Fiat Punto (encarnado)e vai a capotar com os velhinhos lá dentro e o emigrante no seu Punto também às cabeçadas na manete das mudanças no volante e na nossa senhora de Fátima colada no tablier.
Coisa feia, vê-se algum sangue.
Se nós passarmos por lá, ainda que sendo um cenário horrível, de certeza que há quem abrande para tentar ver uma coisa que depois se vai arrepender e dizer:
"Epá, mais valia não ter visto nada. Agora vou sonhar com isto"
Pois bem.
Foi assim, todo o santo concerto.
Todo.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

"Árvore das Patacas"


Sou um grande fã da "Árvore das Patacas", no programa "Fátima".
É um grande momento de televisão em qualquer parte do mundo.
Vou ao rubro quando é o Pato Donaltim a apresentar.
Com o José Freixo, que é provavelmente o pior ventríloquo da história da humanidade.
Ventríloquo- (Do lat ventriloquus)- Que modifica a voz, abafando-a à saída da laringe, de forma que pareça vinda do ventre, sem que nenhum movimento labial seja visível.
Nada disto acontece.
Nada.
É posto em causa todo um conceito de ventriloquismo que tinha sido criado há anos e anos.
José Freixo está cá para as curvas e também para provar que o ventriloquismo é o que um homem quiser.
Se um homem quiser mexer a boca ainda mais que o pato, esse homem pode.
É só querer.
Hoje, aos espectadores que ligassem para a "Árvore das Patacas" ofereciam ainda um livro do António Calvário como prenda de participação.
Portanto é tudo o que há de bom em apenas cinco minutos de televisão:
-Fátima Lopes
-Pato Donaltim
-Árvore das Patacas
-António Calvário
-Conceito inovador de ventriloquismo

E tudo isto sem pagar nada.
Bem sei que o preço dos combustíveis tem subido.
Bem sei que a china tem terramotos.
Mas nós temos o "Fátima", e isso ninguém nos tira.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Km...?

Ora daqui a Paredes de Coura são quantos dias de viagem?
É que parece que tenho de lá estar amanhã para fazer os Monty Pythons.
Mas antes ainda tenho de ir editar o episódio de domingo dos "Contemporâneos".
Oh Bruno, é um bom episódio?
Não me façam essa pergunta porque eu sou parcial.
Que mania, a vossa.

Acabei agora de ler "De Profundis, Valsa Lenta" de José Cardoso Pires.
Um relato impressionante.
E a constatação que aconteça o que acontecer um bom livro leva-nos sempre para onde ele quer.
Um mau empurra-nos.
Até lá.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

O som.

A melhor coisa que eu alguma vez ouvi no mundo da música.
Prestem atenção.
Convosco Júlio Miguel e Lêninha com o tema: "O Filho Do Recluso":

sábado, 10 de maio de 2008

Beirut "Elephant Gun"

Da música ao videoclip, faz-me sentir bem.
Só porque sim.
E chega:

in Público

Jorge Mourinha, crítico no jornal Público, tece uma critíca muito elogiosa aos "Contemporâneos", o que me deixa, honestamente, muito feliz. Até descer umas linhas e ler ainda do mesmo senhor esta frase::
"Nuno Lopes fez um extraordinário Ricardo Araújo Pereira no sketch do Festival da Canção".
Isto está, de facto, tudo doido.
E o pior é que isto é grave, mas ninguém nunca dirá nada para repôr a legalidade.
Há uma estranha mania de ter a sede de comparar sempre as coisas boas. Só pode haver uma coisa boa ao mesmo tempo, e a que vier a seguir será sempre comparada, sempre.
Chama-se a isto "Portugal dos Pequeninos".
Eu, por exemplo, gosto de várias bandas ao mesmo tempo. Mesmo que sejam todas de jazz. E dificilmente vou comparar uma com a outra. Ouço e pronto, é para isso que a música serve. Na comédia não, na comédia a coisa estranhamente pia de maneira diferente..
Gosto muito do trabalho do Ricardo, já tive inclusivé oportunidade de lhe dizer isso, e isto nada tem a ver com ele.
Um "opinion maker" de um jornal supostamente conceituado, dizer que um actor que já fez centenas de coisas como o Nuno Lopes, inclusivé o tipo de personagem que fez no sketch do Festival da Canção, está a fazer um "extraordinário RAP" é de uma ignorância sem limites.
O senhor Jorge Mourinha deveria de ir procurar saber o que cada actor fez antes, e depois sim, poder dizer quem começou o quê no "mundo das personagens".
É que chegar ao mundo dos criticos de televisão e não saber o que se passou no passado é de quem provavelmente está na profissão errada.
Aconselho-o portanto a ir rever o "Programa da Maria", o "Herman Sic" e alguns espectáculos da Cornucópia. E depois sim, perceber o que o Nuno já fez.
Tente isso, vai ver que depois fará um extraordinário Eduardo Cintra Torres.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O desconforto

Das coisas que mais me orgulhei de escrever até hoje.
Grande "performance" de todo o elenco, e acima de tudo a inteligência de todos me deixarem tocar em temas sensíveis.
Amanhã falarei mais sobre o programa, para já posso dizer que estou muito feliz e acho que ainda pode melhorar muito.

Aqui fica:

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Estreia este Domingo, às 21h30 na RTP1

"Os Contemporâneos".
Agora sim, é certo.
Estreia já neste Domingo, dia 4 de Maio, depois das Escolhas do Professor Marcelo.
Estive ontem até às 4h da manhã na edição do programa e estou muito satisfeito com o que vi, e estou certo que fizemos todos os nosso melhor.
Estou muito orgulhoso, o grupo é talentosissímo, e a liberdade para todos contribuirem faz disto um projecto com vários estilos misturados.
Acima de tudo os actores têm todos uma disponibilidade para gozarem com eles próprios que enriquece tremendamente o projecto. E percebi isso quando escrevi um dos textos do programa onde num sketch eu me reúno com o elenco e ponho todos em causa. Eles não só concordaram gravar como estava, como ainda acrescentaram mais.
Dos actores, à produção, passando pela realização e pelos argumentistas, tudo está na mesma onda e assim é tão mais fácil trabalhar.
Não sei bem o que é, não sei bem o que vai ser, mas sei que estreia este domingo, às 21h30 na RTP1.

terça-feira, 22 de abril de 2008

"Os Contemporâneos"

De maneiras que para já existem os sketches de promoção.
Amanhã às 11h da manhã será feita a conferência de imprensa para a apresentação oficial deste projecto que agora ganhou nome: "Os Contemporâneos".
As gravações à séria começam ainda amanhã, da parte da tarde.
Algum nervosismo de ver no que isto tudo vai dar.
Mas a certeza de que é uma equipa fantástica desde os actores, aos argumentistas, à realização, etc.
O resto só vocês podem dizer.
A ver vamos, depois falamos melhor que ainda tenho uns textinhos para escrever.
Até lá.

P.s.- Hoje, em conversa com o Ricardo Araújo Pereira, chegámos à conclusão que para a cabeça da imprensa nacional só faz sentido que: grupos de humoristas que trabalham em canais diferentes tenham uma guerra aberta.
Parece que vende mais do que: grupos de humoristas que trabalham em canais diferentes que se dão bem.
Alguns "jornais" já começaram essa guerra sozinhos.
Nós os dois preferimos ficar de fora a contar feridos.


sábado, 19 de abril de 2008

Falta de sono

Já chove há 590 dias.
Não sei se chega.
E o vento também está espectacular. Ontem fui à rua em Alvalade e acabei em Portalegre.
O bom disto é que se poupa um dinheirão em portagens.
Amanhã vou-me por de bracinhos abertos no meio de Portalegre a ver se aterro em Badajoz para comprar uns caramelos com pinhões.
É um conceito muito bom.
Não chegava haver caramelos e pinhões.
Tinha de haver um espertinho que perdeu 4 anos da vida dele a pensar como é que um gajo conseguia comer as duas coisas ao mesmo tempo sem ter estar sempre a ir ao pires dos pinhões e depois a embrulhar papelinhos dos caramelos.
Por hoje é só isto.
Amanhã parece que se prevê chuva.
É estranho, porque o granizo que me abriu o sobrolho há bocado indicava o contrário.
Durmam bem.

terça-feira, 15 de abril de 2008

RTP

Arrancou ontem.

terça-feira, 1 de abril de 2008

RTP

Daqui a poucos dias haverá mais novidades.
Para já o certo é que a RTP me convidou a mim e às Produções Fictícias para dar vida a um novo formato de televisão.
Depois de muitas conversas chegámos àquele que julgamos ser um formato vencedor.
Escolhemos depois os actores dos quais constam a Maria Rueff e o Nuno Lopes, porque só fazia sentido fazer este programa com os melhores.
Ainda há outros nomes a serem fechados, mas enquanto não estiverem definidos não os podemos nem devemos adiantar.
A equipa de argumentistas, dos quais fazem parte o João Quadros e o Nuno Markl entre outros é também uma vitória.
Nem podia ser com outras pessoas.
Assim que tiver mais novidades prometo deixá-las aqui.
Até lá.

segunda-feira, 31 de março de 2008

"Green Grass Of Tunnel"

Chamam-se Múm e são Islandeses.
Ouço-os há muito tempo, e conheci-os pela mão desta música, que ainda hoje acho linda.
Ouçam que faz bem.

terça-feira, 25 de março de 2008

Para o ano há mais

O português transfigura-se quando sabe que vai para o Algarve.
Há vários sítios em Portugal, lindos por sinal, para passar as férias da Páscoa.
Mas o Algarve toca fundo no coração do português.
Tudo começa na viagem.
Como assim?
Calminha.
O peso do carro.
Percebemos que uma família vai para o Algarve quando o carro está com mais duzentos quilos do que devia, com o pára-choques traseiro a fazer faísca na estrada, uma fralda pendurada na janela de trás para o menino coitadinho não apanhar sol, e com um pack de 24 rolos de papel higiénico a tapar o vidro de trás da viatura, para facilitar o acidente.
Porque toda a gente sabe que o papel higiénico está a acabar no Algarve.
Isso e a navalheira.
São duas coisas que estão no fim dos fins.
Se a mesma viatura tiver um triângulo a dizer "Criança a Bordo" da Milupa, com o Vitinho todo jeitoso, então nesse caso não se pode pedir muito mais a Deus.
Deus, ao enviar-nos para a estrada ao mesmo tempo que esse carro já nos deu tudo o que tinha a dar.

Chegam então ao destino.
O pára-choques de trás ratado e o condutor com um boné de uma gasolineira qualquer (mutação que se faz sentir a meio caminho, para os lados do Alentejo).
Pousam no hotel toda a mobília do T2 que veio na bagageira.
E saem as pessoas em números que desafiam a lotação do carro.
Começa o fenómeno: Manadas e manadas de portugueses a correrem para a praia, como se a areia fosse acabar amanhã.
A reacção normal seria: "Vamos ficar no quarto que está chuva e frio"
Bem sei, mas isso é secundário.
Se os convidassem para ir para a praia da costa da caparica num dia de inverno achariam ridículo.
Mas no Algarve já é outra coisa.
É classe.
Dois fenómenos claramente portugueses: ir para os centros comerciais com sol e para a praia com chuva.
Há, no entanto, uma peça fundamental que se repete nestes dois acontecimentos:
O fato de treino.
Vão de fato de treino ABIBAS ou REEBOKA para o Colombo porque nunca se sabe se não vai estar lá a Vanessa Fernandes a fazer um triatlo entre a Zara, a Massimo Duti e a Fnac.
E vão de fato de treino para a praia porque os calções estão fora de questão, a não ser que queiram perder as duas perninhas com o gelo.
Chegam.
Sentam-se em cadeiras de praia a ler o Correio da Manhã e a comer sandes de borrego que levam numa geladeira.
Os mais tímidos ficam a ler a Bola dentro do carro enquanto a esposa dorme no lugar do pendura.
Voltam a casa com os carros mais leves e com o profundo sentido de dever cumprido.

Para o ano há mais.

"Salute!"


Como nunca consigo ver as séries nos horários que decidem transmitir na televisão, acabo quase sempre por as comprar mais tarde.
É um vício como outro qualquer.
A caixa dos Sopranos já a ando a ver há cerca de um mês, com calma para durar mais e também porque a tournée me tem levado para fora de casa.
Mas ontem, consegui um novo record pessoal:
Seis horas seguidas a ver a melhor série de sempre.
Comecei às 22h, acabei às 4h.
No fim só me apetecia pertencer à máfia e matar pessoas.
Vou só tirar o corpo da minha empregada ali da cozinha.

terça-feira, 18 de março de 2008

"Autografia - Um retrato de Mário Cesariny"


Se tiverem tempo vejam.
Se não tiverem, arranjem.
Ganhou o prémio de melhor documentário português no DocLISBOA 2004.
Um trabalho genial do Miguel Gonçalves Mendes.
Uma conversa com o surrealista Mário Cesariny sobre a vida, morte, sexo, amor, e o etc.
Obrigatório.

"Fomos sempre lunáticos...lunáticos do passado e lunáticos do futuro.
Não há nenhum país que esteja quatrocentos anos à espera que um rei reapareça. Não existe! E depois aparece um borra-botas: É ele! Trezentos anos depois!
Isto é fantástico, isto é bonito até. Um povo menino, um povo criança, não é? Mas depois não dá para ser país. Como a Alemanha. Não dá. E querem que sejamos, querem-nos... a CEE quer isso, que sejamos... que cresçamos."

sábado, 15 de março de 2008

"Badjoras Power"


Foi uma prendinha que uns fãs dedicados que criaram este blog me deram no fim do espectáculo da Guarda.
As melhores prendas são muitas vezes as simples.
Um pin, do tempo em que a expressão "badjoras" nasceu.
Muito obrigado.
E agora vou só ali num instantinho a Beja fazer espectáculo.
Até lá.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Citação

"O que me atrai nos brincos não é as mulheres terem-nos, é o momento em que os prendem na orelha, de queixo esticado e olhos vazios. A mesma expressão, aliás, ao procurarem as chaves na carteira. Parece que se ausentam. Depois voltam a estar ali ao rodarem a fechadura."

António Lobo Antunes.

quarta-feira, 5 de março de 2008

AT&T e Scorcese

Anúncio da AT&T, uma operadora de telemóveis americana.
Com a participação de Martin Scorcese.
Muito bom.

terça-feira, 4 de março de 2008

a falta de lei da vida

De tudo o que me faz pensar, há uma coisa que me atropela a cabeça.
A idade.
Não a minha, a deles.
Há qualquer coisa que rasga.
Choram-me as estatísticas que eu estarei cá quando os meus pais não estiverem.
Muito nublado, bem sei.
Mas real.
Posso tê-los agora, e abraçá-los com a carne que me deram, mas...e depois?
Vejo-lhes os anos na pele e a pele dá-me saudades.
Saudades do que não vou ter.
É a lei da vida, e todas as frases feitas que pregarem nas paredes.
Mas a saúde teima em ir à sua vida cedo demais.
Não a deles, a das estatísticas.
Hoje tenho-os ali.
Visto daqui, dos meus olhos, não envelheceram.
Foram emprestando um ou outro ano aos ossos.
Quero o meu pai a ficar envergonhado quando diz "gosto muito de ti filho" e a minha mãe com gotas de amor a marcar passo nos olhos quando diz "gosto muito de ti filho, nunca te esqueças disso"
Nunca te esqueças disso.
E depois, o que fica?
As memórias não são de carne, são de lágrimas.
E essas custam mais a abraçar.
Há qualquer coisa que rasga, eu bem disse.
Sei que estão na casa dos sessentas.
Mais precisão do que essa acelera-me o sangue.
"São novos".
E porque é que não ficam sempre assim?
Atrasem o relógio quarenta anos, vá lá.
Só desta vez, ninguém vai dizer nada à terra.
Apetece deixar cair uma pedra na roda dentada e parar tudo.
A assobiar, para não ter de prestar contas.
A palavra filho é patente deles.
Quando a dizem há uma manta que protege o coração até cima.
Depois da estatística fica só o coração e a manta enrolada aos pés.
Podemos sempre puxá-la, mas nunca mais vai tapar tudo.
E não, nunca me esqueço disso.